Alta da energia elétrica volta a impactar na inflação de Campo Grande, MS

06/05/2015 at 11:18 (*Liberdade e Diversidade) ()

energia 2Inflação acumulada nos 12 últimos meses na Capital está em 8,64% (Foto: Saul Schramm)

06 de maio de 2015

Rauster Campitelli – O Estado MS

O aumento do custo da energia elétrica refletiu na inflação do campo-grandense pelo segundo mês consecutivo. Em abril, o IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande), divulgado pelo NEPES (Núcleo de Pesquisas Econômicas) da Universidade Anhanguera-Uniderp, fechou em 1,12%, índice 0,13% menor na comparação com março, mas ainda alto. Se confrontado apenas entre os meses de abril, um percentual tão elevado não era registrado desde 2011, quando chegou a 1,55%.

Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza, o aumento de 18,45% no preço da energia elétrica refletiu no grupo Habitação. “O índice deste grupo fechou em 3,30%, o que impactou fortemente no índice geral de inflação, ajudada também pelo grupo Alimentação”, analisa.

Além do grupo Habitação, com variação de 3,30%, no qual está inserida energia elétrica, tiveram inflações os grupos: Alimentação (0,49%), Despesas Pessoais (0,47%) e Saúde 0,18%. Com deflações tivemos os grupos: Transportes (-0,29%), Educação (-0,30%) e Vestuário (-0,41%).

Para os próximos meses, a expectativa é que a inflação em Campo Grande comece a recuar, “pois parece não haver nenhum preço administrado pelo governo que deverá sofrer reajuste e o índice do grupo Alimentação também começa a diminuir devido à melhoria de fatores climáticos que afetam os preços de produtos desse grupo”, diz Souza.

A inflação acumulada em 12 meses na cidade está em 8,64%, já muito acima do topo da meta inflacionária estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o ano de 2015 (6,5%) e muito além do centro da meta (4,5%). Neste período as maiores inflações acumuladas na Capital, por grupo, foram: Habitação (12,83%) e Transportes (10,30%).

Os responsáveis pelas maiores contribuições para a inflação do mês de fevereiro foram: energia elétrica (0,94%), automóvel novo (0,06%), alcatra (0,05%), tênis (0,03%), tomate (0,03%), costela (0,03%), sabão em pó (0,02 %), aluguel apartamento (0,02 %), pilha (0,02 %) e pescado fresco (0,02 %).

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*Comentário do blog: A foto supimpa é de Saul Schramm!

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