Dilma entrega coordenação política do governo a Temer

08/04/2015 at 11:49 (*Liberdade e Diversidade) ()

temer-coordenador-politicoTemer aceitou o convite para fazer a coordenação política do governo Orlando Brito/ObritoNews/Fato

O vice-presidente assume a função que era exercida pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas

7/04/2015

Afonso Morais e Mário Coelho / Fato online

A presidente Dilma Rousseff anunciou no início da noite desta terça-feira (7) a substituição do ministro Pepe Vargas pelo vice-presidente da República, Michel Temer, na coordenação política do governo. A Secretaria de Relações Institucionais, que era ocupada por Vargas, passa a integrar as competências do vice-presidente. “A decisão caiu bem entre os líderes”, afirmou o líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), após reunião com as lideranças partidárias.

Michel Temer aceitou o convite da presidente Dilma e assumirá a coordenação política do governo com o Congresso Nacional em momento de grande desgaste no relacionamento entre os dois poderes.

Em nota oficial, a presidente agradeceu “o empenho, a lealdade e a competência do ministro Pepe Vargas”. Inconformado com a notícia de que a presidente chegou a convidar o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, do PMDB, para substituí-lo, o ministro das Relações Institucionais pediu demissão do cargo. Ministro da Secretaria de Aviação Civil, Padilha não aceitou o cargo porque não recebeu o aval da cúpula do PMDB.

Dilma decidiu também retirar o status de ministério da Secretaria, como parte do enxugamento na estrutura do Executivo que vai promover em atenção à exigência dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros.

Reunião do Planalto

Após sair da reunião dos líderes da base de apoio ao governo com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), sentou ao lado do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que presidia a sessão, e relatou sobre o resultado da reunião. Renan falava levando a mão à boca para evitar que percebessem o que dizia. A conversa entre os dois demorou cerca de 20 minutos.

Terminada a conversa com o presidente do Senado, o líder peemedebista foi chamado a falar sobre o resultado com a imprensa, mas Eunício foi econômico nas palavras. “A reunião foi basicamente sobre dois assuntos: um anúncio e um pedido. Ela anunciou que a Secretaria das Relações Institucionais (SRI) passará a ser comandada pelo vice-presidente Michel Temer e pediu para que o Congresso aprove o ajuste fiscal”, comentou.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também preferiu não comentar sobre a reunião, mas alguns petistas se mostravam irritados com o que aconteceu. “Fica difícil ajudar ao governo desse jeito. Não tem conversa. A gente fica sabendo tudo pela imprensa”, criticou um senador petista.

“É o caminho mais saudável, colocar o PMDB no centro da articulação política”, comentou o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). O petista rejeitou a ideia de que o PMDB tenha saído vencedor da quebra de braço com o PT ao assumir o cargo do partido. Para ele, há “grande valor simbólico” na atitude, mas ela não representa uma espécie de parlamentarismo peemedebista no segundo mandato. Com a decisão da presidente, a Secretaria de Relações Institucionais será incorporada pela vice-presidência da República. A Temer caberá escolher uma nova equipe, ainda não definida.

De acordo com o líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (DF), a decisão de Dilma pegou os líderes de surpresa, mas foi bem aceita. Segundo o pessedista, todos elogiaram a atuação de Pepe Vargas, que ficou no principal cargo da articulação política do governo por pouco mais de três meses. O petista que ainda não sabe se retoma o mandato de deputado federal ou se assumirá outra pasta. Durante a tarde, cogitou-se a transferência dele para a Secretaria de Direitos Humanos.

O tema foi movimentou o Congresso durante o dia de hoje. O convite ao ministro da Secretaria da Aviação Civil, Eliseu Padilha, assumir a articulação política do governo irritou a bancada petista, que soube tudo pela imprensa. Apesar de não comentar sobre o assunto, alegando não ter conhecimento oficial sobre o fato, os petistas evitaram falar abertamente.

Já a oposição aproveitou o anúncio para tripudiar do governo. O líder do Democratas, Ronaldo Caiado (GO), foi irônico ao comentar sobre o fato: “A presidente Dilma transformou o Temer em primeiro ministro. Ela transferiu o governo para o PMDB, é isso?”.

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