Comunicação sem limites* (Leitura matinal)

30/04/2015 at 11:27 (*Liberdade e Diversidade)

marcos borges 2

Charge de Marcos Borges

Editorial*

Jornal “O Estado MS”

30/04/2015

Mato Grosso do Sul é o segundo Estado do Brasil em número de habitantes que possuem uma linha de telefonia celular. A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indica que 83,5% de seus entrevistados no Estado se utilizam da tecnologia. E ainda conforme o estudo, 63,7% dos sul-mato-grossenses com idade entre 10 e 14 anos têm telefone celular. Isto é, entre nossas crianças e adolescentes, dois em cada três já se usam do aparelho com frequência.

Os números chamam a atenção. De um lado, mostram que as facilidades para acesso a essa tecnologia – que em muitos aspectos substituiu de uma tacada só o telefone fixo e o acesso à internet– estão à mão da população. Porém, também inseriu um novo elemento no cotidiano de crianças e adolescentes, usado em um primeiro momento para facilitar o contato entre pais e filhos, mas que também abre janelas perigosas com o mundo virtual.

Relatos sobre a exposição dos jovens a situações impróprias por meio da internet – como a divulgação de fotos e vídeos íntimos (que abre brechas para questões como corrupção de menores ou exploração sexual infantil)– são cada vez mais frequentes.

Curiosamente, a situação se faz presente em um momento em que os jovens sinalizam estar cada vez mais distantes. Se antes, o perigo para as crianças estava “na rua” ou em uma amizade não recomendada pelos pais, hoje a situação de risco pode estar presente nas próprias casas, até mesmo à mesa durante as refeições. Os avanços nas comunicações viabilizaram ferramentas antes inimagináveis.

Há 30 ou 40 anos, realizar uma ligação telefônica sem a linha física era algo considerado impossível. Hoje, todo um sistema de informação está “nas nuvens”, isto é, acessível ao se apertar uma tecla, ou melhor, com um simples deslizar de dedos na tela do smartphone. Algo que ajuda a aproximar aqueles que estão distantes, mas que também tem potencial para suprimir consideravelmente o contato entre as pessoas.

Nessa situação, a família deve estar presente. Não para privar crianças e jovens das facilidades das telecomunicações, mas para deixar claro que os riscos existem, para orientar e, acima de tudo, fazer-se presente. Muito mais do que uma foto e uma “carinha” no Whatsapp ou uma “curtida” em redes sociais.

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