Giba Um: Nanda Costa sem roupa

14/05/2015 at 23:00 (*Liberdade e Diversidade)

Nanda Costa*****

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Redução da maioridade, Agamben e política da morte (Leitura de fim de noite)

14/05/2015 at 22:48 (*Liberdade e Diversidade)

maioridade penalViolência contínua de tanques e soldados nas UPPs do Rio é exemplo da exceção que se faz regra, e se quer lei — agora com a imputabilidade da população mais jovem

14/05/2015

Por Marcio de Souza Castilho* / Blog da Redação

Jovens negros, pobres, moradores de periferias e favelas, sem acesso ao sistema educacional, são o alvo preferencial do nosso sistema penal seletivo, excludente e depositário de uma parcela da população que se quer escondida ou mesmo eliminada pelas pessoas de “bem” da sociedade. As consequências desse estado-penitência (Wacquant) são os números do quadro carcerário brasileiro, que concentra a quarta maior população de presidiários no mundo, com mais de 500 mil confinados. As estatísticas tendem a crescer com a proposta da redução da maioridade penal.

Se aprovada, será a confirmação da lógica de um Estado que, para promover a vida, não em sua totalidade, adota mecanismos de uma violência depuradora de eliminação do outro, agora com a imputabilidade da sua população mais jovem. Materializa-se, portanto, a coexistência, para além dos regimes totalitários, da biopolítica com a tanatopolítica ou, como afirma Esposito, uma “morte necessária para conservar a vida, uma vida que se nutre da morte alheia”.

Ao falar de um sistema que tende a se transformar continuamente em máquina letal, Agamben faz referência aos campos de concentração nazistas durante a 2ª guerra mundial. Ao mesmo tempo, o filósofo italiano vai concluir que o campo é o paradigma das chamadas sociedades democráticas modernas.

A violência que se impõe nos espaços populares, em favelas ou periferias dos grandes centros, representa os nossos processos de guetificação contemporâneos. Sob o imperativo da “lei e da ordem”, o estado mantém um regime de excepcionalidade cotidiano, permanente, como ocorre com a presença das Forças Armadas no conjunto de favelas da Maré ou com a ocupação do Complexo do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, por tanques e blindados para abrir caminho para a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). É por isso que não há um sentido de repressão nas favelas que pode ser localizado num momento histórico específico ou como anomalia de um passado ditatorial, mas uma violência contínua.

Diante do recrudescimento das medidas de exceção tornando-se regra no Brasil, não há como não recorrer a Agamben neste momento, retomando a discussão sobre a maioridade penal: “Na medida em que o estado de exceção é, de fato, ‘desejado’, ele inaugura um novo paradigma jurídico-político, no qual a norma torna-se indiscernível da exceção. O campo é, digamos, a estrutura em que o estado de exceção, em cuja possível decisão se baseia o poder soberano, é realizado normalmente”.

Acrescentaria que o poder soberano hoje no Brasil não reside na figura singular de um mandatário. Será mais apropriado falar num tipo de soberania parlamentar cujos representantes decidem a necessidade para praticar a exceção, buscando incluí-la num ordenamento jurídico, fazendo-o coincidir com a política. O debate em torno da redução da maioridade penal nos obriga a discutir, como sugere o pensador italiano, o que significa agir politicamente neste momento?

*Professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF)

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Lava Jato: MP anuncia bloqueio de R$ 544 mi de empreiteiras

14/05/2015 at 22:13 (*Liberdade e Diversidade)

Lava Jato 1Procurador Deltan Dallagnol durante anúncio de propostas de combate à corrupção em Brasília. 20/3/2015 (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

MPF informou ainda que o total de reparação pedida no âmbito da operação chega a R$ 6,77 bilhões

14 MAI 2015

Reuters / Terra

O Ministério Público Federal anunciou nesta quinta-feira o bloqueio de R$ 544 milhões de empreiteiras e empresas citadas no esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e investigado pela Operação Lava Jato.

O procurador da República, Deltan Dallagnol, afirmou em entrevista à imprensa em Curitiba, que 13 pessoas foram acusadas nesta fase da investigação, entre eles quatro ex-deputados federais . Os políticos envolvidos são os ex-deputados André Vargas, que pertencia ao PT, Luiz Argolo (SD-BA), Pedro Corrêa (PP) e Aline Corrêa (PP).

O MPF informou ainda que o total de reparação pedida no âmbito da operação chega a R$ 6,77 bilhões, superando os R$ 6,1 bilhões de propina declarados pela Petrobras e que recursos devolvidos ou bloqueados na Lava Jato somam R$ 2,5 bilhões.

  http://terratv.terra.com.br/trs/video/7840319

Ex-deputados presos na 11ª fase da Lava Jato depõem na CPI da Petrobras

Tomamos conhecimento de decisões determinando bloqueio de R$ 241 milhões da propriedade da Camargo Corrêa e da Sanko… e R$ 302 milhões relativos à Galvão Engenharia”, disse Dallagnol.

SAIBA MAIS:

MPF denuncia ex-deputados investigados na Lava Jato

Ministério Público inicia denúncias contra núcleo político da Lava Jato

Lava Jato: CPI aprova convocação de empresários

Doleiro diz que Cunha foi destinatário final de propina

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A cultura profissional no jornalismo em tempos de web (Leitura da tarde II)

14/05/2015 at 17:31 (*Liberdade e Diversidade)

ciberjor 2015

gerson martinsGerson Luiz Mello Martins*

14/05/2015

O Estado MS

Pensar na cultura profissional do jornalista envolve uma complexa rede de perfis que não pode ser reduzida a um consenso geral. O profissional do Jornalismo é um ser complexo, que cotidianamente entra em conflito. Na formação universitária em Jornalismo, a perspectiva, na maioria das vezes, é de defesa intransigente da democracia, dos direitos humanos, da liberdade política e da justiça social, que não se traduz, necessariamente, em igualdade.

O jornalista, em tempos de internet, e o jornalismo em sua extensão nunca como antes teve –e tem– importância fundamental. Em uma sociedade emaranhada, profusa e profícua de informações – há um verdadeiro bombardeio de informações, a cada segundo sobre as pessoas–, o papel do jornalista se constitui fundamental para que a sociedade compreenda o universo em que vive.

De outro lado, a cultura profissional complexa do jornalista pode deturpar a compreensão social da população exatamente pelo emaranhado de perfis, compromissos, perspectivas e até mesmo de posições ideológicas contundentes, fruto, muitas vezes, de uma prepotência inerente a todo jornalista. Quando entra em cena o espaço da internet, conhecido como ciberespaço, as possibilidades se multiplicam, o controle social e empresarial se dilui e, na mesma metáfora de que o papel em branco aceita qualquer coisa, se produz e se publica qualquer coisa. Esse processo não é de responsabilidade unicamente do jornalista, atuam também a camada empresarial e, principalmente, a publicidade, o faturamento publicitário.

Sempre que se faz uma reflexão e a transforma, por exemplo, em artigo de opinião para as páginas de um jornal impresso, na internet ou em qualquer outra mídia, pensa-se em personagens, situações e problemas ou processos reais. Mesmo assim, a reflexão sobre a cultura profissional do jornalista pode perpassar espaços e ciberespaços mais amplos e complexos, pois o jogo a que está submetido e também submete o jornalista está decorrente de produzir a informação e disponibilizar ao público de forma imediata, a partir da periodicidade de cada mídia.

O trabalho do jornalista, tão importante e necessário na sociedade contemporânea, se torna, a cada dia, um circo de múltiplos espetáculos. A própria competição interna cria situações que podem comprometer o trabalho e a cultura profissional. No ciberespaço, no ciberjornalismo, portanto, há uma riqueza maior de possibilidades que podem ajudar favoravelmente ou atuar de forma a reprimir, comprimir e simplificar a cultura profissional.

O não entendimento deste universo, ou seja, da cultura profissional do jornalista na internet, da cultura profissional no ciberjornalismo, faz com que aquele profissional que deveria ser o conhecedor do universo social se torne um elemento medíocre, e se entenda aqui na definição do termo e não no sentido usual, que é facilmente manipulado pelas superestruturas desse universo.

O jornalismo está em crise. E em todo o mundo. É paradoxal a partir do momento em que se questiona a sua necessidade em um mundo conectado, onde as pessoas disseminam e recebem milhares de informações todos os dias. É preciso, com as potencialidades do ciberespaço, reinventar o jornalismo e, portanto, a cultura profissional do jornalista.

Este complexo tema é pauta de debate no último dia do 6º Simpósio Internacional de Ciberjornalismo, que terá a participação do jornalista, pesquisador e professor João Canavilhas, de Portugal, além dos pesquisadores brasileiros Alex Primo e Marcelo Trasel.

*Jornalista e pesquisador do Ciberjor e PPGCOM-UFMS    

Email: gerson.martins@ufms.br

**Artigo publicado hoje (14/05) no jornal “O Estado MS”.

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A agonia do ‘Velho Trem’ (Leitura da tarde 1)

14/05/2015 at 16:13 (*Liberdade e Diversidade)

trem do pantanalO Trem do Pantanal

14/05/2015

O Estado MS / Editorial

Partiu do Sindicato dos Ferroviários de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso a preocupante notícia de que cerca de 100 trabalhadores – ou 20% da atual força de trabalho no Estado da ‘Rumo ALL’, concessionária do trecho ferroviário estadual – foram dispensados ou transferidos para outras unidades de produção, com a expectativa de que novos desligamentos ou realocações ocorrerão nos próximos dias.

Acompanhando o comunicado está denúncia de que nesta quarta-feira partiu de Corumbá a última composição ferroviária rumo a Bauru, ponto final da linha histórica. No dia 22, a locomotiva deve retornar ao ponto de partida. Procurada, ontem, a Rumo ALL não se manifestou até o fechamento desta edição.

Mato Grosso do Sul não nasceu, necessariamente, dos trilhos e dormentes que cortaram a região de Três Lagoas a Corumbá. Mas, sem dúvida, o impulso populacional e certo desenvolvimento só foram possíveis graças à linha férrea que atravessara também Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Campo Grande, Aquidauana e Miranda – e que, graças a um ramal já desativado há anos, também singrou o Estado da Capital até Ponta Porã, beirando Dourados.

Os românticos lembram-se do “Trem do Pantanal” de Paulo Simões, eternizado na voz de Almir Sater. Os moradores mais antigos rememoram do fervor nas estações ferroviárias ou das viagens pelo território. Já o empresariado lamenta profundamente a oportunidade jogada fora de garantir frete mais barato e acessos já construídos para a chegada e saída de mercadorias que, hoje, têm seus preços “contaminados” pelo frete rodoviário.

A privatização do nosso sistema ferroviário é vista hoje como uma das maiores tragédias empresariais da história recente do Brasil. O governo federal passou adiante estruturas na esperança que o setor privado desse conta de uma manutenção que a União, definitivamente, penava para conseguir executar. Contudo, a Noroeste do Brasil, depois RFFSA (Rede Ferroviária Federal), foi sucedida por grupos privados que pouco –ou nada– conseguiram fazer para recuperar a hoje agonizante malha ferroviária.

O curioso é que, mundo afora, o uso das ferrovias é cada vez mais incentivado, até mesmo para o transporte de pessoas (como os trens-balas, sonhos de consumo cada vez mais distantes do Brasil), por baratear custos em médio e longo prazo. O país não perdeu uma ferrovia. Deixou passar uma oportunidade.

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*Comentário do blog: Esta é mais uma prova de que nem sempre a privatização dá certo. Nós todos perdemos com isso.

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Cartum animado da Folha: Dia das Mães…

14/05/2015 at 13:02 (*Liberdade e Diversidade)

Dilmahttp://player.mais.uol.com.br/embed_v2.swf?mediaId=15467287&tv=2

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Sindicato dos ferroviários denuncia ‘fim do trem’ em Mato Grosso do Sul

14/05/2015 at 12:26 (*Liberdade e Diversidade)

ferrovia 1Fim do Trem  (Foto: Saul Schramm/ O Estado MS)

14 de maio de 2015

Rauster Campitelli – O Estado MS

Mais de 100 trabalhadores, entre demitidos e transferidos para outras malhas ferroviárias, perderam seus postos na ferrovia que corta Mato Grosso do Sul.  De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru e Mato Grosso do Sul, as demissões por parte da empresa Rumo ALL aconteceram maciçamente na terça-feira (12) e a circulação do último trem Corumbá-Bauru aconteceu ontem (13).

Para o diretor do sindicato, Evanildo da Silva, “a fusão Rumo-ALL mostrou que vem para desmontar a ferrovia, principalmente no Mato Grosso do Sul”. De acordo com ele, várias demissões tiveram início na semana passada, com seis trabalhadores das equipes de máquina Plasser (que faz manutenção das linhas ferroviárias). “Na sexta-feira (8), foram 26 demissões em Campo Grande e, na segunda (11), mais 36 demissões no Mato Grosso do Sul, além de 24 transferências de trabalhadores para outros Estados”, contabiliza Silva.

Em menos de uma semana, quase 100 ferroviários do Mato Grosso do Sul perderam seus postos (aproximadamente 20% do quadro funcional). Cerca de 530 funcionários trabalhavam na ferrovia que corta o Estado.  “A situação é caótica. Na segunda foi cancelado todo o transporte de combustível para o Mato Grosso do Sul, o que poderá levar rapidamente a uma crise de abastecimento. Além disso, já há acúmulo de carretas no local onde o combustível é descarregado”.

Segundo Silva, houve promessa de investimento na malha Oeste, mas até o momento nada foi feito. “O governo tem que tomar uma atitude enérgica contra essas concessionárias. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) está servindo aos interesses das empresas, e não aos dos trabalhadores. Se continuar assim, em pouco tempo acontecerá no Mato Grosso o mesmo que ocorreu no Nordeste, com 80% da malha ferrovia abandonada pelas concessionárias”.

Procurada pela reportagem, a Rumo ALL informa que houve a necessidade de um ajuste nas operações da métrica norte, envolvendo as áreas de mecânica e tração. No entanto, a companhia ressalta que ofereceu aos funcionários um pacote demissional, além das verbas rescisórias de lei. Por fim, a empresa esclarece que suas operações dependem da demanda de mercado.

Empresário afirma que meio de escoamento do etanol vai morrer

Um empresário do setor logístico que possui um terminal de transbordo de etanol em Indubrasil procurou a equipe de O Estado para denunciar a paralisação do fluxo de trem no trecho que liga Campo Grande a Três Lagoas. Segundo ele, que começou a operar o terminal em 2012, “a fusão entre ALL e Rumo está fazendo a 1ª vítima, o Estado de Mato Grosso do Sul”.

Atualmente, conforme o empresário, “o trem transporta cerca de um milhão de litros de gasolina, mas isso aí vai acabar. Vai vim tudo rodoviário (transporte), vai ter mais 900 carretas entupindo as estradas, e o preço da gasolina e do diesel provavelmente deve sofrer alteração por conta de frete. O grande meio de escoamento da produção de etanol do Estado vai morrer”, prevê.

Líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT) afirma que não tem informações nesse sentido. “Vejo a fusão de maneira positiva. Ainda este mês, o governo vai anunciar as obras de logística prioritárias, incluindo a concessão de rodovias”. No início do mês, Delcídio se reuniu com o ministro Nelson Barbosa (Planejamento) e, entre outros assuntos, discutiu a liberação de investimentos para o Estado.

“Falamos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do programa de concessões e das PPPs (Parcerias Público-Privadas) para as rodovias, portos, aeroportos e ferrovias. O governo deve anunciar um pacote até o final de maio especificamente sobre o assunto, e estamos reivindicando a inclusão de projetos de interesse de Mato Grosso do Sul”.

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*Comentário do blog: O fim da ferrovia em Mato Grosso do Sul foi determinado há muitos anos atrás pelo então prefeito de Campo Grande, depois governador do MS, André Puccinelli, que retirou os trilhos da Noroeste do Brasil (NOB) do centro da Capital. Ah, quanta saudade do trem para Corumbá e Bauru! Mas a foto do Schramm não deixa de ser supimpa!

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Dilma deve mirar comércio e educação em visita aos EUA

14/05/2015 at 11:55 (*Liberdade e Diversidade)

Dilma 1Dilma 2 - ObamaObama ouvirá de Dilma pedido de cooperação para aprimorar ensino técnico (© Foto: Reuters…© AFP Copyright British Broadcasting Corporation 2015)

14/05/2015

BBC Brasil / MSN

Em sua visita aos Estados Unidos em junho, a presidente Dilma Rousseff deverá buscar parcerias no ensino técnico e o incremento do comércio com os americanos, enquanto o presidente americano, Barack Obama, tentará fechar um acordo na área climática e abrir o mercado brasileiro para a indústria de defesa americana, segundo assessores governamentais e diplomatas dos dois países ouvidos pela BBC Brasil.

A viagem tem sido encarada por ambos os lados como o início de uma nova fase na relação entre as nações, que se tornou mais distante desde a denúncia, em 2013, de que o serviço de inteligência americano espionou Dilma.

Segundo americanos e brasileiros envolvidos nos preparativos da visita, mais importante que os anúncios do encontro será a retomada do diálogo em alto nível, que resultará em laços mais sólidos e diversificados no futuro.

Dilma viajará a Washington em 30 de junho para uma visita de trabalho. A Casa Branca havia lhe oferecido a possibilidade de realizar uma visita de Estado – mais formal – no segundo semestre, mas a presidente preferiu ir antes.

A visita ocorrerá num momento em que o governo brasileiro promove um ajuste fiscal e recorre a investidores estrangeiros para tentar estimular a economia nacional.

A programação ainda não está definida. Há duas semanas, representantes de vários ministérios se reuniram em Brasília sob a coordenação do Itamaraty para tentar pôr seus pleitos na agenda da visita.

Há no governo quem defenda que, além de Washington, Dilma vá à Califórnia. O Estado abriga as principais empresas americanas de computação e é um dos mais avançados na adoção de energias limpas.

A visita à Califórnia permitiria à presidente buscar parcerias nesses setores e reafirmar seu discurso em prol da inovação tecnológica. Outra possibilidade é que Dilma vá a Nova York para falar a investidores.

Carne brasileira

Os principais anúncios da visita deverão ocorrer no campo comercial, segundo assessores e diplomatas.

Após longa negociação, o governo brasileiro espera que os Estados Unidos anunciem a abertura do seu mercado para a carne brasileira in natura. O acordo também liberaria a venda de carne americana no Brasil.

Com a medida, os frigoríficos brasileiros esperam poder concorrer não só nos Estados Unidos, mas principalmente derrubar as barreiras sanitárias em outros países que usam as agências americanas como referência, entre eles Coreia do Sul, Japão e México.

Esperam-se ainda acertos para facilitar o comércio nos setores de cerâmica, máquinas e materiais de construção.

Os dois países discutem também como conectar seus portais de importação e exportação, o que reduziria trâmites burocráticos e custos das transações.

Fernanda Burle, diretora de políticas do US-Brazil Council, grupo que representa 110 empresas americanas com negócios no Brasil, diz que um acerto sobre os portais seria um passo importante rumo a um acordo comercial entre os dois países.

Representantes dos dois governos dizem que discussões sobre um acordo comercial não estão na agenda da visita. Burle afirma, porém, que hoje há uma “abertura muito maior” para tratar do tema, especialmente no Brasil. “De três anos para cá, falar de um acordo comercial com os Estados Unidos deixou de ser um assunto proibido”, ela diz.

A última tentativa de costurar um acordo comercial que englobasse Brasil e Estados Unidos foi a Alca (Área de Livre Comércio das Américas). Proposta em 1994 pelo então presidente americano, Bill Clinton, a iniciativa enfrentou forte oposição e acabou enterrada uma década depois.

No Brasil, afirmava-se que, caso a Alca fosse aprovada, a indústria nacional seria incapaz de concorrer com a americana. Em 2013, porém, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mudou sua posição tradicional e passou a defender um acordo comercial com os americanos.

Aliança comercial

Conseguir uma aliança comercial é um dos três principais objetivos do US-Brazil Council. Os outros dois são pôr fim à bitributação de produtos negociados entre os dois países e eliminar a exigência de vistos de turismo e negócios para brasileiros e americanos.

Assessores avaliam que o fraco desempenho da economia brasileira torna improvável algum avanço sensível nas tratativas sobre a bitributação, já que um acordo poderia reduzir a arrecadação de impostos num momento em que o governo tenta melhorar o saldo das contas públicas.

Sobre os vistos, segundo Renata Vasconcellos, diretora sênior de políticas públicas do US-Brazil Council, há chances de avanços modestos. Os Estados Unidos já discutiram com o Brasil a adesão do país ao programa Global Entry. O programa não elimina a necessidade de vistos, mas reduz a burocracia e agiliza a entrada nos aeroportos para viajantes frequentes, como executivos e jornalistas.

Espera-se que os dois países voltem a dialogar sobre a entrada do Brasil no programa. O gesto, diz Vasconcellos, seria encarado como simbólico, uma demonstração de boa vontade dos Estados Unidos para futuros avanços nesse campo.

A eliminação dos vistos, porém, ainda está distante. Para que ela seja negociada, é preciso que diminua o índice de rejeição de vistos de brasileiros que tentam viajar aos Estados Unidos, uma exigência legal americana.

Dilma deverá buscar ainda a cooperação dos Estados Unidos para aprimorar o ensino técnico e profissionalizante no Brasil. Ela tratou do tema ao se encontrar com Obama no Panamá durante a Cúpula das Américas, em abril.

Na ocasião, Dilma disse que Obama mencionou as “Community Colleges”, instituições que oferecem dois anos de ensino técnico ou de matérias que contam créditos em cursos de graduação por custos mais baixos que universidades tradicionais.

Os Estados Unidos já são o maior parceiro do Brasil no programa Ciência Sem Fronteiras, pelo qual o governo brasileiro financia a graduação e pós-graduação de estudantes no exterior.

Acordo climático

Do lado americano, os maiores interesses em relação à visita giram em torno de defesa e clima, segundo assessores.

O governo brasileiro recentemente enviou ao Congresso um acordo que define as bases para uma cooperação em defesa com os americanos, facilitando negócios no setor. Os Estados Unidos esperam que o acordo seja aprovado até a visita.

Os dois países não têm um acordo desse tipo desde 1977, quando os militares brasileiros romperam o tratado então vigente em meio a pressões dos Estados Unidos sobre o programa nuclear brasileiro.

Os americanos querem também que o Brasil aprove um acordo para o compartilhamento de informações militares. O acordo é conhecido por sua sigla em inglês, GSOMIA.

Os Estados Unidos tentam ainda costurar com o Brasil um tratado para a redução voluntária das emissões de carbono, a exemplo do que fizeram recentemente com a China. Obama tem dito que frear as mudanças climáticas é um dos maiores objetivos de seu governo.

Ao fechar acordos com outras potências emergentes, ele espera chegar à próxima cúpula do clima em Paris (COP-15), em dezembro, em posição confortável para negociar um acordo global sobre a emissão de gases causadores do efeito estufa.

O Brasil, porém, mantém posição cautelosa quanto ao tema. Tradicionalmente, o governo brasileiro defende que as restrições às emissões devem ser menos severas em países emergentes para não prejudicar seu desenvolvimento econômico.

Os americanos esperam ainda que a visita reative canais formais de diálogo entre as duas chancelarias e entre os ministros da Defesa dos dois países.

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Kepler Weber ganha mais incentivos mesmo com passado polêmico em Campo Grande, MS

14/05/2015 at 11:16 (*Liberdade e Diversidade)

kepler-weberApós problemas em cumprir acordos, indústria fará ampliação e investirá R$ 6 milhões na Capital

kepler-weber 2Mesmo com um passado polêmico, a Kepler Weber – indústria de máquinas para agropecuária como histórico de problemas na Capital – recebeu esta semana mais incentivos fiscais do governo do Estado para ampliação de sua unidade situada no Polo Empresarial Oeste, saída para Aquidauana. pelo projeto publicado no Diário Oficial do Estado, a empresa se compromete a gerar 85 novos empregos e investir R$ 6 milhões. A empresa terá como benefício estadual a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Ver reportagem completa de Rosana Siqueira e Daniella Arruda na edição de hoje (14) do jornal Correio do Estado. A foto é de Bruno Henrique. Clique para ampliar.

http://www.correiodoestado.com.br

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*Comentário do blog: Nada como viver em um Estado sem problemas. Essa empresa já recebeu no passado todos os benefícios fiscais possíveis tanto do governo do Estado quanto do Município. Será que agora ela deslancha? Vamos aguardar, né? 

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Imagem do dia: Polícia apreende carga recorde de maconha em Ponta Porã,MS

14/05/2015 at 10:11 (*Liberdade e Diversidade)

maconha 1A droga veio do Paraguai e seguia para São Paulo escondida no meio de uma carga de soja

maconha 2Policiais militares aprenderam ontem 17 toneladas de maconha na MS-164, região do assentamento Itamarati, perto de Ponta Porã. É a maior quantidade já apreendida no País, segundo os policiais. O carregamento estava em uma carreta, embaixo da carga de soja. O motorista, de 31 anos, foi preso. Ele levaria a droga para São Paulo. Ver reportagem completa de Thiago Gomes na edição de hoje (14) do jornal Correio do Estado. 

http://www.correiodoestado.com.br

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*Comentário do blog: E há quanto tempo essa mesma cena se repete, hein?

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