Armas nucleares, discurso hipócrita e caos (Leitura da noite)

30/10/2014 at 22:24 (*Liberdade e Diversidade)

Nuclear-Disarmament-580x453-1-485x378Em 2015, surgirá novamente oportunidade de questionar acordo que dá a alguns países monopólio do terror nuclear. Qual a brecha? Como aproveitá-la?

30 DE OUTUBRO DE 2014

Por Thalif Deen, da IPS/Envolverde

“Um dos grandes paradoxos da ciência moderna” é que os seres humanos buscam vida em outros planetas enquanto as potências nucleares do mundo mantêm e modernizam suas armas para destruir a vida na Terra, afirmou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon. “Devemos lutar contra o militarismo que engendra a busca por essas armas”, afirmou Ban no dia 6 de agosto, aniversário do lançamento pelos Estados Unidos da primeira bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945.

A partir de abril, uma série de reuniões converterá 2015 em um ano decisivo para o sucesso ou o fracasso do desarmamento nuclear. Uma das mais importantes será a conferência quinquenal de exame do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), programada para os meses de abril e maio. Quase ao mesmo tempo, haverá uma conferência internacional da sociedade civil sobre paz, justiça e ambiente, nos dias 24 e 25 de abril, em Nova York, uma manifestação internacional e uma marcha pacifista rumo à sede da ONU, no dia 26 de abril, junto com protestos não violentos nas capitais de todo o mundo.

Em 2015 também se completarão 70 anos dos bombardeios atômicos sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, pelos Estados Unidos. E também 45 anos desde que as primeiras cinco potências nucleares – China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia (P5) – acordaram no Artigo VI do TNP a realização de negociações de boa fé para a eliminação de seus arsenais nucleares. Além disso, é possível que a conferência internacional sobre uma zona livre de armas nucleares no Oriente Médio, acordada na conferência de exame de 2010, aconteça no próximo ano, após numerosos adiamentos.

O Grupo Internacional de Planejamento para a Mobilização da Revisão 2015 do TNP, uma rede de organizações não governamentais internacionais que terá um papel preponderante nas próximas reuniões, apresentará uma petição, com milhões de assinaturas, a favor da abolição das armas nucleares. Caso a conferência de exame de 2015 não decida pelo início das negociações sobre a abolição, “o próprio tratado poderá fracassar, acelerar a proliferação das armas nucleares e aumentar a probabilidade de uma guerra nuclear catastrófica”, segundo o Grupo.

“O que devemos fazer? Deixar que os realistas pirados nos levem ao inferno? Não creio”, afirmou Joseph Gerson, coordenador da rede internacional, ao ser perguntado se seria possível algum avanço diante da intransigência das potências nucleares. A perspectiva do exame do TNP não é otimista, acrescentou. “Mas tenho esperança ao saber que nossos movimentos da sociedade civil não estão sozinhos na luta pela abolição”, acrescentou.

As última conferência de exame do TNP, em 2010, reafirmou “o compromisso inequívoco dos Estados possuidores de armas nucleares de alcançar a eliminação total de seus arsenais, com vistas ao desarmamento nuclear”, acrescentou a rede internacional. Cinco anos depois, com outra conferência no horizonte, os arsenais “capazes de destruir civilizações inteiras”, persistem, e inclusive se deteve o escasso progresso obtido para o desarmamento.

Há mais de 16 mil armas nucleares no planeta, dez mil no serviço militar e 1.800 em estado de alerta, segundo a rede. “Todos os Estados com armas nucleares estão modernizando seus arsenais nucleares, manifestando a intenção de mantê-los nas próximas décadas”, apontou a organização, lembrando que os países com armas nucleares gastam mais de US$ 100 bilhões ao ano com elas.

O gasto com armas de alta tecnologia aprofunda a dependência de alguns governos de seus arsenais nucleares e fomenta a crescente brecha entre ricos e pobres. Em 2013 o gasto militar chegou a US$ 1,75 trilhão, mais do que a renda total anual do um terço mais pobre da população mundial. Jackie Cabasso, da Fundação Legal dos Estados Ocidentais e também organizadora da rede internacional, destacou que as potências nucleares “se negam a cumprir sua obrigação legal e moral de iniciar as negociações para proibir e eliminar completamente seus arsenais nucleares”.

“Como vimos na Reunião de Alto Nível das Nações Unidas para o Desarmamento e nas conferências de Oslo e Nayarit sobre as consequências humanas das armas nucleares, a imensa maioria dos governos do mundo exige a aplicação do TNP”, assegurou Cabasso. “Estamos trabalhando com organizações associadas nos Estados Unidos e em outros países para mobilizar ações internacionais a fim de gerar pressão popular e influir na conferência de exame de 2015”, acrescentou.

A mobilização destacará as conexões entre a preparação para a guerra nuclear, as repercussões ambientais da mesma e do ciclo do combustível nuclear, e o gasto militar em detrimento das necessidades humanas essenciais, ressaltou Cabasso. Gerson disse à IPS que, “ao longo da minha vida, vi a superação do sistema de segregação racial nos Estados Unidos, o fim da guerra do Vietnã e o fim do sistema de apartheid sul-africano, fatos que antes de se converterem em história às vezes pareciam insuperáveis”.

Em cada um desses casos, “acontecimentos inesperados e a poderosa vontade humana provocaram a mudança para a qual nos havíamos sacrificado e lutado”, destacou Gerson, membro da junta diretora do Escritório Internacional da Paz e da rede Não à Guerra/Não à Otan. A realidade é que todos os Estados possuidores de armas nucleares estão modernizando seus arsenais e há colaboração entre os membros do P5 para resistir à reclamação da maioria dos demais países para que cumpram o Artigo VI do TNP, enfatizou.

O que está acontecendo com a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a União Europeia e as respostas da Rússia e Ásia oriental recorda a Europa dos anos prévios à Primeira Guerra Mundial (1914-1918), com sua ameaça de guerra catastrófica e aniquilação, advertiu Gerson. “Sei que a lei das consequências imprevistas significa que nunca podemos saber realmente quais serão as consequências de nossas ações. Mas confio em que nossa mobilização dará ânimo a numerosos diplomatas e atores governamentais que são nossos potenciais aliados”, ressaltou.

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MPE entra com ação contra a prefeitura de Campo Grande,MS, por ‘Quinta Gospel’ beneficiar evangélicos

30/10/2014 at 22:09 (*Liberdade e Diversidade)

olarte-gospelPrefeito Olarte em uma das edições da ‘Quinta Gospel 

Ação solicita, inclusive, o cancelamento da edição marcada para a noite desta quinta-feira (30).

30 de Outubro de 2014

GABRIEL MAYMONE

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPE-MS) propôs Ação Civil Pública contra o município de Campo Grande e a Fundação Municipal de Cultura (Fundac) por favorecer determinados grupos religiosos no projeto ‘Quinta Gospel”, solicitando, inclusive, o cancelamento da edição desta quinta-feira (30), sob pena de multa cominatória diária em valor a ser fixado pela Justiça para a hipótese de descumprimento da ordem judicial.

O MPE já havia emitido recomendação à prefeitura para abrir espaço para outras crenças, mas o pedido foi ignorado, tendo o município realizado diversos eventos evangélicos desde então.

A titular da 67ª Promotora de Justiça dos Direitos Humanos da Comarca de Campo Grande, Jaceguara Dantas da Silva Passos, alega que os recursos utilizados para realização do evento são advindos do pagamento de impostos de todos os cidadãos, independentemente da religião que professem ou deixem de professar, porém a ‘Quinta Gospel’ privilegia exclusivamente os evangélicos.

O Procedimento Preparatório que baseou a Ação Civil Pública iniciou-se no mês de agosto deste ano, quanto a Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos recebeu do vereador Eduardo Romero, integrante da Câmara Municipal de Campo Grande, ofício, bem como representação subscrita pelo Presidente da Federação de Cultos Afro Brasileiros e Ameríndios de Mato Grosso do Sul, Iraci Barbosa dos Santos, em face da Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande/FUNDAC, que questionaram a aplicação da Lei Municipal nº 5.092/2012 que instituiu a “Quinta Gospel”, atividade artística-musical destinada tão somente a um único segmento religioso.

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Fundação Municipal de Cultura, programou para hoje, na Praça do Rádio Clube, às 19h, nesta Capital, mais um evento do projeto “Quinta Gospel”, reunindo três bandas evangélicas, cujo extrato de contrato com a destinação do recurso público para referido evento, até o presente momento, não foi publicado no Diário Oficial do Município de Campo Grande.

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Giba Um: De melancia a berinjela

30/10/2014 at 14:11 (*Liberdade e Diversidade)

Sem títuloDa coluna do Giba Um no jornal Correio do Estado de hoje (30). Clique sobre a imagem para ampliá-la. Supimpa!

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Assembleia Legislativa do MS terá seu 1º concurso público em 37 anos

30/10/2014 at 13:56 (*Liberdade e Diversidade) ()

Assembleia LegislativaPRESIDENTE DA CASA, JERSON DOMINGOS (PMDB) ANUNCIOU ONTEM (29) A AUTORIZAÇÃO PARA ELABORAR A SELEÇÃO

Pela primeira vez em 37 anos de história, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul vai realizar concurso público para a contratação de funcionários. O primeiro passo foi dado ontem, com a autorização pela Casa da abertura de licitação para contratar empresa ou fundação que organizará o certame. A expectativa é de que a seleção tenha, no mínimo, 350 vagas, para candidatos de todos os níveis de formação: fundamental, médio e superior. A Assembleia Legislativa não informou, entretanto se pretende substituir parte dos funcionários de cargo comissionado, a grande maioria, que trabalha no local atualmente. A expectativa é que o edital seja lançado até janeiro de 2015. Ver matéria completa de Eduardo Miranda e Zana Zaidan na edição de hoje (30) do jornal Correio do Estado.

http://www.correiodoestado.com.br

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*Comentário do blog: Como diria em priscas eras Boris Casoy: “Isto é uma vergonha!”

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Imprensa: muita calma nesta hora (Leitura de almoço)

30/10/2014 at 11:14 (*Liberdade e Diversidade)

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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Por Carlos Castilho em 29/10/2014

A ressaca da campanha eleitoral criou uma situação extremamente delicada em que o papel da imprensa passa a ser ainda mais relevante do que antes do segundo turno. A radicalização político-emocional, promovida por veículos como a revista Veja, fez aflorar velhos preconceitos e vestígios autoritários gerados pela frustração eleitoral.

O ambiente político surgido logo após a divulgação dos resultados do segundo turno confere à imprensa uma função complexa em que a produção de notícias torna-se menos importante do que o papel do jornalismo na extinção de um estopim informativo de consequências imprevisíveis. É o momento em que os veículos de comunicação precisam pensar mais nas implicações de suas decisões do que na preocupação com suas estratégias comerciais.

Pode parecer paradoxal, mas tudo indica que a imprensa é no momento a única instituição capaz de promover um mínimo equilíbrio entre percepções opostas da realidade política pós-reeleição de Dilma Rousseff. A presidente prometeu diálogo, mas suas intenções ainda estão marcadas pela campanha e, portanto, sujeitas a dúvidas sobre sua credibilidade.

Os políticos voltaram à velha estratégia de desconstruir a proposta de plebiscito sobre reformas políticas numa tentativa de preservar seu cacife num tema que vem se arrastando há décadas. A estratégia é clara: deputados e senadores não abrem mão de legislar em causa própria, mesmo diante da inequívoca perda de prestígio popular.

A imprensa tem um papel a cumprir neste provável confronto entre o Palácio do Planalto e o Congresso, porque isso pode radicalizar ainda mais os passionalismos políticos. A presidente provavelmente usará as reformas para neutralizar a renovada militância de deputados e senadores oposicionistas. Estes devem concentrar sua artilharia na denúncia de uma eventual tentação presidencial de repetir o caráter plebiscitário que permitiu a vitória de Dilma no segundo turno.

A imprensa não é uma instituição qualquer e nem uma máquina de fazer dinheiro. Sua matéria-prima é a noticia a partir da qual os cidadãos tomam decisões, para o bem ou para o mal, de cada indivíduo e da comunidade. A imprensa é, portanto, corresponsável nos equívocos políticos a que estão sujeitos os leitores, ouvintes, telespectadores e internautas.

Não há como fugir disso alegando que o papel dos jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão é apenas repassar conteúdos. Esta desculpa está inutilizada pelo resultado de dezenas de pesquisas científicas que mostram como as pessoas, inclusive jornalistas, incorporam percepções pessoais à narrativa de fatos e eventos.

O universo dos sentimentos desencontrados revelado pelas mensagens postadas nas redes sociais da internet logo depois do segundo turno mostra uma tendência à irracionalidade política que, se alimentada pelo noticiário da imprensa, pode acabar gerando situações cujo preço pode ser trágico, como mostram os efeitos da Marcha da Família com Deus e pela Liberdade nos idos de 1964.

A imprensa já acumulou ao longo de sua história recente experiências suficientes para mostrar que ela acaba também sendo vitimada pela radicalização que tolerou, consciente ou inconscientemente. Quando as pessoas começam a falar em muros separando pobres e ricos no Brasil, em impeachment da presidente reeleita, em supostas fraudes eleitorais e pedir que os militares retomem o poder, fica clara uma radicalização que só a imprensa pode ajudar a neutralizar. Ela deve resistir a ser protagonista de um jogo entre partidos que desejam manter ou conquistar influência nos negócios estatais.

Além disso, a imprensa precisa recompor sua relação de credibilidade com o seu público-alvo porque ela vive uma crise de transição de modelos de negócio em que a fidelização dos consumidores tem um papel crucial. Alguns veículos podem até tentar manter leitores endossando o passionalismo, sectarismo, xenofobia e autoritarismo. Mas a história recente do país mostra que esta estratégia nunca deu certo.

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Encontro épico do folclore acontece amanhã no Armazém Cultural em Campo Grande,MS

30/10/2014 at 10:45 (*Liberdade e Diversidade)

Sem títuloBatalha entre saci e vampiro é tema do curta-metragem ‘Sem Fim’

O saci é um dos personagens mais conhecidos de nosso folclore, e o vampiro um dos seres mais temidos da cultura mundial. Imagine o que aconteceria se os dois se encontrassem. Essa é a temática do curta “Sem Fim”, que será lançado na sexta-feira (31) às 20 horas no Armazém Cultural em Campo Grande, MS. A entrada é gratuita. Dirigido por Fábio Flecha e com produção executiva de Tania Sozza, este é o quarto filme da série “Lendas Pantaneiras”, que começou a ser produzida há dois anos. “São quatro filmes, e pretendemos produzir mais um, que serão unificados em um longa, até o fim do ano”, adianta. Ver matéria completa de Ana Karolyna Resquim na edição digital do jornal “O Estado MS” de 28/10/2014.

http://www.oestadoms.com.br

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Charge do Mayeda: Fuga

30/10/2014 at 09:45 (*Liberdade e Diversidade)

Charge do MayedaCharge do Mayeda no Diário Digital MS de ontem (29/10). Legal!

29 de outubro de 2014 – Leia a matéria relacionada: Mais de 50% das casas da Capital pode proliferar mosquito da chikungunya

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Conselheiro Waldir Neves assume presidência do TCE-MS

30/10/2014 at 09:10 (*Liberdade e Diversidade)

Sem títuloPor unanimidade dos votos, o conselheiro Waldir Neves Barbosa foi eleito ontem (29) presidente do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado) para o biênio 2015/2016. Ele vai substituir o conselheiro Cícero de Souza que ocupou o cargo por oito anos e se aposenta no dia 1º de novembro após completar 70 anos. “É uma emoção essa conquista. Nós recebemos com humildade e muita responsabilidade e que o tribunal mais que nunca está unido. Nunca houve qualquer tipo de disputa. Essa eleição unânime demonstra isso”, afirmou. Ver matéria completa de Diana Christie no jornal “O Estado MS” de hoje (30/10).

http://www.oestadoms.com.br

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Comentário do blog: Pra que realizar eleições no TCE-MS se o nome do “ungido” já era conhecido de todos logo após o  final das eleições para governador do Estado do MS? Cadê a transparência,hein?

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