Custo com coffee break da Defensoria Pública de MS pode chegar a R$ 103 mil

21/05/2015 at 10:09 (*Liberdade e Diversidade, Evelin Araujo)

defensoria_0Orçamento inicial estipulava gasto de até R$ 253 mil

20/05/2015

Evelin Araujo

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul pode gastar até R$ 103.720,00 com coffee break por um período de 12 meses. Isso porque o órgão publicou o registro de preços com duas empresas para o fornecimento anual de lanches, segundo a ata de registro 2/2015/DPGE, do último dia 12 de maio.

Em março, a Defensoria lançou o edital para os registros e estipulava um gasto de até R$ 253.300,00 para os lanches de até 10 mil pessoas em eventos que promove. A prática, pouco comum nos órgãos públicos do Estado, prevê dois tipos de cardápio.

No primeiro, para até 7 mil pessoas, a empresa deve fornecer seis tipos diferentes de salgados, quatro de doces, café com e sem açúcar, dois tipos de sucos e de refrigerantes e águas com e sem gás. O custo estimado médio era de R$ 27,13 por pessoa, mas será pago R$ 11,11.

coffe_break2

Buffet da Defensoria Pública do MS

De acordo com a tabela divulgada pelo edital da defensoria, o segundo cardápio, para até 3 mil pessoas, tem que ter um biscoito salgado tipo “Petit Four”, um tipo de biscoito doce, um tipo de bolo fofo, cafés com e sem açúcar, dois tipos de sucos naturais, água mineral com e sem gás e dois tipos de chás a R$ 8,65 por pessoa. O estimado era de R$ 21,13 por pessoa para este cardápio.

A contratação do serviço tem especificações e exigências. Os salgados devem ser feitos no dia do evento, os sucos e refrigerantes precisam estar gelados e os chás, quentes. Outra determinação é de que garçons sirvam o coquetel e que a empresa precisa estar preparada para até dois coffee breaks simultâneos da Defensoria.

A solicitação mínima é de R$ 250,00, ou seja, pode ser solicitado um lanche para 22 pessoas.

Solicitações

Somente na semana passada, três empenhos (nº 203, 204 e 205) foram publicados no diário oficial do Estado referentes a coffee breaks da Defensoria. Todos ao custo de R$ 765,00, mas de acordo com a ata de registro de preços 001/2014, ou seja, ainda referentes ao contrato do ano passado.

A empresa é a mesma vencedora deste ano, a Palladares Restaurante Ltda-ME, representada por Neuza Demonico. Assina pela contratação o Defensor-Público Geral do Estado, Paulo André Defante.

***

*Comentário do blog: Nada como usufruir das benesses do dinheiro público, né? Como diria Boris Casoy: Isto é uma vergonha!!!

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1 Comentário

  1. sueli said,

    E põe vergonha nisso. Dinheiro do povo que poderia estar sendo aplicado
    no Projeto Padrinho por exemplo, que, aliás, o povo banca e o Ministério Público pousa de bonito e recebe os méritos.

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