Crise econômica agrava inadimplência e aumenta o risco de perda do imóvel no MS

29/05/2015 at 11:54 (*Liberdade e Diversidade, Danilo Nery)

crise imobiliariaNegociar atrasos no pagamento antes da notificação do banco evita maiores transtornos

Com o aumento do custo de vida, fica mais difícil pagar as contas em dia. O problema se agrava quando se trata de prestações mais caras, como financiamento imobiliário. Segundo o presidente da ABMH-MS (Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação), José Carlos Teixeira, os consumidores inadimplentes como o financiamento habitacional têm de ficar atentos, principalmente aqueles que financiaram a casa própria por meio da modalidade alienação fiduciária. Ver reportagem completa de Danilo Nery na edição de hoje do jornal “O Estado MS”.

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Governador do MS cobra soluções para a crise na malha ferroviária do Estado

19/05/2015 at 10:45 (*Liberdade e Diversidade, Danilo Nery)

trem

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou ontem (18) que o governo do Estado vai cobrar da ALL (América Latina Logística) uma solução para a crise que afeta a malha ferroviária controlada pela empresa. “A rumo assumiu o papel da ALL, que é uma concessão pública. Eu espero que o governo federal não vire as costas para Mato Grosso do Sul. O governo federal tem a força de exigir da rumo a manutenção e a reestruturação dos trilhos aqui da antiga Noroeste do Brasil. Por parte do governo do Estado, eu digo que nós vamos cobrar porque essa ferrovia é muito importante”, afirmou o governador durante agenda pública. Ver matéria completa de Danilo Nery na edição de hoje (19) do jornal “O Estado MS”. A foto supimpa é de Saul Schramm. Clique para ampliar.

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*Comentário do blog: Vamos ver no que vai dar, né?

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Crise anunciada?

26/02/2009 at 00:01 (Danilo Nery)

O ano de 2009 iniciou-se sob o signo da crise financeira internacional. Notícias de que a maioria das economias do mundo- sejam de países desenvolvidos ou em desenvolvimento- irão desacelerar, ou até mesmo, como no caso de Alemanha e Reino Unido, retrair  tornaram-se rotina.

 O estopim da atual  crise foi o estouro da bolha do mercado imobiliário americano, esta financiada por empréstimos, que ao longo do tempo, exigiam cada vez menos contrapartidas de seus tomadores. Tal facilitação chegou ao cúmulo, com  o chamado mercado subprime, mais conhecido, pelos norte-americanos, como NINJA (pessoas sem renda, sem emprego e sem ativos¸ sigla em inglês.).

No entanto, este evento só foi a “ponta do iceberg”  de um problema crônico e estrutural da economia norte-americana, e de certa maneira, da mundial. O alto endividamento.

 Durante vários anos, a economia americana cresceu sustentada por vários tipos de débitos. Antes  da crise, os chamados déficits gêmeos dos EUA – déficit fiscal governamental e déficit comercial- já preocupavam alguns economistas, pois com eles, o governo gasta mais do que arrecada e o país importa mais do que exporta.

Com o estopim da crise, outros tipos de débitos vieram à tona, como as dívidas dos consumidores, dividas dos bancos e do mercado financeiro. Tal conjuntura resultou num acumulado de dívida equivalente a 350 % do PIB americano, ou seja, governo, empresas e cidadãos comuns  possuem uma dívida  conjunta de  3,5 vezes o PIB( veja o gráfico). Situação que pode piorar com os sucessivos planos de resgate a economia. 

 São várias e complexas as condições que levaram os Estados Unidos a tal ponto, contudo pode-se dizer que começaram em meados dos anos 70, com o processo de liberalização e desregulamentação  da economia.

O fato é que esta desregulamentação levada ao extremo, em meados da década de 2000, criou um ambiente, o qual era fácil se endividar. O problema é se endividar para que? Para comprar  LCDs, PCs, casas, iates,…; ou fazer como o governo Bush que entrou em duas guerras tomando dinheiro emprestado da China?

Não é intenção deste artigo defender o “anticonsumismo” como solução, até porque a história do capitalismo foi construída por meio da compra e venda de mercadorias. Porém, diante desta crise, não é demais perguntarmos a nós mesmos o quê e para quê nós compramos. E ainda, se a atual sociedade do consumo consegue sustentar este comportamento daqui para frente.    

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