Uso e controle de agrotóxicos em MS foram temas de reunião realizada no MPT

05/03/2015 at 16:31 (*Liberdade e Diversidade) (, , , , )

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04/03/2015

Eber Benjamim*

CEDAMPO – Centro de Documentação e Apoio aos Movimentos Populares

Presença de agrotóxicos nos alimentos vendidos na CEASA e também nos usados na merenda escolar de Campo Grande será monitorada. Contaminação do rio Dourados também está na mira da comissão.

Aconteceu nesta quarta, 4, em Campo Grande, a primeira reunião do ano da Comissão Estadual de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, coordenada pelo Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho, e que contou com a presença de diversas entidades representativas de produtores rurais, órgãos públicos e sociedade civil.

Mato Grosso do Sul apresenta alto índice de uso de agrotóxicos na agricultura e um dos focos da Comissão está no controle do uso dos chamados “defensivos agrícolas” com base na legislação e na conscientização de produtores sobre os impactos desses produtos no meio ambiente e na saúde da população e dos trabalhadores que manuseiam esses produtos.

A Comissão estabeleceu algumas frentes de trabalho sobre o tema para 2015: monitoramento do uso dos agrotóxicos na agricultura do estado; educação ambiental para conscientizar produtores e trabalhadores rurais sobre os perigos desses produtos químicos; a logística reversa, ou seja, o recolhimento e destinação das embalagens; e também a melhora dos sistemas de controle ampliando a troca de informações entre os órgãos responsáveis (como CREA e IAGRO), facilitando a fiscalização e monitoramento.  Outro assunto que será analisado na comissão é o decreto regulamentador de uso de agrotóxicos que está sendo elaborado no estado.

De acordo com o Procurador da República, Marco Antonio de Almeida, a Comissão trabalhará também na fiscalização de amostras de alimentos vendidos na CEASA de Campo Grande e os usados na merenda escolar da rede pública de ensino. De acordo com o procurador, já foram realizados exames em produtos da CEASA há cerca de sete anos atrás e os dados obtidos na época serão úteis como referência para se comparar com a situação atual.

A implantação desta comissão, aberta a representantes dos diversos segmentos interessados na questão, se deu pela crescente percepção dos impactos causados pelos produtos químicos ao longo de toda a cadeia produtiva até chegar ao consumidor final, com reflexos graves na saúde dos trabalhadores que os manipulam assim como nos consumidores que ingerem alimentos com elementos químicos que afetam o sistema nervoso, órgãos internos e, como já está provado, causam câncer.

Existem inclusive pesquisas sendo feitas quanto ao aumento da incidência de câncer na cidade de Dourados por conta o uso de agrotóxicos. O rio Dourados seria um dos mais contaminados com defensivos agrícolas em MS e por conta disso o Ministério Pública Federal pretende realizar estudos da qualidade da água em Dourados e outras regiões de Mato Grosso do Sul, para monitorar a presença de agrotóxicos.

Jornalista

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