Israel: Netanyahu terá uma vitória de Pirro? (Leitura de final de noite)

22/05/2015 at 22:44 (*Liberdade e Diversidade)

Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu give a statement to the media at the Prime Minister's office in Jerusalem on December 2, 2014. Photo by Emil Salman/POOL

Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu give a statement to the media at the Prime Minister’s office in Jerusalem on December 2, 2014. Photo by Emil Salman/POOL

Belicoso e anti-palestino, primeiro-ministro só dialoga com extrema-direita. Podem estar surgindo uma frente política alternativa e uma solução surpreendente para o conflito

Por Sérgio Storch, em sua página no Facebook

Publicado em 21 de maio de 2015 por Redação

Três fatos que sinalizam a possibilidade de uma reversão na política israelense. É acompanhar daqui pra frente:

  1. O forte discurso de Isaac Herzog, líder da oposição no Knesset, denunciando a fragilidade da coalizão montada por Netanyahu, que chegou ao patético de entregar o Ministério da Justiça a Ayelet Shaked, um dos ícones do racismo mais repulsivo na extrema direita israelense. Explicitamente, Herzog se propõe a representar não só a esquerda sionista, mas também os 20% de árabes israelenses e as demais minorias. Íntegra aqui.
  2. Vem à tona, depois de longa maturação, uma proposta para solução do conflito totalmente original: “Dois Estados no mesmo Território”, que inverte a conhecida solução Dois Estados negociada em Oslo em 1993, colocando como ponto chave a integração, em vez da separação. O conflito pelo Canadá resolveu-se assim, entre ingleses e franceses, no século 19. E é significativo quem traz a público essa proposta, em artigo no NY Times: Yossi Beilin, que foi idealizador dos acordos de Oslo e negociador dos acordos de Camp David, em 2000, que não frutificaram porque Clinton já não tinha mais tempo no seu mandato. É um retorno dos combatentes pela paz justa, no momento em que Netanyahu pode ter tido uma vitória de Pirro. Íntegra aqui.

HerzogIsaac Herzog, líder do partido trabalhista de Israel. Foto: Yonatan Sindel

  1. E o fato que não é demais relembrar: pela primeira vez na história israelense, houve uma coalizão eleitoral dos quatro partidos árabes rivais, articulada pelo Partido Comunista Israelense, formado por judeus e árabes. Fato notável: essa coalizão elegeu 13 parlamentares no total de 120, dos quais 5 do Partido Comunista Hadash, e 8 dos partidos árabes. Relacione isso com o ítem 1, no cenário de Isaac Herzog ser capaz de articular no Knesset com esse bloco de 13, além do Meretz (esquerda sionista) e os partidos de centro, agora que a agenda de Netanyahu tornou-se claramente extremista de direita. Note no discurso no item 1 a piscada para o ministro da Economia, Kahlon, de centro-direita, com vistas a um futuro governo após a eventual derrocada desta coalizão de Netanyahu.

O mundo dá voltas… Quem sabe o que virá?

*****

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: