Pelo menos 15 mil pessoas foram às ruas de Campo Grande, MS, pedir impeachment de Dilma

15/03/2015 at 20:24 (*Liberdade e Diversidade)

passeata campo grande3Segundo a Polícia Militar, pelo menos 15 mil pessoas participaram do ato em Campo Grande, MS.

15 de março de 2015

Samira Ayub / O Estado MS

As principais ruas da área central de Campo Grande foram tomadas pelas cores da bandeira do Brasil. Segundo a Polícia Militar, pelo menos 15 mil pessoas, a maioria vestindo camiseta verde e amarela, saíram da praça do Rádio e seguiram pela avenida Afonso Pena. Nem mesmo a chuva que caiu no início da tarde de hoje (15) intimidou os manifestantes, que com cartazes e faixas pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

O protesto, que integrou a manifestação nacional contra o Governo Federal, foi organizado na Capital por três grupos distintos: Chega de Impostos, Pátria Livre e Fora Dilma. O evento reuniu grupos da maçonaria, motoclubes de Campo Grande e cidadãos que queriam mostrar sua indignação com os casos de corrupção e com a economia do país.

A produtora rural Maria Inês Brunning, 74, estava na linha da frente da passeata. “Eu estou aqui porque quero o Brasil que eu tinha”, afirmou. “O meu Brasil era um país decente, com mais dignidade, o povo era mais feliz”, disse a produtora.

passeata campo grande1Clubes de motociclistas participaram de ato contra Governo Federal. (Fotos: Samira Ayub)

“Estamos aqui para demonstrar nossa indignação com tudo que está acontecendo nesse país”, disse a servidora pública Débora Cavalcanti, 42. “Não podemos aceitar mais tanta corrupção”, afirmou a servidora.

Segundo o grão-mestre Jordão Alves da Silva Júnior, 63, pelo menos 500 maçons e suas famílias foram para as ruas da Capital. “Estamos aqui porque estamos indignados com a postura de alguns políticos. Não podemos mais nos calar. Não podemos mais ver o que está acontecendo e continuar calados, é preciso combater a corrupção no país”, afirmou Jordão.

O protesto reuniu pais e filhos, como o administrador de empresas Eduardo Marcelo Alves Siravegna, 47. Ele e a filha, Maria Eduarda, nove anos, seguravam uma bandeira do país. “É importante fazer com que ela entenda o que está acontecendo no nosso Brasil, foi uma vontade dela participar, e também estamos fazendo isso para o futuro dela, para termos uma nação melhor, e possamos garantir o futuro de nossos filhos”, disse o administrador. Com o rosto pintado de verde e amarelo, e um apito nas mãos, Maria Eduarda participou do protesto. “Eu vim para pedir a Dilma sair do Governo, porque tem muita corrupção, a gasolina subiu e isso é ruim para os brasileiros”, disse Maria Eduarda.

O procurador aposentado Paulo Sérgio, 59, foi caracterizado de presidente Dilma e colocou grades em sua cadeira de rodas. Para ele, esta foi uma forma criativa de demonstrar seu descontentamento com o atual Governo. “Trata-se da maior crise moral que o país já teve, e dessa crise não escapa ninguém, nem mesmo a presidente da República”, disse Paulo. “Esta indignação não é só minha, é de toda a sociedade. Nós cansamos”, afirmou.

A manifestação ocorreu com o apoio da Polícia Militar, Agetran (Agência Municipal de Trânsito), Guarda Municipal e SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), e de acordo com a Guarda Municipal não houve incidentes durante o percurso.

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