A imprensa apoia Dilma (Leitura de fim de noite)

15/05/2015 at 22:56 (*Liberdade e Diversidade)

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DilmaPor Luciano Martins Costa

15/05/2015

A sexta-feira (15/5) marca um ponto de inflexão no noticiário político, no qual se pode perceber que há uma mudança na narrativa da imprensa sobre os efeitos da disputa entre o Executivo e o Congresso Nacional. Também é possível que se trate de uma reversão na parábola desenhada pelos acontecimentos em Brasília, com a redução das tensões e alguma acomodação nas próximas semanas.

As duas figuras de geometria analítica, comumente usadas no controle de risco em comunicação, se referem a uma tendência natural das crises, que costumam se comportar, metaforicamente, como um objeto lançado para o alto: se responder apenas à força inercial, o objeto vai em algum momento atingir o ápice da parábola e começar a cair. Se houver uma força adicional capaz de dar novo impulso a ele, o objeto irá sofrer uma inflexão no ponto de exaustão da força inicial, em que se começa a curva descendente, e receberá novo impulso, retomando a ascensão com uma curva inversa, para cima.

O fato que determina esse momento curioso da nossa crônica política é a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de uma emenda que extingue, na prática, o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias.

O tema é bastante explorado pelos diários de circulação nacional, com boas reportagens, análises variadas e um ponto em comum: em maior ou menor grau, os jornais condenam a decisão e mobilizam seus colunistas para questionar o que chamam de irresponsabilidade do Legislativo.

O sistema proposto pelos deputados, chamado de fórmula 85/95, garante aposentadoria integral para os homens que se aposentarem quando a soma da idade com o tempo de contribuição atingir 95 e as mulheres alcançarem o número 85 na mesma conta.

Embora o assunto envolva uma alta complexidade, que inclui as perspectivas de longevidade das próximas gerações, a composição de renda das famílias e outros fatores, é consenso entre os analistas que a iniciativa vai causar um grande impacto nas despesas do governo com a previdência social.

A imprensa observa que o custo será insignificante nos primeiros quatro anos, porque as pessoas tenderão a adiar a aposentadoria para se beneficiar da nova regra, assegurando um benefício maior no longo prazo. Mas os textos assumem que o sistema previdenciário sofrerá um choque de mais de R$ 40 bilhões na primeira década.

Lula é o alvo

O leitor curioso e atento se perguntaria: por que a mídia tradicional se mostra tão preocupada com o futuro, e ao mesmo tempo incentiva uma crise política que afeta as chances de desenvolvimento do Brasil?

Da mesma forma, o que explicaria, para além das picuinhas partidárias, o fato de que boa parte da oposição votou contra seus interesses de longo prazo e parte da aliança governista contrariou seu discurso tradicional de defesa do trabalhador para se opor à proposta?

Os jornais exploram o sinal invertido entre petistas e tucanos, e surpreendem ao tomar o partido da presidente Dilma Rousseff nessa questão.

Uma razão pode estar no fato de que, até mesmo quando imersa até os ossos na disputa partidária, a imprensa precisa definir um limite para as ações populistas dos presidentes da Câmara e do Senado, que jogam para a plateia para fugir dos holofotes da Operação Lava Jato. Em algum momento há de se impor a responsabilidade nesse cenário que um articulista do Estado de S. Paulo chama de “clima de bundalelê”.

Para os pouco afeitos à nova linguagem jornalística, convém registrar que a expressão “bundalelê” representa a atitude provocativa de alguém que exibe as nádegas em público, como ocorreu na quarta-feira (13/5) em que foi votada a medida provisória que define as regras da pensão por morte.

Até o Jornal Nacional, da Globo, mostrou rapidamente o ativista da Força Sindical, de camisa preta (ver aqui) a cena que acontece aos 30 segundos do vídeo) tirando as calças e mostrando o traseiro aos deputados.

O fato de os principais jornais do país, que têm investido no desgaste da imagem da presidente Dilma Rousseff, definirem um limite para as diatribes da dupla que dirige o Congresso Nacional precisa ser visto sob diversos ângulos.

Um deles é a percepção de que, apesar da crise política, o governo já aprovou as medidas básicas destinadas a conter os gastos públicos, e o Brasil volta a receber novos investimentos, o que pode reacender a economia em curto prazo. A outra razão é menos nobre: o principal alvo da imprensa não é a atual presidente da República, que, mal ou bem, vem retomando as rédeas do governo. O projeto da mídia tradicional é atingir a reputação do ex-presidente Lula da Silva, para minar suas chances caso venha a se candidatar em 2018.

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O Manifesto Colher de Pau e seu porquê (Leitura de fim de tarde)

15/05/2015 at 17:20 (*Liberdade e Diversidade)

colher de pauNormas “sanitárias” obtusas favorecem agroindústria, demonizam utensílios populares e tentam estigmatizar culturas alimentares brasileiras. Começou campanha para enfrentá-las

14/05/2015

Por Juliana Dias, editora do site Malagueta

A colher de pau está impregnada de cultura, afetos, memória e sabor. É utensílio indispensável na cozinha brasileira, utilizada no dia a dia dos lares, seja no campo ou na cidade. Faz parte do ritual culinário, com seu acervo de gestuais e saberes. Segundo o sociólogo Gilberto Freyre, o artefato de madeira estava presente na culinária dos povos indígenas. Por ser um objeto emblemático e milenar, que mexe com múltiplas questões alimentares, a colher de pau foi escolhida como elemento simbólico da campanha Comida é Patrimônio, lançada pelo Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN). O ícone da colher na identidade visual da campanha representa nossa diversidade em produzir, preparar, servir e comer.

Como parte das ações estratégicas dessa mobilização, o Fórum lança com exclusividade o Manifesto Colher de Pau (leia, ao final, na íntegra), de autoria do antropólogo e museólogo Raul Lody, pesquisador na área de alimentação, com diversos livros publicados e idealizador do Museu de Gastronomia Baiana. “O Manifesto Colher de Pau é um sinal de cuidado, atenção e entendimento da diversidade, respeitando-se a longa experiência de sanidade e do consumo de alimentos”, destaca Lody. O documento sintetiza de forma clara e acessível às dificuldades enfrentadas na produção de alimentos tradicionais, artesanais e de base familiar.

O debate sobre normas sanitárias mais inclusivas e adequadas à lógica e dinâmicas da produção familiar e artesanal faz parte da pauta de lutas políticas de muitos movimentos sociais, organizações e redes, incluindo o FBSSAN. Um dos desdobramentos desse processo foi a publicação, em 2013, da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 49, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Esta RDC trata sobre Inclusão Produtiva com Segurança Sanitária. É destinada à regulamentação da produção de alimentos pelos microempreendedores individuais (MEIs), empreendimentos familiares rurais e empreendimentos da Economia Solidária. Antes da publicação, a proposta passou por consulta pública, que contou com a contribuição de 150 pessoas e instituições, envolvendo mais de 6 mil participantes em seminários regionais, segundo dados da ANVISA.

A RDC busca dialogar com os princípios de Segurança Alimentar e Nutricional e com uma visão mais ampliada de saúde, propondo-se a preservar a característica artesanal dos alimentos e a priorizar uma fiscalização voltada mais para a orientação dos empreendedores. A Resolução busca ainda promover a integração e a articulação dos processos e dados do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) com os demais órgãos e entidades com o objetivo de evitar a duplicidade de exigências para os empreendimentos. A publicação da RDC, sem dúvida, foi uma importante conquista, mas agora o desafio é a sua efetiva implementação.

Por outro lado, a sociedade civil organizada avalia, em Carta Aberta elaborada em agosto de 2014 e subscrita por 72 organizações, que para a produção e processamento de produtos de origem animal e polpas de frutas, permanecem normas excludentes e inadequadas e a dificuldade de diálogo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O documento apontou que apesar das mudanças, a legislação sanitária ainda mantém padrões de qualidade baseado na produção agroindustrial de larga escala, padronizados e com uso intensivo de insumos químicos. Com isso, acaba aproximando o modelo artesanal da industrialização e artificialização, aumentando custos e afastando-o de suas características socioculturais. “É urgente e necessário que se deem passos largos e concretos para avançar nessa questão por meio da criação de legislação e sistema de inspeção sanitários específicos para a produção familiar e artesanal. Devem ser fundamentados em conhecimentos, práticas, experiências e modos de vida dos agricultores e agricultoras, contemplando também a diversidade cultural e alimentar que caracteriza a produção desses alimentos”, informa o texto da carta.

A substituição da colher de pau pela de outros materiais, como a de polietileno é uma das modificações que mais chamaram atenção na resolução. Por isso, o utensílio é o emblema da campanha e do Manifesto. Entre as proposições expressas na carta está a “criação de espaços para discussão e formulação de conceitos/definições importantes que estão na Resolução 49/2013, tais como a classificação de risco; distinção entre in natura, semi-processado, processado e cultura alimentar”.

As complexas relações entre ingrediente e processos culinários constituem um rico acervo de significados, comportamentos, afirmações, identidades e sabedoria tradicional. Assim, a comida está associada ao pertencimento. “Creio que ouvir, entender, respeitar e agregar tantas descobertas é uma base sensível para organizar ‘regras’ e como empregá-las, respeitando-se diversidade, identidade, e o sentido verdadeiro da comida, que é muito além do ato de alimentar”, aponta Lody. A campanha, a Carta Aberta e o Manifesto fazem parte de um processo de comunicação popular que visa ampliar o debate a respeito dos graves problemas de saúde gerados por uma alimentação pautada no consumo de produtos alimentícios processados, com alto teor de conteúdo publicitário, sal, gordura e açúcar.

Essas iniciativas também podem colaborar para a construção e efetivação de políticas públicas, como a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Dessa forma, evidencia-se a necessidade de “valorizar, resgatar e disseminar práticas alimentares e da culinária que preservem a cultura, a biodiversidade e a autonomia das diversas regiões do Brasil”, conforme aponta a carta endereçada à ANVISA. O autor do Manifesto Colher de Pau sinaliza que “empregar regras sanitárias sem entender os motivos acumulados na história, na sabedoria tradicional de povos, de segmentos étnicos é apenas uma ação “burocrática” que distancia o verdadeiro sentimento de comida, de comensalidade e de outros valores agregados à mesa”.

Outro ponto de convergência é aquecer as discussões que serão postas à mesa durante a Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, organizada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), cujo tema será “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”, prevista para acontecer em novembro em Brasília.

Ao fomentar propostas como o Manifesto, a campanha Comida é Patrimônio vem enriquecer o caldo dos debates que buscam aproximar as questões sanitárias pertinentes à segurança dos alimentos com a cultura alimentar. Digamos que é o ponto certo para “meter a colher”, como diz o ditado popular. Essa mobilização pretende provocar reflexões e atitudes em prol da comida de verdade, bem comum, patrimônio material e imaterial, usando arte, poesia, manifestações e reivindicações.

Manifesto da Colher de Pau:

Pela salvaguarda das cozinhas regionais e tradicionais do Brasil, e com respeito aos acervos culinários que são também identificados nos conjuntos de objetos de madeira, metal, fibra natural trançada, cerâmica entre outros; conjuntos de objetos variados e fundamentais ao ofício de se fazer a comida e possibilitar a preservação das receitas, e ainda preservam a estética de cada prato e o seu serviço em diferentes espaços e ambientes sociais.

A comida servida à mesa, em banca, sobre esteira, sobre folha de bananeira, traz vivências das muitas experiências culturais de comensalidade nos cenários das casas, dos mercados, das feiras, dos restaurantes, dos templos, entre tantos outros.

Pela segurança alimentar e principalmente pela soberania alimentar o “Manifesto Colher de Pau” quer valorizar cada objeto, implemento de cozinha, e rituais sociais de oferecimento de comida e bebida como forma de preservação do exercício dos saberes tradicionais e indentitários de famílias, regiões, segmentos étnicos, religiões; e, em destaque, a compreensão plena da importância técnica e simbólica de cada objeto.

Assim, morfologia, material, função, trazem memórias ancestrais que são definidoras das peculiaridades das culturas e dos povos que são identificados em cada objeto. Objeto vinculado ao que se entende por “patrimônio integrado” no entendimento contemporâneo de patrimônio cultural imaterial.

Respeitar e manter estes acervos materiais nas cozinhas, e nos serviços, garantem os espaços de singularidade e de peculiaridade dos nossos sistemas alimentares de brasileiros, e os acervos significativos dos sabores, da construção dos paladares, ações que se dão no exercício das culturas.

Para participar da campanha, acesse http://www.facebook.com.br/fbssan

#comidaepatrimonio #pensamentopimenta

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STF autoriza Roberto Jefferson a cumprir prisão domiciliar

15/05/2015 at 16:03 (*Liberdade e Diversidade)

Roberto JefersonJefferson foi preso em fevereiro de 2014 (Foto: Mauro Pimentel / Terra)

Ex-deputado ganhou o benefício, previsto na Lei de Execução Penal (LEP), por ter cumprido um sexto da pena em regime inicial semiaberto

15 MAI 2015

Agência Brasil / Terra

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-deputado federal Roberto Jefferson, condenado a sete anos de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão, a cumprir prisão domiciliar. Jefferson ganhou o benefício, previsto na Lei de Execução Penal (LEP), por ter cumprido um sexto da pena em regime inicial semiaberto.

Jefferson foi preso em fevereiro de 2014 e cumpre a pena estabelecida pelo Supremo no Instituto Penal Francisco Spargoli, em Niterói (RJ). O ex-deputado conseguiu atingir um sexto da pena com desconto dos dias trabalhados em um escritório de advocacia. Ele foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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Índios podem perder terra em SP: ‘vamos resistir até o fim’

15/05/2015 at 15:42 (*Liberdade e Diversidade)

cacique“Quem sou eu para enfrentar com arco e flecha um policial? Não tem jeito. Resistência é ficar no lugar”, diz o cacique Ari Martim (Foto: Débora Melo / Terra)

Terreno localizado em área reconhecida pela Funai como território guarani tem reintegração de posse agendada

15 MAI 2015

Débora Melo / Direto de São Paulo

“Quando se fala em demarcação de terra, uma pergunta que aparece com frequência é: ‘para que o índio quer tanta terra?’ A gente precisa entender que a terra é o suporte da sobrevivência do índio”, diz o cacique Ari Martim, que lidera cerca de 700 índios guarani que vivem na região do Pico do Jaraguá, na zona norte de São Paulo.

O sonho de Martim é construir uma “aldeia modelo”, onde os índios e as crianças possam plantar e resgatar a cultura guarani. O espaço para isso já existe: em 2013, a Fundação Nacional do Índio (Funai) emitiu um laudo antropológico no qual reconheceu como “território de ocupação tradicional do grupo indígena guarani” uma área de 532 hectares no entorno do Pico do Jaraguá, que hoje abrange as aldeias Tekoa Ytu, Tekoa Pyau e Tekoa Itakupe.

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Confira: enfim, MPE-MS divulga detalhes de salários e contratos na internet

15/05/2015 at 15:10 (*Liberdade e Diversidade)

MPEFolha de pagamento do MPE-MS chega a R$ 15 milhões

15/05/2015

Evelin Araujo / Midiamax News

Está no ar nesta sexta-feira (15) o novo portal da transparência do MPE-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). A promessa é de que ele seja atualizado até o 15º dia do mês subsequente ao mês a que se refere.

Atualmente, estão disponíveis todos os dados do MPE até abril deste ano, como salários, contratos, licitações e gastos gerais com pessoal e materiais.

Os dados revelam um gasto de R$ 15.545.946,18 em pagamentos de servidores do Ministério, um total de 1.153, excluídas as bolsas pagas aos estagiários da instituição.

De acordo com o último dado divulgado, os maiores valores nominais pagos a servidores são do procurador-geral de Justiça Humberto Brittes e do procurador Marcos Sotorriva. Ambos receberam R$ 57.426,86 em valores brutos. Porém, os dois estão de férias, o que quase dobra a remuneração habitual.

O salário bruto é de R$ 30.471,11, mais R$ 3.291,89 pelo cargo de confiança, R$3.351,82 de abono permanência e R$ 20.312,04 de férias. O salário médio bruto dos promotores de Justiça de Campo Grande é de R$ 33.763,00.

O portal, segundo o MPE-MS, segue os moldes do Manual da Transparência elaborado pelo Conselho Nacional do Ministério Público – 2ª edição. A regulamentação do Portal da Transparência do Ministério Público de Mato Grosso do Sul se deu com a edição da Resolução nº 016, de 03 de setembro de 2009.

A publicação da Resolução nº 10, de 07 de maio de 2015 se deu com o fim de aprimorar as normas contidas na primeira resolução que criou o Portal da Transparência do MPE em 2009, principalmente no tocante ao estabelecimento de regras mais claras quanto às responsabilidades de alimentação das informações no portal e adotando os níveis de navegação definidos pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

De acordo com o Ministério, os padrões de navegações e as informações exigidas pelo Conselho Nacional do Ministério Público são mais abrangentes do que aquelas referidas na Lei Complementar nº 131/2009, de tal modo que informações que constam nos portais do Ministério Público não estão em Portais da Transparência de outros órgãos públicos. “Isso exigiu do Ministério Público um esforço maior no sentido de captar esses dados e lançá-los no Portal, tal como o CNMP definiu. Contudo, todos os esforços estão sendo feitos para cumprir todas as exigências feitas pelo Conselho Nacional do Ministério Público”, avisa o MPE-MS.

Saiba mais:

Mato Grosso do Sul tem o 4º pior portal da transparência do país, diz CGU

Após ultimato, MPE promete novo Portal da Transparência para sexta-feira

Apresentada proposta de criação do Fórum Nacional de Combate à Corrupção

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*Comentário do blog: Mas que baita salário, hein tchê?

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Vem aí o “CineMIS Mostra Clube do CineClube” em Campo Grande,MS

15/05/2015 at 12:19 (*Liberdade e Diversidade)

CinemisA Fundação de Cultura do Governo do Estado – FCMS e o Clube do Cineclube realizam, de 25 a 29 de maio, o “CineMIS Mostra Clube do CineClube”. 

O evento contará com a participação de cinco cineclubes, tendo cada um deles realizado a sua própria curadoria de forma independente.

A proposta é a de exibir filmes e promover debates, trazendo diferentes poéticas, temáticas e perspectivas sobre a conte Ver mais

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‘Rei do blues’: B.B. King morre aos 89 anos nos EUA

15/05/2015 at 11:41 (*Liberdade e Diversidade)

BB KingB.B. King (Foto: Valentin Flauraud / Reuters)

O músico morreu em sua casa, em Las Vegas. King foi hospitalizado em abril com sérias complicações provocadas por diabetes

15 MAI 2015

TERRA / Com informações da Reuters e da Deutsche Welle

O Blues mais triste: morre o rei B.B. King

A voz de B.B. King e o timbre de sua inseparável guitarra “Lucille” deixaram de soar nesta quinta-feira (15), mas seu legado de canções inesquecíveis deixa claro porque o artista será lembrado para sempre como o “Rei do Blues”.

Considerado um dos artistas mais influentes de todos os tempos, King, que morreu hoje, aos 89 anos, em sua casa em Las Vegas, segundo informou seu advogado. King lutava contra a diabetes desde a década de 1980 e havia sido internado em abril após sofrer uma desidratação relacionada à diabetes tipo 2.

Ele se despede de uma carreira com 16 prêmios Grammy, mais de 50 discos e quase 60 anos em cima dos palcos, tocando temas que marcaram época como: Three O’Clock Blues The Thrill Is Gone When Love Comes to Town , sua famosa parceria com os irlandeses do U2.

Entre os clássicos de um dos maiores guitarristas da história figuram também Payin’ The Cost to Be the Boss How Blue Can You Get Everyday I Have the Blues Why I Sing the Blues , indispensáveis em seus shows, além de joias como You Don’t Know Me Please Love Me You Upset Me Baby .

B.B. King nunca deixou de cantar e levantar a bandeira do blues. Sempre esteve na estrada, próximo de seu público, exceto quando a saúde o impossibilitava, quase sempre por problemas relacionados com a diabetes de tipo 2 da qual sofria há mais de 20 anos.

Riley B. King nasceu no dia 16 de setembro de 1925 em uma área de cultivo de algodão próxima de Itta Bena, no estado do Mississipi. Ali mesmo, dedilhou seus primeiro acordes, até que em 1947 foi a Memphis para se lançar em uma carreira musical.

Memphis, uma comunidade musical que reunia todos os estilos da música afro-americana, era a Meca para a qual se dirigiam todos os músicos do sul. Lá, King teve a ajuda de seu primo Bukka White, um dos mestres do blues naquele período.

Sua apresentação no programa de rádio de Sonny Boy Williamson chamou a atenção dos especialistas e King logo fechou uma série de concertos no Sixteenth Avenue Grill e na estação WDIA, onde ficou conhecido pelo nome Beale Street Blues Boy.

Posteriormente, decidiu encurtá-lo para Blues Boy King e, finalmente, B.B. King.

http://p1.trrsf.com.br/playerttv/ganesha-backend/iframe.html?country=br&contentid=7843518

Lucille 

Em meados da década de 1950, aconteceu um fato que marcaria para sempre a carreira do artista. King fazia uma apresentação em Twist, no estado do Arkansas, quando alguns dos presentes se envolveram em uma briga, que acabou causando um incêndio no local. B.B. se apressou para sair do local, mas lembrou-se que tinha esquecido sua preciosa guitarra Gibson acústica de US$ 30 (R$ 90), e não hesitou em desafiar as chamas para resgatá-la.

Depois, o músico soube que a confusão foi por causa de uma mulher chamada Lucille. Assim, decidiu batizar com esse nome todas as guitarras que o acompanharam ao longo de sua carreira.

O sucesso de Three O’Clock Blues o levou a fazer suas primeiras excursões pelos EUA, que sentariam as bases da carreira do músico de blues mais relevante e influente das últimas décadas e, especialmente, consolidariam o timbre tão característico e identificável que tirava das cordas de sua Gibson.

Com influências de Blind Lemon Jefferson e T-Bone Walker, entre outros, o ‘vibrato’, a precisão de sua pegada, sua sutileza e o domínio das pausas, as “dead notes”, transformaram o som de “King” em um componente fundamental do vocabulário musical, do qual beberam figuras como Eric Clapton, George Harrison e Jeff Beck e que o levou a entrar para o Rock and Roll Hall of Fame em 1987.

Esses ingredientes permitiram que B.B. King transitasse entre o blues, o swing e o pop mais comercial. “Quando canto, estou tocando em minha cabeça; assim que deixo de cantar com a voz, na realidade continuo ‘cantando’ através de Lucille”, revelou uma vez King.

Seu legado musical também teve continuidade com a inauguração de vários clubes de música com sua própria assinatura, sendo o B.B. King’s Blues Club de Beale Street, em Memphis, o primeiro a abrir suas portas em 1991.

King se casou em duas ocasiões. Primeiro, com Martha Lee Denton, entre 1946 e 1952, e depois, com Sue Carol Hall, de 1958 até 1966. O artista deixa 14 filhos e mais de 50 netos.

http://terratv.terra.com.br/trs/video/7843512

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*Comentário do blog: Salve, B.B.King!

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Fibria anuncia investimentos de R$ 7,7 bi em Três Lagoas, MS

15/05/2015 at 11:03 (*Liberdade e Diversidade) ()

fibriaValor total a ser investido pelo setor de celulose na cidade chega a R$ 15,7 bilhões

fibria 2Uma semana depois do anúncio da eldorado, a Fibria comunicou a construção de nova linha de produção na unidade de Três Lagoas. Os investimentos das duas empresas totalizam R$ 15,7 bilhões, e a capacidade de produtividade adicional soma 3,75 milhões de toneladas de celulose ao ano. A informação da Fibria, dada no fim da tarde de ontem (14), consolida a cidade sul-mato-grossense como o maior complexo industrial de celulose do mundo. Ver reportagem completa de Oswaldo Júnior na edição de hoje (15) do jornal Correio do Estado.

http://www.correiodoestado.com.br

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*Comentário do blog: Enfim, uma boa notícia! Mas será que a grana da ampliação é mesmo da Fibria ou do BNDES?

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Drogas na fronteira do MS: Investigações estagnadas (Leitura da manhã)

15/05/2015 at 10:38 (*Liberdade e Diversidade)

drogas apreendidas na fronteiraSão frequentes os casos de tráfico em que as atuações policiais limitam-se aos flagrantes e à prisão das pessoas que foram contratadas apenas para fazer o transporte (Foto: G1)

Editorial do Correio do Estado

15/05/2015

Mais um carregamento de drogas apreendido nas estradas de Mato Grosso do Sul, desta vez com 17 toneladas de maconha. Fica a dúvida, porém, se as investigações vão avançar além do flagrante e da prisão do condutor, contratado por grandes organizações criminosas que abastecem diferentes estados. São frequentes os casos de tráfico em que as atuações policiais limitam-se aos flagrantes e à prisão das pessoas que foram contratadas apenas para fazer o transporte. Assim, as prisões acabam abarrotadas de presos que foram “usados” pelos grandes traficantes, os quais continuam impunes e mantendo o mesmo esquema. Apenas mudam os personagens, mas os lucros com o crime permanecem.

A falta de respostas sobre os inquéritos e as condenações na Justiça geram a sensação de impunidade. Com base nas anotações do motorista da carreta com 17 toneladas de maconha, já foi constatado que se tratava de um consórcio, em que o entorpecente seria dividido entre diferentes quadrilhas. Os fardos que estavam escondidos embaixo da carga de soja foram até separados por cores, para facilitar a entrega das encomendas. Essas informações fazem parte apenas da apuração inicial, com base no flagrante feito pelos policiais militares rodoviários, na MS-164, perto do assentamento Itamarati, na região de Ponta Porã, cidade que faz fronteira com o Paraguai.

Entretanto, não podemos ter muita expectativa de avanços nas apurações e, muito menos, que outras ramificações dos grupos criminosos sejam desmascaradas. Basta lembrar alguns casos recentes para constatar as exíguas informações sobre a continuidade das investigações ou até ações judiciais. Em fevereiro deste ano, por exemplo, policiais federais apreenderam 1,4 toneladas de cocaína que estava em um estacionamento no Bairro Aeroporto, perto da região central de Corumbá. Em dezembro, foram flagrados 700 quilos da droga, escondidos junto à carga da carreta, que transportava ferro-gusa. A apreensão ocorreu na região do Indubrasil, perto de Campo Grande. Semanas antes, quantidade semelhante foi encontrada escondida em caminhão-tanque, perto de Paranaíba. Lideranças do tráfico ou demais envolvidos nas quadrilhas não foram desmascarados depois das citadas ocorrência, o que demonstra a necessidade de aprimorar as investigações e, assim, garantir que criminosos não continuem impunes e lucrando com as atividades ilícitas.

A fiscalização nas estradas e dentro das cidades é indispensável, ainda mais em Mato Grosso do Sul, que faz fronteira com a Bolívia e o Paraguai, países produtores das drogas que abastecem todo o Brasil. O governo federal continua a agir com desleixo para monitorar as portas escancaradas de nossas fronteiras. Ampliar efetivo ou até investir em tecnologias para otimizar resultados dos flagrantes parece nem estar nos planos da atual gestão, que, neste momento, luta para driblar a crise financeira. Talvez, esse descaso também esteja relacionado à leniência das investigações. As penalidades servem como instrumento para inibir as ilegalidades, tendo até mesmo um papel educativo. Quando os resultados são apenas momentâneos, expõe-se a fragilidade do sistema, e a tendência é que os mesmos crimes voltem a ocorrer, com mais intensidade.

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Charge do Éder: As 17 toneladas de maconha apreendidas em Ponta Porã, MS

15/05/2015 at 10:06 (*Liberdade e Diversidade)

maconha - 17 toneladas*Charge do Éder na edição de hoje (15) do jornal Correio do Estado. Super!

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