Fomentar crise política é criar clima de intranquilidade institucional para futuro do país (Leitura noturna)

09/02/2015 at 18:37 (*Liberdade e Diversidade)

brasilC9/02/2015

Jornal do Brasil

O índice de popularidade de um presidente, num momento de crise política em que o fundo é a corrupção, não significa uma reação só contra o presidente. É contra o sistema, pelo esgotamento que vive o povo com denúncias de corrupção e com o cinismo do processo político, que faz com que nada aconteça para os corruptos conhecidos que se enriqueceram claramente. Não era um jogo político, e sim enriquecimento claro. É uma evidente evolução patrimonial ilícita. Casas, apartamentos, fazendas, canais de televisão, rádios. E isso não foi criado nesses últimos 12 anos de governo. Não se vê enriquecimento evidente em nenhum desses homens que participaram do governo com filiados ao PT.

Vários ex-governadores com vários processos no Brasil e no exterior continuam livres, fagueiros. Políticos foram acusados de corrupção, em seus governos houve várias CPIs, homens no passado com vida simples, de repente se transformaram em notórios homens com tranquilidade financeira, com familiares abastados e que ninguém sabe o que fazem. Ministros que chegaram pobres ao poder, hoje, alguns miliardários senhores. Alguns proprietários de todo o tipo de empresas, fundamentalmente no mercado financeiro. A revolta do povo vem daí.

O povo não tem preferência por políticos corruptos que em qualquer momento de sua vida pública estiveram envolvidos em negócios escusos. A certeza ou a dúvida de suas ações transferem para o povo fundamentalmente mais pobre uma revolta repugnante. Um levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo  mostra que 71% dos pesquisados não querem saber de partidos políticos. Com tudo isso, o PT tem 12% da preferência. E a soma de todos os outros partidos, inclusive da ultraesquerda, comunistas, conservadores, tucanos, etc., é igual a 13%.

Percebe-se então que qualquer tentativa de alteração no processo institucional, com uma substituição movida por sentimento ideológico ou político, mesmo com a certeza da força da instituição judiciária, terá efeito desastroso para o país.

Não se pode imaginar como o povo pode reagir. Esperamos todos que, movidos pelo patriotismo, aqueles que têm o que perder façam uma reflexão. O povo não aguenta mais o noticiário no qual o Brasil não é mais um país de futuro próspero. O noticiário fomenta e alardeia um Brasil com um futuro catastrófico. Se for verdade, quem serão os perdedores?

Um povo que sofre sem escolas, sem saúde, sem segurança pública, e que até bem pouco tempo sua grande maioria sofria até sem comida.

Se não fosse o governo Lula, o desrespeito regional seria uma tristeza. Mesmo assim, a possibilidade de racionamento de água e de energia no Sul e no Sudeste faz com que o Brasil rico promova quase uma revolução. Se esquecem que o sofrimento pela falta de água, energia e até bem pouco tempo até de comida atormenta o Norte e o Nordeste há quase dois mil anos. E a opinião pública não se via massacrada por noticiário lacônico, fúnebre e de mau agouro. O que leva a pensar que só quem não pode viver este sofrimento são os privilegiados que, morando no Sul e no Sudeste, têm água, luz e todo o tipo de serviço público.  Como se nessas regiões também não tivessem aqueles – que já parecem em maioria – que também nunca tinham visto água e luz.

Hoje, o noticiário publica escândalo no mundo: o banco HSBC acoberta bilhões de dólares de homens que o mundo sabe que são ricos. A imprensa do mundo noticia como um crime hediondo. Esses senhores, com essas fortunas, não pagam impostos em seus países de origem por terem paraíso fiscal.

A revista Forbes publicou recentemente que brasileiros acumulavam riqueza no exterior de valor quase igual a US$ 200 bilhões – mais da metade das reservas brasileiras e praticamente o PIB do Rio de Janeiro. Quantos estarão, entre esses senhores, lavando dinheiro?

A raiva do povo é com os ladrões. O povo não aguenta mais roubalheira. Vamos sim nos preocupar com os ladrões da Lava Jato, sem fazer com que nossos sentimentos políticos e ideológicos superem nossa razão e nosso patriotismo.

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