Sexta-feira será marcada por evento triplo: equinócio, eclipse e superlua

19/03/2015 at 22:17 (*Liberdade e Diversidade)

eclipse e superluaEclipse solar visto da Estação Casey, em Vincennes Bay, na Antártida, em 2014

19/03/2015

Do UOL, em São Paulo

Australian Antarctic Division/Reuters

Para os apaixonados em fenômenos celestes, esta sexta-feira (20) será cheia de eventos. Além do equinócio, quando o Sol cruza diretamente a Linha do Equador e a noite e o dia têm exatamente a mesma duração (12 horas), a data terá um raro eclipse total do Sol, o único do ano, e uma superlua.

O equinócio, que marca o início do outono no hemisfério Sul e da primavera, no Norte, ocorrerá oficialmente às 22h45 GMT (19h45 de Brasília).

A boa notícia para os admiradores dos astros, porém, vem acompanhada por outras desanimadoras.

Somente quem estiver em regiões remotas do hemisfério Norte, como Groenlândia, e do oceano Ártico poderá ver o eclipse total do Sol. Um eclipse parcial será visto da Europa e de áreas do norte da África e Ásia.

Já a superlua, que poderá ser vista em diversas regiões do globo, não será tão impactante. A data coincide com o início da lua nova, e o fenômeno é mais fácil de ser observado quando há lua cheia. Mas no dia 29 de agosto deve ocorrer uma superlua cheia, então aguarde.

Para quem vive no hemisfério Norte e quiser tentar observar o Sol – ou uma pontinha dele – sumindo por trás da Lua, o eclipse começa às 7h41 GMT (hora de Greenwich, na Inglaterra; 4h41 em Brasília), atinge o seu pico às 9h45 GMT (6h45 em Brasília) e termina por volta das 11h50 GMT (8h50 em Brasília). Nas ilhas Faroé, que ficam entre a Islândia e a Noruega, o evento terá a sua maior duração, com cobertura total do Sol pela Lua de 2 minutos e 4 segundos

Entenda

O eclipse total ocorre quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, lançando uma sombra lunar sobre a superfície da Terra. O evento é raro, porque ocorre uma vez a cada três séculos para cada localização geográfica.

Já a superlua acontece quando a Lua alcança o perigeu, ponto em que ela fica mais próxima da Terra devido a sua órbita elíptica, e, por isso, parece muito maior.

superlua

*****

Anúncios

2 Comentários

  1. Milton Corrêa da Costa said,

    SOBRE O PANORAMA POLÍTICO

    Datafolha retrata o grito das ruas. Não era golpismo

    Milton Corrêa da Costa

    A recente pesquisa de opinião, divulgada pelo Instituto Datafolha, indica que 62% dos entrevistados consideram, hoje, a gestão do governo Dilma Rousseff, ruim ou péssima. Segundo a pesquisa, a popularidade da presidente caiu em todas os segmentos sociais e em todas regiões do país. Conclusão; as manifestações populares do histórico 15 de março de 2015 não eram golpismo. Era o brado dos que não aceitam mais os erros e as falcatruas tipo petrolão.

    Gostaria de saber qual seria agora a interpretação do senhor Secretário-Chefe da Presidência da República, Miguel Rossetto, que na entrevista, pós-manifestação, disse que aquele protesto era dos que não votaram na presidente.Também seria bom ouvir o líder no PT na Câmara, Sibá Machado, que tratou as manifestações como uma ação em que a CIA estaria por trás. Interpretações fora de sintonia ou de quem insiste em não enxergar o contexto adverso..

    Até os coloridos de vermelho, que se manifestaram na sexta-feira 13, onde boa parte recebeu um bolsa-passeata com mortadela, através de sindicatos e movimentos sociais, apesar de todo o apoio à presidente, deixaram transparecer, pelos cartazes ostentados, a insatisfação contra recentes medidas de ajuste tomadas pelo próprio governo, num momento político e econômico conturbado, onde até mesmo direitos trabalhistas ficariam ameaçados..

    Na mesma pesquisa Datafolha a aprovação do Congresso Nacional foi de 9%.. A da presidente chegou a 13%. Ou seja, temos um governo e um Congresso rejeitados fortemente, neste instante, pela opinião pública. O povo cansou, principalmente de falcatruas que enriqueceram os “espertos”..Aliás, quanto mais se mete a mão na lama da Petrobrás, mais ela fede. Uma vergonha nacional as manobras ardilosas que desvalorizaram e enfraqueceram a nossa maior empresa.

    O Partido dos Trabalhadores, por sua vez, também traiu sua própria bandeira de luta pelo operariado, ante o projeto de perpetuação dos “companheiros” no poder, por qualquer meio, até por doações eleitorais maquiadas conforme o Ministério Público. O que é pior, nunca antes neste país tantos nunca souberam de nada, só os bancos suíços é que conhecem a destinação da grana, nem sempre lícita. Imaginem agora se o desvio bilhões de reais dos cofres da Petrobrás, tivesse sido carreado para as áreas de educação, saúde, saneamento e moradia. Por certo já seriamos considerados país de primeiro mundo, sem que os milhões de miseráveis dependessem mais dos bolsas-tudo.

    Nessa conjuntura conturbada da política brasileira, parece-me também que há uma declaração recente a ser debatida. A da senhora presidente Dilma Rousseff de que “valeu a pena lutar pela democracia”. Obviamente que a presidente e todos nós brasileiros, à exceção dos radicias, desejamos e lutamos pela democracia em toda sua plenitude. Reconhece-se também a coragem da senhora presidente ao fazer parte, ainda muito jovem, de uma organização clandestina para lutar contra o regime de exceção. Tem todo o direito, portanto, de orgulhar-se de seu idealismo.

    No entanto, para alguns historiadores e pensadores, os militantes da luta armada, pelo menos naquele momento, não lutaram pela democracia e sim pela ditadura do proletariado, marxista–leninista, tipo a que Fidel Castro implantou em Cuba. A mesma dos atos ditatoriais na Venezuela, onde o governo brasileiro não se manifesta contra a “ditadura” (bolivariana) chavista com restrições à livre expressão e aos opositores naquele país. Esta declaração é ,portanto, questionável por alguns estudiosos.

    Por outro lado, além do atual pacote anticorrupção, lançado oficialmente pelo governo para amainar o grito das ruas, cujo dispositivo (artigo) principal deveria ser “é proibido roubar”, fica faltando o pacote antiviolência que contemple, objetivando a urgente proteção de nossa sociedade, a redução da idade de responsabilização penal, a reforma do sistema penitenciário, a revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente e a criação da Guarda Nacional de Fronteiras para impedir a avalanche da entrada de armas e drogas em território nacional,

    A lamentar, a não participação de conhecidos parlamentares de esquerda, que sempre tiveram a frente das manifestações democráticas, no histórico 15 de março de 2015. Perderam o trem da história. Não era golpismo. Era o grito de brasileiros e brasileiras que pagam as contas resultantes dos erros, das falcatruas e das roubalheiras em diversos setores da vida pública e privada. É preciso calçar urgentemente as sandálias da humildade, caso contrário o clamor das ruas prevalecerá. A bandeira do Brasil não é vermelha. É verde, amarelo, azul e branco. Lave-se a jato toda nossa sujeira.

    Milton Corrêa da Costa é tenente coronel reformado da PM do Rio de Janeiro.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: