Índios podem perder terra em SP: ‘vamos resistir até o fim’

15/05/2015 at 15:42 (*Liberdade e Diversidade)

cacique“Quem sou eu para enfrentar com arco e flecha um policial? Não tem jeito. Resistência é ficar no lugar”, diz o cacique Ari Martim (Foto: Débora Melo / Terra)

Terreno localizado em área reconhecida pela Funai como território guarani tem reintegração de posse agendada

15 MAI 2015

Débora Melo / Direto de São Paulo

“Quando se fala em demarcação de terra, uma pergunta que aparece com frequência é: ‘para que o índio quer tanta terra?’ A gente precisa entender que a terra é o suporte da sobrevivência do índio”, diz o cacique Ari Martim, que lidera cerca de 700 índios guarani que vivem na região do Pico do Jaraguá, na zona norte de São Paulo.

O sonho de Martim é construir uma “aldeia modelo”, onde os índios e as crianças possam plantar e resgatar a cultura guarani. O espaço para isso já existe: em 2013, a Fundação Nacional do Índio (Funai) emitiu um laudo antropológico no qual reconheceu como “território de ocupação tradicional do grupo indígena guarani” uma área de 532 hectares no entorno do Pico do Jaraguá, que hoje abrange as aldeias Tekoa Ytu, Tekoa Pyau e Tekoa Itakupe.

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