Reforma Agrária: Incra não tem perspectiva de novos assentamentos em MS

24/05/2015 at 12:53 (*Liberdade e Diversidade)

reforma agráriareforma agraria 2Queda acentuada no número de famílias assentadas, entre 2010 e 2014, mostra a deficiência do órgão

A criação de assentamentos em Mato Grosso do Sul está cada vez lenta. Se em 2010, quando denúncias de corrupção derrubaram a cúpula do Instituto Nacional de Reforma Agrária aqui do Estado, foram assentadas poucas famílias – 1.449 -, depois disso, os números revelam queda ainda maior. Em todo o ano passado, apenas 442 conseguiram um pedaço de terra. Recuo de 69%. O ano em que mais famílias foram assentadas em Mato Grosso do Sul foi em 2005, quando 6.031 conseguiram lotes em ex-fazendas consideradas improdutivas pelo órgão federal. Para se ter uma ideia da paradeira, há cinco anos, o Incra de MS criou quatro assentamentos e após isso, somente em 2014, na Fazenda Nazareth. Ver reportagem completa de Gildo Tavares na edição de hoje (24) do jornal Correio do Estado. A foto é de Paulo Ribas. Clique para ampliar.

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*Comentário do blog: Inúmeros fatores podem ser citados para justificar o “insucesso” da Reforma Agrária em Mato Grosso do Sul: Conservadorismo, baixo investimento, ausência de assistência técnica, escolhas insensatas de terras (não adequadas para a Reforma Agrária), influência política na escolha de dirigentes do Incra, etc.,etc. Este último fator, por exemplo, nos parece essencial:  É que a escolha de dirigentes para os órgãos federais nos Estados passam necessariamente pelo crivo dos governos estaduais, porque se isso não for feito, esses órgãos serão literalmente “esquecidos” pelos governos dos Estados. Foi o que aconteceu aqui no MS, com, por exemplo, o Incra (onde está?, o que tem feito?) e a Funai (onde está?, o que tem feito?), no governo do PMDB (André Puccinelli). O que acontecerá de agora em diante, por exemplo, com órgãos como Incra e Funai, com dirigentes escolhidos pelos Tucanos, hein? Parabéns, Gildo, pela matéria, mas será que dá para mostrar outras realidades no Estado – de preferência, positivas – além da Fazenda Nazareth, no Anhanduí/Sidrolândia, de saudosa e doída lembrança? Hermano Melo.

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