Transgênicos: deputados atropelam direito à informação (Leitura da noite)

04/05/2015 at 21:26 (*Liberdade e Diversidade)

transgênicosAprovação de projeto que acaba com rotulagem atropela Direito à Informação, beneficia transnacionais e comprova: bancadas ligadas a poder econômico estão dispostas a tudo

4/5/2015

Por Sandro Ari Andrade de Miranda* / Blog da Redação

A irresponsabilidade do arranjo conservador formado no Congresso Nacional parece sem limites, sem nenhuma preocupação com a estabilidade democrática ou com os direitos fundamentais dos cidadãos e cidadãs. Todos os dias somos bombardeados por alguma ação absurda nos nobres parlamentares na defesa dos interesses do poder econômico e em detrimento da maioria da população.

A chegada de Eduardo Cunha ao comando da Câmara abriu as porteiras para um passeio de preconceitos e ressentimentos sociais, além de interesses de grupos econômicos, por meio de projetos de lei absurdos, e por uma onda golpista que ultrapassa o ataque ao governo, elegendo os eleitores, de forma indiscriminada, como alvos.

A nova obra irresponsável da Câmara foi a aprovação de Projeto de Lei nº 4048/2088, de autoria do deputado Luiz Carlos Heinze (PP/RS), um dos vários membros do Partido Progressista na Operação Lava Jato, e que acaba com a rotulagem dos transgênicos comercializados no mercado, atendendo a pleito antigo de multinacionais, como a norte-americana Monsanto, e aos anseios da bancada ruralista que objetivam impor a sua vontade ao conjunto da sociedade.

Tal proposta de lei, além de carecer de constitucionalidade, pois ofende ao princípio da precaução, coloca em risco o meio ambiente, a saúde, e o próprio direito de escolha dos consumidores, na medida em que estas não podem mais optar por um produto contaminado por modificações genéticas ou por outro livre deste tipo de contaminação.

Produtos transgênicos, são aqueles que sofrem modificação do seu código genético pela introdução de material obtido em outra espécie. Diferem, portanto, dos produtos híbridos, que são manipulações genéticas realizadas entre indivíduos da mesma espécie, mas de tipologias diferentes.

Como exemplo de produto híbrido, podemos utilizar a velha experiência do pai da genética moderna, Mendel, que misturou ervilhas de casca lisa com as de casca rugosa, obtendo uma nova variedade de ervilha, com características próprias.

No caso dos transgênicos, o exemplo clássico é a soja resistente ao agrotóxico “glifosato”, produzido pela multinacional Monsanto sob nome de Roundup”. A variedade teve o seu código genético misturado com o de uma bactéria que sobrevive à ação química do produto. Como todos sabem, soja e bactérias não são da mesma espécie, portanto, estamos diante da criação de um produto geneticamente diferente e que, neste caso, atende aos interesses comerciais monopolistas da empresa.

Estudos realizados em 2001 por equipe de cientistas independentes demonstram que a soja transgênica Roundup Ready (RR) [pronta para o Roundup], desenvolvida pela Monsanto, produz proteínas desconhecidas e, desta foram, com efeitos também desconhecidos sobre os demais organismos vivos.

Além da Monsanto (EUA), apenas mais cinco grupos de multinacionais dominam o mercado de transgênicos no mundo agrícola: a Syngenta (Suíça), Dupont (EUA), Basf (Alemanha), Bayer (Alemanha) e Dow (EUA). Desta forma, o projeto do deputado Heinze (PP/RS), aprovado por 320 Deputados na Câmara dos Deputados, defende o interesse de uma ínfima elite empresarial internacional, e coloca em risco tanto a soberania da economia nacional, como a nossa soberania ambiental e alimentar.

O grande risco do comércio indiscriminado de produtos transgênicos sem rotulagem, na contramão da política adotada no resto do mundo que privilegiou o princípio da precaução, é o de colocar os consumidores no mercado da incerteza, tendo em vista que não temos o menor conhecimento sobre os riscos e ameaças destes produtos transgênicos à saúde humana, das demais espécies animais, dos vegetais e ao ambiente.

Para os ruralistas e para as multinacionais de sementes e de agrotóxicos, ao contrário, há a plena certeza de lucros crescentes, ao custo do comprometimento da vida e do patrimônio ambiental e da nossa soberania alimentar, independentemente do que for descoberto adiante.

Enquanto a sociedade se mantiver omissa à onda conservadora e guiada pelos interesses da mídia golpista, o risco do crescimento das ameaças a direitos fundamentais é crescente, e o preço pode ser muito grande, incluindo danos à nossa saúde, ao ambiente, à Democracia, e à própria soberania nacional.

*Advogado e mestre em ciências sociais. Mantém o blog Sustentabilidade e Democracia

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Temer pede apoio da base aliada no Congresso para aprovação do ajuste

04/05/2015 at 20:14 (*Liberdade e Diversidade) ()

 

TemerO vice-presidente da República, Michel Temer, fez nesta segunda-feira (4) um apelo ao PT e aos partidos da base aliada para que se empenhem na aprovação das medidas de ajuste fiscal que tramitam no Congresso Nacional. Ele disse ter certeza de que toda a base do governo “estará convencida e unificada” para que as duas medidas provisórias sejam aprovadas.

4/05/2015

Agência Brasil / Jornal do Brasil

Para Michel Temer, o corte de gastos do governo será “muito radical” caso as propostas não passem pelo Congresso.

Antes de se reunir com os líderes da base aliada na Câmara e no Senado, Michel Temer convocou os jornalistas para uma entrevista. Segundo ele, as negociações para que as MPs 664 e 665 sejam aprovadas terão êxito esta semana, quando os parlamentares devem apreciar as proposições que alteram as regras de acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários.

A MP 665, que aumenta a carência para requerimentos do seguro-desemprego, abono salarial e seguro para pescadores, foi aprovada semana passada e será analisada no plenário da Câmara. Já a MP 664, que altera as regras para o auxílio-doença e pensão por morte, deve ser votada na comissão especial amanhã (5).

“Estou sugerindo ao PT, que tem entrosamento com trabalhadores e centrais sindicais, para que, por inteiro, se dedique à aprovação, assim como os demais partidos da base aliada”, informou o vice-presidente, que, desde o mês passado, acumula a chefia da articulação política do governo.

Temer explicou que, durante as reuniões, tem procurado convencer os empresários e trabalhadores de que a aprovação do ajuste permitirá que o país continue com uma “economia saudável e forte”.

Segundo Temer, o corte nos gastos do governo, previsto para este mês, deve ser maior caso as medidas não sejam aprovadas. “Se não houver ajuste, o contingenciamento será muito radical. Se houver ajuste, contingenciamento será muito menor”, previu.

“Tenho certeza que o PT e os partidos da base aliada estarão convencidos e unificados. É importante que haja unidade dos votos em relação à matéria.” Temer ligou para todos os ministros, solicitando que eles conversem com os deputados para que o ajuste seja aprovado. Ele disse esperar que o PMDB vote em peso a favor das propostas. “Estou trabalhando para isso.”

De acordo com o vice-presidente, embora não seja possível garantir toda a economia prevista (R$ 18 bilhões para este ano) na edição das medidas, o governo trabalha com o “ajuste viável nesse momento”. “As negociações estão em curso. Fizemos muitas reuniões. Os bons resultados devem se concretizar amanhã”, conclui Michel Temer.

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Internet, banalidade e infância mercantilizada (Leitura da quase-noite)

04/05/2015 at 17:40 (*Liberdade e Diversidade)

infancia - privacidadeQuebra de privacidade em escola famosa e avanço da propaganda infantil na rede alertam: obcecados pela conectividade, estaremos cegos ao vazio que ela pode causar? 

04/05/2015

LAIS FONTENELLE PEREIRA / Outras palavras

“Internet, pais infantis e banalidades”. Esse é o título do artigo em que falei sobre minhas inquietações a respeito da relação que adultos e crianças têm mantido com as redes sociais e, principalmente, sobre os tênues limites entre o público e o privado. Passados pouco mais de seis meses, minha inquietação só aumentou. Ao ler sobre o caso do vazamento de anotações dos professores sobre alunos no Colégio Bandeirantes, notei como é urgente o debate sobre o tema – com o qual nenhum de nós, a começar pela família e a escola, está preparado para lidar.

Quais são os limites reais entre o que é público e o que é privado? Como transmitir esses limites e educar numa ambiência comunicacional e de consumo?

No final do ano passado, fui assistir ao filme do diretor canadense Jason Reitman, Homens, Mulheres e Filhos – baseado no livro homônimo de Chad Kultgen. Nele, o diretor fala sobre como estamos rearranjando nossas relações a partir da onipresença nas redes sociais. O vazio sentido por um casal; a sede de amor de uma garota anoréxica; o adolescente que vive num mundo de pornografia virtual, mas não consegue relacionar-se na vida real; mães que expõem ou superprotegem seus filhos nas redes – essas são algumas das situações que levam o espectador a repensar o uso das redes sociais, as relações humanas e o sentido de nossas vidas na era digital.

O filme traz um belo e triste selfie da sociedade contemporânea em que todos – adultos e crianças, homens e mulheres – são atravessados pela relação com as mídias e o consumo, demonstrando como podemos ser ao mesmo tempo tão obcecados com a conectividade e tão cegos quanto ao distanciamento que ela pode nos causar. O longa lembra Crash – No limite, não só pelo nó que dá na garganta, mas por trazer um roteiro em que os personagens se cruzam, aprimorado pelo recurso gráfico que leva à tela caixas de diálogos, barras de busca e até pop up’s – o que confere não só dinamismo quanto verdade à produção.

O drama incomoda e faz pensar, ao espetacularizar num pout-pourri as mudanças causadas pela tecnologia: de websites em que todas as perguntas erradas podem ser respondidas à facilitação da procura de afeto por desconhecidos, desvios gerados pelo excesso de pornografia e desperdício de tempo curtindo uma vida que não é a sua. Incluindo questões centrais como privacidade e qual a responsabilidade dos adultos na relação que as crianças têm estabelecido com a internet e redes sociais. Olhando para esta grande rede em que o mundo se transformou, as ideias de sociedade e interação social ganham um novo significado.

Youtubers mirins

Nesses tempos de consumo e conectividade temos também assistido, impunemente, a um crescente movimento de espetacularização de crianças nas redes sociais. Conhecidas e reconhecidas pelo mercado, as Youtubers mirins são pequenas celebridades que detêm canais no Youtube e perfis em diferentes redes sociais, comumente Instagram – e chegam a mais de 240 mil assinantes ou seguidores e impressionantes 91.974.702 visualizações de seus vídeos.

O conteúdo produzido, exposto e compartilhado por essas crianças vai desde merchandising e demonstração de produtos até criações originais como funk ostentação, receitas e dicas de culinária ou aulas de fitness produzidas pela mais nova blogueira de 9 anos – como apontado em uma entrevista da pedagoga Ana Lucia Villela no O Estado de São Paulo. Não temos como saber o que veio primeiro nessa história. Talvez os canais de celebridades mirins tenham surgido de maneira espontânea e, ao criar um público e uma rede de produtores de conteúdo, foram sendo procurados pelo mercado – que hoje enxerga as crianças como promotoras de vendas. Ou talvez os próprios pais tenham criado esses canais, como fazia no filme citado uma das mães, obsessivamente, para expor seus filhos.

A questão fundamental é: se tanto o Youtube quanto o Instagram não permitem o uso de suas redes por menores de 13 anos, como podem existir esses canais? Ou algumas famílias usam subterfúgios ou as próprias crianças omitem ou revelam mentiras sobre a sua idade. Dados da pesquisa Kids Online, de 2012, sugerem que esta prática é bastante comum: apenas 27% dos entrevistados de 9 a 16 anos declaravam informar corretamente a idade nas redes sociais. A maioria (57%) afirmou optar por idade falsa.

Além disso, observamos o crescimento de um modelo transmídia de publicidade direcionada a crianças que têm a internet como centro, o que traz à tona a necessidade de pensarmos em mecanismos eficazes para garantir proteção aos direitos das crianças contra abusos do mercado cometidos por marcas infantis em sites e redes sociais, ou ainda no caso dos Youtubers Mirins. O problema da relação das crianças com as redes não está mais restrito a questões ligadas à sexualidade ou à postagem de conteúdos privados ou impróprios, mas envolve hoje, também, abusos cometidos pela publicidade dirigida às crianças na internet.

Uma pesquisa recente da comScore, divulgada em janeiro de 2014, aponta que o número de crianças e adolescentes nas redes sociais brasileiras aumentou 118% entre 2012 e 2013, de 4,3 milhões para 9,4 milhões de usuários com mais de 18 horas mensais conectados. A pesquisa apontou também que, entre os jovens usuários de internet, 70% possuem perfil em alguma rede social. Mas, será que estão preparados para os conteúdos que irão ler, curtir, postar e compartilhar?

Surgem na internet cada vez mais portais voltados ao público infantil lançados por empresas que aproveitam o interesse das crianças por conhecimento, entretenimento e tecnologia para anunciar seus serviços/produtos por meio de conteúdo supostamente educacional e de entretenimento. Dessa forma, produtos alimentícios e brinquedos, por exemplo, são apresentados em meio a jogos, atividades e vídeos na forma de “advergames”, que disfarçam seu propósito mercadológico e marcam na memória das crianças a imagem da marca associada a conteúdos positivos.

Para exemplificar a importância da internet no cotidiano das crianças brasileiras, vale trazer ao debate dados da pesquisa Kids Online Brasil 2013, que incluiu pela primeira vez questões sobre publicidade e consumo. A pesquisa apontou que, entre as crianças e adolescentes usuários da internet, 77% possuíam perfil no Facebook; e, desse montante, 61% afirmavam já ter visto publicidade. Há também um indicador sobre a interação desses usuários com a publicidade: 57% diziam já ter curtido uma publicidade na rede social que mais usa, 36% diziam ter compartilhado, 21% descurtido e 20% declaravam ter bloqueado um anúncio.

Não temos, portanto, como deixar de debater a comunicação mercadológica direcionada à criança, sua relação com a internet e a finalidade social da rede – isso além de todos os impactos psicossociais que o uso inadequado das redes pode causar. Não quero aqui demonizar a tecnologia e o uso das redes sociais, até porque os inúmeros avanços tecnológicos alcançados por nós, humanos, trouxeram muitos benefícios, como a agilidade na troca de informações, a possibilidade de conexão com o mundo e muito mais. Mas isso não quer dizer que não devamos repensar a forma como temos nos relacionado com esses aparatos e espaços virtuais e a forma como o mercado tem se apropriado deles para falar diretamente com os pequenos.

Outra questão de suma importância nesse debate é a privacidade da rede e quais os limites entre público e privado — como apontado pelo fato recentemente ocorrido no Colégio Bandeirantes em São Paulo. Ao entrar numa área de acesso “privado ou restrito” dos professores no site do colégio, as crianças encontraram anotações sobre sua personalidade, comportamento, conflitos familiares e outros apontamentos, alguns francamente antiéticos e desnecessários ao conhecimento de qualquer um — a começar pelos alunos. Como bons adolescentes experimentando a transgressão, os alunos compartilharam imediatamente seus achados, e ainda criaram um tutorial para quem mais quisesse acessar os dados.

A informação então vazou e em poucos minutos fez o estrago necessário: a máscara dos professores caiu e aproximou de alguma forma essas gerações, mostrando que em tempos de internet e redes sociais pouca coisa passa ilesa: bastam alguns cliques. Mas o fato é que ninguém se mostrou preparado para lidar com o ocorrido – comunidade escolar, família ou alunos. Somente o diálogo com eles, nativos digitais, mas ainda imaturos para lidar com questões de privacidade, poderia transformar o ocorrido em oportunidade para levantar questões de extrema importância hoje.

Cabe então a nós, pais, mães e acima de tudo cidadãos repensar a relação que temos e permitimos que nossas crianças estabeleçam com a internet, o consumo e as redes sociais. Depois de um ano da promulgação da Resolução 163 do Conanda (que trata da regulação da publicidade dirigida às crianças) e do Marco Civil da Internet, devemos continuar a fazer nosso papel de fiscalizar os abusos cometidos na rede e fora dela. Podemos assim manter a noção constitucional da sociedade civil como agente promotora de políticas públicas, por meio não somente de mecanismos de consulta e de conselhos de direitos, mas de fiscalização e de denúncias.

Acima de tudo, porém, desejo que possamos estabelecer mais relações reais, de modo a poder educar as crianças para o exercício da cidadania em espaços virtuais, onde o convívio social é difuso. Que possamos entender melhor as dimensões de liberdade e segurança na internet, para que seu uso se dê de forma ética e cuidadosa por adultos, professores, pais, crianças e mercado. É preciso repensar o sentido da vida que vivemos para ser possível vislumbrar tempos melhores, em que professores escrevam coisas mais poéticas e éticas sobre seus alunos, mãe e pais não permitam ou almejem que seus filhos se tornem celebridades e o mercado respeite os direitos das crianças.

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Charge do Aziz no jornal “A Tarde” da Bahia

04/05/2015 at 13:57 (*Liberdade e Diversidade)

azizAziz, hoje (4) no A Tarde (BA)

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São Paulo bate recorde de mortes por dengue; País vive epidemia

04/05/2015 at 11:49 (*Liberdade e Diversidade)

dengue 1LIXO – O lixo espalhado é foco do mosquito. Deixa sempre os resíduos ensacados para coleta

Estadão / MSN

Fabiana Cambricoli

Com 169 mortes por dengue confirmadas, o Estado de São Paulo bateu até a 15.ª semana de 2015 o recorde de óbitos pela doença, segundo boletim epidemiológico mais recente do Ministério da Saúde, obtido com exclusividade pelo Estado.

É o maior número de vítimas em território paulista desde 1990, quando começou o balanço oficial. O boletim, que traz dados até 18 de abril, mostra ainda que o País já vive epidemia da doença, com 745,9 mil casos notificados – quase 5 por minuto.

Apesar de a epidemia de dengue estar concentrada em São Paulo neste ano, o restante do País não está em situação tão confortável. Somadas todas as notificações, a taxa de incidência nacional já chega a 367,8 casos por 100 mil habitantes, considerada epidêmica e equivalente ao triplo do índice registrado do mesmo período ano passado.

A situação ainda tende a se agravar porque o pico da doença acontece a partir da segunda quinzena de abril e o boletim epidemiológico mais recente reúne os dados notificados até o dia 18 do mesmo mês.

dengue - brasilSão Paulo bate recorde de mortes por dengue; País vive epidemia  © Fornecido por Estadão

O recorde anterior de mortes em São Paulo havia sido registrado em 2010, quando 141 pessoas morreram por complicações da doença. São mais vulneráveis a apresentar o quadro grave da doença crianças, idosos e quem tem problemas crônicos.

O Estado vive em 2015 a pior epidemia de dengue da sua história. Além do recorde de mortes, São Paulo também acumula neste ano o maior número de casos confirmados e notificados da doença desde que esses índices passaram a ser tabulados.

Pelos números do ministério, que considera todas as notificações (casos confirmados e aqueles ainda em investigação), já são 401,5 mil registros no Estado, uma alta de 379% se comparado com o mesmo período do ano passado.

Quando analisado o número de mortes, o aumento em relação a 2014 é ainda maior. Os 169 óbitos já confirmados neste ano equivalem à alta de 382% sobre as 35 mortes registradas no mesmo período do ano passado. Em relação a todo o ano de 2014, quando o Estado teve 90 óbitos, a alta é de 87,7%.

São Paulo responde hoje por 73% das 229 mortes por dengue confirmadas no País, o que significa que, de cada quatro pessoas que morreram vítimas da doença no Brasil desde janeiro, três eram moradoras de cidades paulistas. A alta de óbitos em São Paulo é muito superior ao aumento nacional, de 45%.

Por regiões

O índice de incidência da doença em São Paulo chegou a 911,9 casos por 100 mil habitantes – acima de 300, a taxa já é considerada epidêmica, de acordo com classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados da Secretaria Estadual da Saúde mostram que metade do Estado está em surto, com predominância de casos em algumas regiões, como o noroeste paulista e as áreas no entorno de Sorocaba e Campinas.

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Cresce pressão para bebê real se chamar ‘Diana’

04/05/2015 at 11:28 (*Liberdade e Diversidade)

Diana

Princesa real ainda não tem nome divulgado para a imprensa (Foto: John Stillwell / Getty Images)

A escolha abre ainda mais a possibilidade da neném ser considerada a “nova princesa do povo”

4 MAI 2015

Ansa / Terra

Há dois dias, os jornais ingleses vêm debatendo de forma intensa sobre qual deveria ser o nome da princesa real, filha de Kate Middleton e do príncipe William. Nesta segunda-feira (04), o debate ganhou um destaque ainda maior: o jornal “Daily Telegraph”, o mais importante e conservador jornal da Inglaterra, afirmou que o nome – ou ao menos o segundo nome – da menina deve ser “Diana”.

“A nação espera: porque a princesa deve se chamar Diana”, é o nome da matéria escrita por Allison Pearson na primeira página da publicação.

A escolha abre ainda mais a possibilidade da neném ser considerada a “nova princesa do povo”. Para o jornal, a mãe de William não pode ser ignorada e talvez estivesse “presente de espírito” após o parto. A publicação ressalta que o anel de safiras e diamantes que Kate utilizava ao sair do hospital pertencia à Diana e foi um dos presentes dados pelo príncipe a sua esposa.

Apesar da pressão do “Telegraph”, as casas de aposta britânicas têm como favoritos os nomes Alice, Charlotte e Olivia. O anúncio do nome deve ocorrer, assim como foi com o primogênito George, após a menina conhecer sua bisavó, a rainha Elizabeth II. Não há protocolo que obrigue a “benção” da soberana na escolha, mas William – que foi criado por muito tempo pela avó – vê o ato como uma forma de respeitar a hierarquia da rainha.

Os jornalistas já estão acampados em frente à residência de Sandringham, onde deve ocorrer o encontro familiar entre esta segunda e a terça-feira (05). Mesmo sem ter um nome definido, a nova princesa inglesa receberá duas salvas de canhões – disparados de Hyde Park e da Tower Bridge – para celebrar seu nascimento.

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Campo-grandense é surpreendido pela chuva, neblina e queda de temperatura

04/05/2015 at 11:01 (*Liberdade e Diversidade)

tempo campo grande,msO campo-grandense que saiu cedo de casa nesta segunda-feira (4) foi surpreendido pela garoa fina, neblina e queda de temperatura

Ambulantes esperam faturar com guarda-chuvas

04/05/2015

Arlindo Florentino / Midiamax News

À noite caiu uma chuva forte e pela manhã a neblina tomou conta de toda cidade. Os agasalhos que estavam há algum tempo nos armários foram retirados e até mesmo os ambulantes aproveitaram para tentar faturar um pouco mais.

A secretária Maria Antônia Dias, de 38 anos de idade, moradora na Vila Piratininga disse que não esperava que a temperatura caísse tanto. “Esperava um friozinho mas quando saí de casa fui surpreendida com a garoa e neblina. Tive que voltar e pegar o guarda-chuva e mais um agasalho”, afirmou.

Já o repositor Mário Sérgio Rodrigues, de 28 anos, morador nas Moreninhas, disse que no seu bairro estava mais frio que no centro, embora tenha sido surpreendido com a mudança no clima, chegou a comemorar. “Estava muito seco, e principalmente as crianças já estavam sentindo os efeitos. Essa chuva está sendo muito boa”, afirmou.

Mas quem estava mais contente com a mudança no clima era o ambulante Carlos Vaz, de 51 anos de idade. Ele saiu cedo de casa munido de várias sombrinhas e guarda-chuvas e a esperança era de vender muito. Os preços variam de R$ 15 a R$ 20. “Espero que a chuva aumente para que eu possa vender mais. Mas já está bom”, comemora.

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Mercado amplia baixa do PIB e piora previsão de inflação

04/05/2015 at 10:27 (*Liberdade e Diversidade)

PIBPesquisa do Banco Central com analistas aponta maior queda da economia neste ano (Foto: Thinkstock)

Economistas consultados pelo Banco Central elevaram a projeção de recuo da economia para 1,18% neste ano

4 MAI 2015

Reuters / Terra

Economistas de instituições financeiras passaram a ver maior contração do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e elevaram a projeção para a inflação. Pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira aponta um recuo de 1,18% na economia do País, ante queda de 1,10% na semana anterior. Para 2016 a previsão de crescimento foi mantida em 1%.

Em relação à inflação, os economistas consultados ajustaram a perspectiva para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a 8,26% no final deste ano, 0,01 ponto percentual a mais do que na pesquisa anterior, com os preços administrados a 13,05%, 0,05 ponto a menos.

Para o ano que vem, a projeção para a inflação é de 5,60%, sem alterações, com os administrados a 5,76%, ante 5,71% antes.

Juros

Os analistas também passaram a ver maior aperto monetário neste ano depois de o Banco Central ter elevado a taxa básica de juros Selic para 13,25% na semana passada, mesmo em um cenário de atividade econômica cada vez mais em deterioração.

Pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira aponta que a expectativa para a Selic agora é de que termine 2015 a 13,50%, ante 13,25% anteriormente, na primeira elevação após quatro semanas sem alterações.

Os especialistas consultados mantiveram a perspectiva de que a taxa básica de juros será elevada novamente em junho em 0,25 ponto, a 13,50%, mas deixaram de ver que ela sofreria um corte na mesma proporção em novembro, como viam até a semana anterior.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu na semana passada manter o ritmo de aperto monetário e elevar a taxa básica em 0,50 ponto percentual, mantendo em aberto os próximos passos. Os especialistas aguardam agora a divulgação da ata da reunião na quinta-feira para calibrar suas projeções.

Com essa alteração, a perspectiva se alinha ao do Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, que há três semanas vê a Selic a 13,50% no final de 2015.

Para 2016, permaneceu inalterada a expectativa dos especialistas consultados de que a Selic encerrará o ano em 11,50%, bem como a do Top-5 de que a taxa ficará em 12%.

pib 2 http://terratv.terra.com.br/trs/video/7808654

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Prorrogação do cadastro rural dá mais fôlego ao setor em MS

04/05/2015 at 09:48 (*Liberdade e Diversidade)

car - terras no msProdutores rurais terão mais um ano para fazer a regularização de suas propriedades no ministério do meio ambiente

car 2Os produtores rurais terão mais um ano para se inscrever no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O prazo terminaria amanhã, mas o ministro interino do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, disse na quinta-feira, em audiência na Comissão de Agricultura da Câmara, que o governo decidiu adira a obrigatoriedade. O anúncio oficial deverá ser feito em coletiva pela ministra do Ministério do meio Ambiente, Izabella Teixeira. a ampliação no prazo dá mais fôlego para mais de 63 mil produtores rurais de MS que ainda não tinham feito a regularização. Ver matéria completa de Rosana Siqueira na edição de hoje (4) do jornal Correio do Estado. A foto é de Valdenir Rezende (Arquivo). Clique para ampliar.

http://www.correiodoestado.com.br

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*Comentário do blog: A julgar pelo número de produtores que fizeram o cadastramento no MS (7%) de 80.00, provavelmente no ano que vem a cena de abstenção ao CAR se manterá, ou quem sabe, se ampliará! Talvez o culpado pela ocorrência seja o “A” (de Ambiental) colocado no meio do CAR, hein?

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