Charge do Jota.A: Seca em São Paulo

29/10/2014 at 21:01 (*Liberdade e Diversidade)

Cantareira_desenho_GreenpeaceA seca em São Paulo – Charge do Jota. A no site http://www.portogente.com.br . Supimpa!

*****

Anúncios

Link permanente Deixe um comentário

SP sem água, 28/10 — Passado e futuro da crise (Leitura da noite)

29/10/2014 at 20:31 (*Liberdade e Diversidade)

crise da água em são pauloComo governo paulista agravou problema, ao evitar racionamento. Por que mais produtos químicos estão sendo misturados à água. Os riscos de “El Niño” produzir mega-seca, em 2015

29/10/2014

by Redação

Por Camila Pavanelli de Lorenzi

O boletim de hoje está organizado em três seções: passado, presente e futuro. A gravidade da crise exige que olhemos para tudo ao mesmo tempo: o passado, para tentarmos aprender com os erros e evitar sua repetição; o presente, para tentarmos entender o que está acontecendo agora; e o futuro, para tentarmos voltar a ter água um dia. Toscamente falando, é isso. Vamos lá:

Passado:

– ONGs como a ISA e o Idec afirmam que o governo estadual e a Sabesp erraram na administração do Sistema Cantareira, mantendo inalterada a captação de água durante a seca que se abateu sobre a região na estação chuvosa, de outubro a fevereiro (http://bit.ly/1teNyfG). Além disso, as ONGs acusam o poder público de se omitir e esconder informações.

– O que seria essa omissão de informações? É preciso contar a história desde o princípio: com base na Lei de Acesso à Informação, o Idec solicitou à Sabesp em setembro a divulgação do mapa de diminuição de pressão noturna na distribuição de água. A empresa simplesmente não enviou o material requisitado. O Idec, então, acionou o MP e o Procon em 20/10 para que a Lei de Acesso à Informação fosse cumprida: o acesso ao mapa poderia mostrar aos consumidores os locais onde a diminuição de pressão poderia ocasionar problemas no abastecimento (http://bit.ly/1wkzdgs).

– Esta não foi a primeira intervenção do Idec na crise hídrica. O Instituto informa que, em 21/04, o governo do estado planejava multar os consumidores que aumentassem o consumo de água. Acontece que o Código de Defesa do Consumidor estipula que o fornecedor de produtos e serviços só pode elevar o preço com justa causa – e a medida governamental não dizia que “justa causa” era essa, já que o governo recusava-se a decretar racionamento. Quando o Idec anunciou que a medida era ilegal, o governo estadual desistiu da proposta. Preferiu não ter de decretar racionamento no estado (http://bit.ly/1wkzdgs).

Presente:

– Mas a ação movida pelo Idec com base na Lei de Acesso à Informação deu resultado: a Sabesp foi obrigada judicialmente a divulgar o mapa da redução de pressão (http://bit.ly/ZWgsoZ). Para o Idec, esta é a primeira vez em que a empresa reconhece publicamente que algumas regiões da cidade de São Paulo têm enfrentado problemas no abastecimento.

– Discordo desta afirmação do Idec. Afinal, a Sabesp divulgou o mapa porque foi obrigada judicialmente – e afirma que ele não serve como indicativo de onde pode vir a faltar água (http://bit.ly/ZwgsoZ). Oficialmente, eu diria que o posicionamento da Sabesp não mudou: segundo a empresa, há problemas de abastecimento sim, mas eles são “pontuais” e não sistemáticos (http://bit.ly/136AQ8W).

– Com relação à situação atual do Sistema Cantareira, um especialista em recursos hídricos afirmou que a transferência entre os reservatórios do Sistema (coisa que vem sendo feita atualmente) torna mais difícil o tratamento da água e exige que mais produtos químicos sejam usados (http://glo.bo/1wLexBY).

– Em Itu, as pessoas fazem fila à noite para pegar água da bica (http://glo.bo/1xCmTZn). Coloquei esta notícia na seção “presente” por motivos óbvios: é isso que está acontecendo em Itu agora. Mas isso pode ser também o futuro da cidade de São Paulo: se em Itu, que tem aproximadamente 160 mil habitantes, os caminhões-pipa não estão dando conta de abastecer a cidade, o que será da Grande São Paulo e suas 8 milhões e 800 mil pessoas? Talvez a “piada” do diretor da Sabesp – as “férias coletivas” para a grande São Paulo caso não chova (http://bit.ly/1wl1O8O) – seja mais séria do que gostaríamos.

– Enquanto isso, a Sabesp continua investindo em campanhas de combate ao desperdício voltadas ao consumidor residencial (http://on.fb.me/1tCjhr0). Naturalmente, é preciso que todos economizem, mas eu gostaria de saber que medidas a Sabesp está tomando em relação aos grandes consumidores. Não encontrei dados referentes especificamente a São Paulo, mas descobri que, segundo a ANA, a agricultura é responsável por 70% do consumo de água no país e a indústria por 7% (http://bit.ly/1sC2ejK) – e, como lembra Rasputin Thuin (http://bit.ly/1Dt6it1), até março deste ano a Sabesp dava descontos para grandes consumidores (http://bit.ly/1ryxEHv).

– Em suma: sim, vamos convencer o Seu José a lavar a calçada com balde em vez de esguicho. Mas podemos pensar também no que iremos cobrar das indústrias e do agronegócio? Não é só que é hipócrita cobrar economia do consumidor residencial enquanto até março se incentivava o desperdício por parte dos grandes consumidores. É também terrivelmente ineficaz – inclusive para os grandes consumidores, que, como vimos (http://bit.ly/1tXGK8f), também já enfrentam a falta d’água.

Futuro:

– Amanhã às 9h, será transmitido pela internet um evento da Aliança pela Água – uma coalizão de ONGs que propõe medidas de curto, médio e longo prazo para enfrentar a crise (http://bit.ly/1tCjomh).

– É bom mesmo pensarmos em medidas para todos os prazos, pois a seca em São Paulo deve continuar em 2015. Devido às mudanças climáticas, tem sido difícil compreender o comportamento do El Niño; mas, se o fenômeno ocorrer no fim deste ano – há 70% de chances de que isso ocorra –, e se tiver o mesmo efeito que teve em 1997 e 1998, haverá “uma imensa seca no mundo”, nas palavras de um pesquisador da Organização Mundial de Meteorologia (http://bit.ly/1wEhGjr).

E esse foi o boletim de hoje. Pode entrar em pânico, que amanhã tem mais.

*****

Link permanente Deixe um comentário

Alternativa Robin Hood: para redistribuir riquezas sem moderação (Leitura da tarde)

29/10/2014 at 15:15 (*Liberdade e Diversidade)

Robin HoodCiclo de debates insinua: não será possível reduzir desigualdades, nem construir democracia econômica, sem enfrentar privilégios da oligarquia financeira — e obrigá-la a pagar impostos…

28/10/2014

Por Inês Castilho / Blog da Redação

Terminadas as eleições brasileiras, derrotado o risco de restauração do governo das velhas elites, emergem perguntas indispensáveis: como avançar? De que modo corresponder à esperança da maioria, que deseja ir além do tímido processo de redistribuição de riquezas inaugurado há uma década. Como evitar que ele movimento estanque — o que ampliaria os riscos de frustração e retrocesso?

Os que se interessam em encontrar respostas deveriam examinar um ciclo de debates sobre “Democracia Econômica”. Promovido em conjunto por uma articulação da sociedade civil — a que reivindica a Taxação das Transações Financeiras (TTF Brasil) — e a Fundação Perseu Abramo (FPA– ligada ao PT, presidida pelo economista Márcio Pochmann e conhecida por seu espírito crítico — o ciclo consistiu, até o momento em quatro encontros com economistas e profissionais engajados na luta por justiça fiscal. Realizados em agosto e setembro de 2014, em São Paulo, os encontros foram transmitidos online, com média de 800 a mil espectadores cada. Podem ser assistidos na íntegra, em vídeos postados aqui.

No centro do debate, esteve o que os organizadores chamam de “Alternativa Robin Hood”. Eles julgam que há um setor social privilegiado nos sistemas tributários em vigor em todo mundo: é a aristocracia financeira, composta por bancos, instituições para-bancárias e super-ricos que especulam com títulos do Estado. Nas últimas décadas, mudanças estruturais no capitalismo fizeram com que este setor (1% da população ou ainda menos) ocupasse o centro do processo de acumulação de riquezas. No entanto, sua participação do esforço para sustentar os serviços públicos é irrisória. As velhas leis tributárias não o atingem. Sua influência crescente nos Parlamentos assegura-lhe cada vez mais privilégios.

Os partidários da “Alternativa Robin Hood” reivindicam forte tributação da riqueza financeira — a começar com um imposto internacional sobre transações bancárias. Ao longo dos quatro debates, eles debateram esta proposta — e procuraram apresentá-la amparado em fatos. Examinaram a fundo o sistema tributário brasileiro — revelando concretamente como ele penaliza os assalariados e exonera os mais ricos. Apontaram como, além de favorecida internamente, a aristocracia financeira serve-se ainda dos “paraísos fiscais” para ocultar riquezas e sonegar. Debateram a necessidade de medidas para controlar a entrada e saída de capitais no país — inclusive como meio de evitar novas fugas em massas de divisas.

Read more of this post

*****

Link permanente Deixe um comentário

Dilma vai adotar medidas que atacou, diz Marina

29/10/2014 at 14:34 (*Liberdade e Diversidade) ()

MarinaAliados e dirigentes do PSB, no entanto, especularam a possibilidade da ex-senadora continuar na sigla.© Foto: Nacho Doce/Reuters

29/10/2014

Mariana Desidério / Exame.com

Em depoimento divulgado na internet, a candidata derrotada à presidência da República Marina Silva (PSB) afirmou que a presidente reeleita Dilma Rousseff(PT) “certamente irá adotar em seu governo medidas que atacou durante a campanha”.

Marina parabenizou a presidente, e afirmou que espera que a petista atenda aos desejos de mudança identificados na sociedade.

“O governo não conta com prazos longos. Desde já precisa dar sinais de mudanças na condução da economia, para superar uma crise que ameaça se agravar com a estagnação e a volta da inflação”, afirmou a ex-senadora.

“Precisa também dar sinais de mudança na condução da política. Que, com reforma ou sem reforma, precisa abandonar a prática de distribuir pedaços do Estado e privatizá-lo em nome de uma suposta governabilidade”, continuou.

Marina aproveitou o pronunciamento para criticar mais uma vez o tom da disputa para a presidência, e disse que foi preciso enfrentar “a agressividade do marketing selvagem, baseado na mentira”.

A ex-senadora cumprimentou o candidato Aécio Neves (PSDB), ao qual se aliou para o segundo turno da campanha. “Desejo que seu trabalho seja orientado pelos sonhos contidos na expressiva votação que recebeu e também pelos compromissos socioambientais que ele incorporou”, disse.

Marina Silva também divulgou nota ontem reafirmando sua intenção de montar o partido Rede Sustentabilidade.

“A ex-senadora Marina Silva reafirma seu compromisso e disposição de, ao lado de dirigentes e militantes da Rede Sustentabilidade, buscar os meios efetivos para obter o registro do partido”, diz a mensagem.

Aliados e dirigentes do PSB, no entanto, especularam a possibilidade da ex-senadora continuar na sigla.

O novo presidente do PSB, Carlos Siqueira, chegou a se reaproximar de Marina oferecendo a possibilidade dela permanecer na legenda.

Também ontem, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que “nunca” considerou a possibilidade de permanência de Marina Silva na legenda.

“Ela não comunicou nada (sobre saída), mas nós do PSB nunca tivemos a ilusão de que Marina Silva veio para o partido para ficar”, afirmou o dirigente em entrevista à reportagem.

*****

Link permanente Deixe um comentário

Entenda a proposta de Dilma para a Reforma Política

29/10/2014 at 14:02 (*Liberdade e Diversidade)

Proposta-de-plebiscito-para-reforma-politica-desagrada-a-senadores-foto-Jefferson-Rudy-Agencia-Senado_201410280002-850x565Entenda a proposta de Dilma para a reforma política

Presidente, que havia sugerido plebiscito, já admite referendo como forma de consulta popular; conheça os temas que podem ser alvo da reforma, como o financiamento de campanha

29 de outubro de 2014

Débora Melo e Fernando Diniz / Terra

Direto de Brasília

Depois de insistir em uma proposta de plebiscito para dar início à reforma política no País, a presidente Dilma Rousseff (PT) admitiu nesta terça-feira, pela primeira vez, que a consulta popular sobre o tema pode ser feita via referendo.

“Todos defendem a consulta popular. Seja na forma de referendo ou plebiscito. Eles desaguam em uma Assembleia Constituinte. Acho muito difícil não ser uma discussão interativa. Não sei a forma que vai ser, mas acho difícil não ser com consulta popular”, disse Dilma em entrevista à TV Band.

No referendo, a população confirma ou rejeita mudanças elaboradas, discutidas e já aprovadas pelo Congresso Nacional. Foi o que aconteceu no Brasil em 2005, quando a maioria dos eleitores rejeitou a proibição da venda de armas de fogo e munições. No plebiscito, por sua vez, a população é consultada primeiro, antes da criação de uma lei sobre determinado tema. Em 2011, os eleitores do Pará rejeitaram a divisão do Estado em três unidades territoriais por meio de plebiscito.

Resistência

Embora seja discutida há mais de 20 anos no Congresso, a proposta de reforma política ganhou força depois dos protestos de junho do ano passado, quando Dilma foi a público defender o plebiscito e a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para viabilizar as mudanças. A ideia provocou reação do Congresso e até do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e a proposta de plebiscito acabou sendo enterrada.

Dilma voltou a insistir no tema durante a campanha e disse, em seu discurso de reeleita no último domingo, que daria prioridade à reforma política via plebiscito. As dificuldades, então, surgiram já no dia seguinte. Integrantes da base aliada e da oposição defenderam que o próprio Legislativo deve criar as regras, para, se necessário, submetê-las à validação da população por meio de um referendo. Foi o que disseram, por exemplo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Forma X conteúdo

A Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, composta por mais de 100 entidades – entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – defende que a revisão do sistema político brasileiro seja feita por meio de um projeto de lei de iniciativa popular, como foi a Lei da Ficha Limpa. Para representantes da Coalizão, no entanto, a discussão da forma é importante, mas agora é o momento de priorizar o conteúdo.

“Precisamos criar um movimento muito grande no Brasil, algo que seja semelhante ao ‘Diretas Já’. A ênfase que precisa ser dada agora é ao debate do conteúdo”, afirmou Aldo Arantes, secretário-geral da comissão especial de mobilização para a reforma política da OAB.

Alguns temas defendidos pela Coalizão também já foram propostos pela presidente Dilma, seja durante a campanha, seja depois da reeleição, em entrevistas. É o caso, por exemplo, do fim do financiamento empresarial de campanhas (seriam aceitas apenas doações de pessoas físicas), da paridade de gênero nas listas partidárias e da eleição proporcional em dois turnos para deputados.

Para Arantes, da OAB, o sistema eleitoral de hoje, proporcional de lista aberta, favorece a eleição de quem tem dinheiro ou tem poder de influência sobre a população. “Aqui a gente vota em pessoas, e no Brasil ganha quem tem mais dinheiro ou então que é mais influente por ser apresentar de TV, jogador de futebol. Isso fragiliza os partidos. Então nossa proposta é que, no primeiro turno, o eleitor vote em propostas, no programa partidário. Depois, no segundo turno, ele escolherá o candidato de sua preferência. É uma proposta criativa, que assegura ao eleitor aquilo que a cultura política brasileira está acostumada, que é o voto em pessoas”, afirmou Arantes.

Leis que alteram o processo eleitoral só têm validade para a eleição seguinte se forem aprovadas até um ano antes do pleito. Para Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo na Câmara, a discussão sobre a reforma política deve ser iniciada no primeiro semestre de 2015, para pegar o Congresso renovado e longe das próximas eleições. “O consenso é que isso é assunto para começar a discutir no ano que vem”, afirmou.

Conheça os temas da reforma política:

Financiamento de campanha

Atualmente, as campanhas políticas têm financiamento privado. Para os críticos, esse modelo leva os políticos a criarem vínculos com as empresas que os financiaram, o que tende a provocar o favorecimento de tais empresas durante o governo do eleito. Com o financiamento público, o dinheiro dos cofres públicos seria dividido de acordo com a composição das bancadas na Câmara dos Deputados, sendo ilegal a captação de empresas. Em sua campanha, Dilma defendeu o fim do financiamento empresarial nas eleições – apenas pessoas físicas poderiam repassar dinheiro às candidaturas. A oposição e o aliado PMDB são contrários ao financiamento público.

Sistema eleitoral

Dilma defende a eleição de deputados em dois turnos. O eleitor votaria na lista fechada de um partido e depois escolheria um nome dessa relação. O PMDB defende o voto majoritário para a Câmara, o chamado “distritão”, onde os mais votados seriam eleitos. Já o oposicionista PSDB quer o sistema do voto distrital misto, quando o eleitor vota em um partido e num candidato de seu distrito – os defensores desse modelo acreditam que os custos de campanha seriam reduzidos e que os eleitores ficariam mais próximos de seus candidatos.

Paridade de gênero

Em debates eleitorais, Dilma se disse a favor da paridade de candidaturas entre homens e mulheres, ou seja, defendeu o mesmo número de candidatos de cada sexo. A Coalizão pela Reforma Política pede ainda incentivos à representação das minorias (negros, índios, etc.), como estímulo econômico a partidos que incluam representantes das minorias em suas chapas.

Coligações partidárias

Atualmente, os partidos fazem coligações entre si tanto para eleições no Executivo (presidente, governadores e prefeitos) quanto no Legislativo (deputados federais, estaduais e vereadores). No entanto, as coligações nacionais não são necessariamente as mesmas dos Estados, gerando alianças diferentes nos planos federal e estadual. As coligações permitem ainda que deputados da mesma aliança sejam eleitos na esteira de outros bem-votados.

Reeleição

Aprovada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a reeleição passou a ser combatida durante a campanha eleitoral pelos candidatos Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), que defenderam um mandato único de cinco anos. Um grupo de trabalho criado na Câmara para elaborar uma proposta de reforma política propôs o fim da reeleição com mandato de quatro anos. Em entrevista durante a campanha, Dilma disse que “não há governo efetivo em quatro anos” e pediu uma discussão clara sobre o mandato de cinco anos.

Suplência no Senado

Diferentemente do que ocorre na Câmara, os senadores são eleitos por voto majoritário, e não proporcional. O suplente é escolhido na chapa do senador e não participa da campanha, ou seja, não recebe votos. Assim, caso o senador eleito se ausente, o suplente assume mesmo sem ter sido escolhido nas urnas. A reforma política, então, discutiria a manutenção ou não da suplência no Senado.

SAIBA MAIS:

Para OAB, reforma política merece grande mobilização popular

Presidente da Câmara alfineta PT sobre reforma política

Congresso poderá ser entrave para a reforma política

Dilma admite referendo como consulta popular para reforma política

*****

Link permanente Deixe um comentário

Dia do livro: dez deles para você “devorar”

29/10/2014 at 11:38 (*Liberdade e Diversidade)

dia-nacional-do-livroSabe aquela sensação gostosa que dá quando você fecha um livro pela última vez ao terminar a leitura e pensa: “e agora, qual o próximo?”. Às vezes são tantas opções que fica difícil de fazer uma escolha. 

29 de outubro de 2014

Terra

Neste Dia Nacional do Livro, celebrado em 29 de outubro, o Terra e a Nuvem de Livros pensaram nisso e prepararam uma lista com dez obras que são leitura “obrigatória” para um bom devorador de livros. Confira:

  1. Romeu e Julieta, de William Shakespeare (Editora Nemo)

A história do amor imortal de Romeu e Julieta ganha nova vida nas páginas desta adaptação em estilo mangá. Uma HQ com todo romantismo e emoção da maior história de amor de todos os tempos!

  1. Viagem ao centro da terra, de Julio Verne (Editora Melhoramentos)

Mesclando ficção, informação científica e humor, Julio Verne oferece ao leitor um romance empolgante, em que os personagens são lançados em situações extremas, necessitando dar o melhor de si para superá-las.

  1. O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry (Editora Agir)

“O Pequeno Príncipe” foi escrito e ilustrado por Antoine de Saint-Exupéry um ano antes de sua morte, em 1944. Piloto de avião durante a Segunda Grande Guerra, o autor se fez o narrador da história, que começa com uma aventura vivida no deserto depois de uma pane no meio do Saara. Certa manhã, é acordado pelo Pequeno Príncipe, que lhe pede: “desenha-me um carneiro”? É aí que começa o relato das fantasias de uma criança como as outras, que questiona as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade.

A obra mostra como as “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão valor ao que merece. É nesse livro em que surge a Raposa, terno personagem que ensina ao menino o segredo do amor. “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

nuvem

Nuvem de Livros
Tenha acesso ilimitado à primeira biblioteca virtual do Brasil, com um acervo de mais de 11 mil arquivos e clássicos da literatura nacional e estrangeira. Assine já!

  1. Histórias extraordinárias, de Edgar Allan Poe (Editora Ediouro)

O homem sempre sentiu medo, sobretudo daquilo que não pode entender, do incerto e — por que não dizer? — do proibido. Talvez por isso o horror tenha algo que nos afaste, mas que também nos atraia e nos deixe fascinados. E foi desbravando essa estranha e ambígua sensação que o contista, crítico e poeta americano Edgar Allan Poe se consagrou como um dos mestres do gênero do terror e o pai da literatura policial.

  1. Um rio chamado Atlântico, de Alberto da Costa e Silva (Editora Nova Fronteira)

A obra reúne 16 textos sobre as relações históricas entre o Brasil e a África, sobre a África que moldou o Brasil e o Brasil que ficou na África, publicados desde 1961 em jornais e revistas ou lidos em seminários sobre a história do continente africano. Os autores procuraram não se desatar do poeta Costa e Silva. Se é o poeta quem anda pelas ruas dos bairros brasileiros de Lagos e Ajuda, quem desenha as fachadas das casas térreas e dos sobrados neles construídos pelos ex-escravos retornados do Brasil e quem traz das páginas dos documentos e dos livros as personagens com que se povoam estes ensaios, é o historiador quem lhe guia cuidadosamente os passos.

  1. O tigre em casa e a caça do tigre, de Eduardo Lizalde (Editora Alameda)

É impossível não sentir a grandeza da descrição do tigre, animal plástico que representa o ser humano em suas várias facetas e relações. É impossível não reconhecer o impacto de seus poemas sobre o ódio, ódio que constitui a única prova da existência de alguma coisa. É impossível permanecer impassível diante da mordacidade da série de poemas “Lamentação por uma cadela”. Eduardo Lizalde, nascido em 1929, é um dos grandes poetas mexicanos do século 20.

  1. Há prendisajens com o xão, de Ondjaki (Editora Pallas)

Do chão promovido a almofada, do nosso limite a ele, do nosso encontro sob ele em algum tempo desconhecido, Ondjaki nos transporta para um diálogo com o tempo, com a palavra, com a liberdade da escrita, com a imaginação de seres misteriosos. Descrições de uma natureza em brisa de jangada e zunzum de abelha. E há também o encontro do sentimento com os seres que somos. Mais conhecido como prosador no Brasil, o autor nos oferece sua escrita em poesia construindo (ou desconstruindo) com muita intimidade cada palavra, cada verso, à sombra das árvores, pela alma das gaivotas, perto de um cardume de tardes. Ou do chão.

  1. Relembramentos, de Vilma Guimarães Rosa (Editora Nova Fronteira)

Vilma Guimarães Rosa viaja por memórias para tecer um retrato comovente de seu pai, Guimarães Rosa, considerado por muitos o maior escritor da nossa literatura. Por meio de fotos, cartas, lembranças de um passado rico e cheio de histórias, o pai, sempre rememorado com carinho pela filha, é revelado como um homem singular, amoroso, profundamente religioso e com um senso de humor surpreendente. Relembramentos é uma ode a um gênio feita com a delicadeza de uma escritora inspirada e o amor de uma filha saudosa.

laranja-mecanica

Bastante famosa pelo filme de Stanley Kubrick, a obra Laranja Mecânica é um clássico da literatura

Foto: Nuvem de Livros / Reprodução

  1. Laranja Mecânica, de Anthony Burgerss (Editora Aleph)

Publicado pela primeira vez em 1962, e imortalizado nove anos depois pelo filme de Stanley Kubrick, “Laranja Mecânica” não só está entre os clássicos eternos da ficção como representa um marco na cultura pop do século 20. Meio século depois, a perturbadora história de Alex – membro de uma gangue de adolescentes que é capturado pelo Estado e submetido a uma terapia de condicionamento social – continua fascinando, e desconcertando, leitores mundo afora.

10. Angu de sangue, de Marcelino Freire (Livro Falante)

Neste audiolivro, Marcelino Freire lê os 17 contos que compõem a obra homônima impressa, incluindo Muribeca, Belinha, Moça de Família, Volte Outro Dia, Socorrinho, Filho do Puto, Troca de Alianças, Angu de Sangue, A Senhora que Era Nossa, Os casais, O Caso da Menina, Sentimentos, Faz de Conta que Não Foi. Nada, A Cidade Ácida, The End, J.C.J. e Mataram o Salva-vidas. Ninguém melhor do que o próprio autor, nesse caso, para reafirmar a vida das suas palavras, que cortam, rasgam, furam, rebolam, vão se embrenhando na gente.

SAIBA MAIS

Confira 10 ‘dicas de ouro’ para você mandar bem no Enem

Conheça os 10 melhores livros da literatura brasileira

Jovens brasileiras vencem concurso promovido pela Harvard

*****

Link permanente Deixe um comentário

Academia Sul-Mato-Grossense de Letras comemora 43 anos com chá acadêmico

29/10/2014 at 10:51 (*Liberdade e Diversidade)

ASLACADEMIA SUL-MATO-GROSSENSE DE LETRAS

A ASL (Academia Sul-Mato-Grossense de Letras) que nasceu junto com o Estado de Mato Grosso do Sul, completa 43 anos de existência. Para comemorar a data, realizará amanhã o Chá Acadêmico especial de aniversário, a partir das 19 horas na sede da Associação Campo-grandense de Professores (ACP) sita à rua 7 de setembro, esquina com a rua Rui Barbosa no centro de Campo Grande,MS. Com a participação dos membros da Academia e de convidados, o evento é gratuito e aberto ao público, contando ainda com a apresentação do cantor Antônio Cezar. Para Rubênio Marcelo, Secretário da ASL, a existência da Academia no Estado fortalece a produção literária regional. A academia possui 40 cadeiras, das quais cinco estão desocupadas no momento, e atua na estruturação de ações de fomento como os chás acadêmicos, a produção da “Revista da ASL” – cujo lançamento do número 26 também acontecerá amanhã -, o “Suplemento Cultural” do Jornal Correio do Estado, além de diversos concursos. Ver matéria completa de Ana Karolyna Resquim no jornal “O Estado” de hoje. 

http://www.oestadoms.com.br

*****

Link permanente Deixe um comentário

Dispositivos incentivam a leitura de livros no formato digital

29/10/2014 at 10:12 (*Liberdade e Diversidade)

Sem título2Aplicativos de leitura para Android e iOS despertam o interesse dos leitores que podem folhear ao toque do dedo as suas publicações eletrônicas por intermédio dos e-readers e tablets

29/10/2014

Cleidson Lima*

info@correiodoestado.com.br

Nesta quarta-feira, 29 de outubro, o Brasil comemora o Dia Nacional do Livro. Criada em 1810, a partir da fundação da Biblioteca Nacional no País, essa data comemorativa está cada vez mais sendo esquecida.

Talvez, em virtude de uma oferta gradativa maior para os conteúdos de consumo rápido encontrados em portais e nas diversas redes sociais. Isso, aliado à redução do interesse das pessoas no formato tradicional dos livros em papel. Mas em que a tecnologia pode ajudar para incentivar a leitura?

Desde o surgimento dos leitores de livros eletrônicos, conhecidos por e-readers, teve início um processo voltado à migração de parte das pessoas que folheavam livros somente no papel para um modelo de leitura no formato digital.

Com a popularidade do Epub (Electronic Publication), formato de um arquivo digital padrão específico para e-books, cresceu a oferta do número de dispositivos de leitura em que foram incluídos, posteriormente, os tablets, smartphones com maiores telas e phabets que além de permitir a leitura dos livros digitais agregaram novas funcionalidades com apps que atendem as diversas tarefas.

Dentre os e-readers mais populares, pode-se destacar o Amazon Kindle e Kobo Touch. Com os preços atrativos, esses leitores de livros digitais têm a vantagem de serem melhores para leitura do que os tablets atuais. Mesmo com o enorme poder de processamento de tablets, como o iPad ou Galaxy, os e-readers usam a chamada “tela de e-ink”.

Esse display dá a condição de uma imagem mais natural e próxima a uma página impressa em papel, com pouco reflexo e alta definição do texto. Já as telas dos tablets atuais, desenvolvidas com LED e LCD, oferecem imagens com maior vibração, sendo cansativas para longas horas de leitura. Além disso, as telas dos tablets são um pouco mais reflexivas gerando uma perda sensível na leitura nos lugares com céu aberto.

No caso dos e-readers, uma das suas desvantagens ao se comparar com os tablets é que o conteúdo tem a sua exibição em preto e branco. Isso não ocorre nos tablets, onde os seus usuários podem realizar a leitura dos seus e-books que tenham ilustrações bem coloridas.

Mesmo com as destacadas diferenças entre os e-readers e tablets, a grande vantagem de adotar esses leitores digitais é a facilidade em ter milhares de e-books somente em um só dispositivo e a certeza de que uma publicação eletrônica não irá se deteriorar, como o papel, ao passar o tempo.

Um levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), com os dados compartilhados pelas editoras, mostrou um crescimento de cerca de 225% em 2013 nesse mercado de livros digitais que dá uma tendência ao comércio eletrônico que cada vez mais comercializa novas publicações eletrônicas para os seus leitores.

*Colunista do Suplemento “Info” do jornal Correio do Estado.

****

Link permanente Deixe um comentário

Dia nacional do livro é hoje!

29/10/2014 at 09:12 (*Liberdade e Diversidade)

Sem títulolivroUM MUNDO DE HISTÓRIAS

O Dia Nacional do Livro, celebrado hoje (29/10) marca uma das invenções mais enriquecedoras da humanidade. A data homenageia a fundação da Biblioteca Nacional , no mesmo dia 29 de outubro de 1810. Mesmo com as plataformas de leitura digital como tablets e e-books, os livros físicos continuam muito “queridos. Ver reportagem completa de Luana Ayala e Daiane Líbero no jornal “O Estado MS” de hoje.

http://www.oestadoms.com.br

*****

Link permanente Deixe um comentário