Cenas de Cuiabá (Crônica matutina)

02/04/2015 at 10:56 (*Liberdade e Diversidade)

Oswaldooswaldo-barbosa-de-almeida1Oswaldo Barbosa de Almeida*

2/4/2015

Nesta última semana de março estivemos em mais um tour por Várzea Grande e Cuiabá, atendendo à irresistível convocação do netinho, que recém completou três anos e meio de idade.

Visitar Cuiabá, nossa antiga capital, é sempre agradável (quando o calorão dá uma trégua, como ocorreu agora). Suas atrações turísticas são muito convidativas. Falar de todas elas requer mais que o espaço disponível para esta modesta crônica. Um local, porém, que sempre visitamos é o SESC – Casa do Artesão, onde renovamos nosso estoque de doces regionais e podemos admirar e adquirir peças de um variado e interessante artesanato.

Minha primeira viagem a Cuiabá deu-se quando tentei a carreira de vendedor-viajante de laboratório farmacêutico, logo interrompida por absoluta falta de vocação. Cuiabá estava, então, ainda longe do progresso e crescimento que ostenta hoje. Seu movimento restringia-se, praticamente, ao centro antigo, e a principal via de circulação era a Avenida Getúlio Vargas.

Gosto de circular pelo centro velho, através de suas ruas estreitas, admirando suas construções centenárias, que contam muitas histórias. Sempre que transito por essa avenida, ainda hoje uma das mais movimentadas vias da também denominada “Verdecap”, passando em frente ao prédio no qual funcionou por décadas o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, lembro-me de que foi ali que ganhei meu primeiro honorário profissional, bem no início de minha carreira como advogado, ao adotar pequenas medidas para liberar um processo que já havia sido julgado em definitivo e estava paralisado, aguardando providências da parte interessada.

Eu me encontrava na Capital submetendo-me às provas de um concurso para Fiscal de Tributos Federais, cargo que depois passou a denominar-se Auditor Fiscal da Receita Federal. Fui aprovado em segundo lugar, mas, ao ser convocado para a etapa final do concurso, a ser realizada em Brasília, desisti do certame, numa atitude completamente desarrazoada, jogando pela janela a oportunidade de ocupar um dos cargos mais cobiçados do serviço público federal.

Uma das notas dissonantes na paisagem destas duas cidades situadas em ambas às margens do formoso rio Cuiabá é o triste cemitério de obras da “Copa 2014”, ainda inacabadas e atualmente completamente paralisadas, como o Centro de Treinamento da Universidade Federal de Mato Grosso, alguns viadutos comprometidos, algumas “trincheiras” (cruzamento em desnível e viaduto) e avenidas inconclusas, etc. Destaque para a construção da linha do “Veículo Leve Sobre Trilhos”, o VLT: no leito abandonado, onde se iniciou a instalação dos trilhos, a vegetação constituída de capim nativo e outras espécies já começa a crescer.

Em sua maior parte existe apenas o canteiro central, destruído para a implantação do bilionário empreendimento, e onde também já começa a florescer a vegetação típica.

Agora estamos em Londrina, bela e dinâmica cidade do Paraná, desta vez intimados pela neta, que comemora aniversário neste último dia de março.

*Advogado (coxim.oba@gmail.com)

**Crônica publicada hoje (1/4) no Correio do Estado.

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