Novas pesquisas mostram Dilma na frente de Aécio a um dia das eleições

25/10/2014 at 21:51 (*Liberdade e Diversidade)

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25 de outubro de 2014

Agência EFE

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, está entre seis e quatro pontos percentuais à frente de seu rival do PSDB, Aécio Neves, segundo duas pesquisas divulgadas um dia antes do segundo turno deste domingo.

No entanto, as enquetes divulgadas neste sábado por Datafolha e Ibope mostram em ambos casos uma redução das intenções de voto da presidente e um avanço de Aécio em relação às pesquisas divulgadas na quinta-feira.

A pesquisa do Datafolha, encomendada pela Rede Globo e pelo jornal “Folha de S. Paulo”, mostrou que a vantagem da petista caiu um ponto em relação à última pesquisa do mesmo instituto, feita na quinta-feira, enquanto o tucano ganhou um ponto percentual.

Segundo o Datafolha, que entrevistou 19.318 pessoas entre ontem e hoje, se as eleições fossem hoje Dilma seria reeleita com 52% dos votos válidos, quatro a mais que Aécio (48%), o que mostra um “empate técnico” entre os candidatos, considerando que a pesquisa tem uma margem de erro de dois pontos percentuais.

Se forem levados em conta os votos brancos e nulos (5%) e os eleitores ainda indecisos (5%), a vitória de Dilma seria por 47%, contra 43% de Aécio.

A diferença entre os candidatos é maior segundo o Ibope, que entrevistou 3.010 eleitores entre ontem e hoje por encomenda da Rede Globo e do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Segundo a pesquisa, com uma margem de erro de dois pontos percentuais, a distância entre ambos é de seis pontos percentuais, o que aponta para uma vitória da atual presidente nas eleições do domingo.

De acordo com Ibope, Dilma receberia 53% dos votos válidos contra 47% de Aécio, enquanto na pesquisa anterior, divulgada na quinta, a governante contava com 54% das intenções de votos válidos, contra 46% do tucano.

Levando em conta os votos totais, a presidente ganharia com 49%, enquanto o candidato do PSDB obteria 43%.

As enquetes divulgadas por Datafolha e Ibope diferem de outra publicada hoje pela empresa MDA, por encomenda da Confederação Nacional do Transporte (CNT), que mostrou Aécio na frente de Dilma.

Com uma margem de erro de dois pontos percentuais, a MDA atribuiu ao tucano 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% da petista, o que significa um empate técnico entre ambos.

No primeiro turno das eleições, no último dia 5 de outubro, Dilma foi a mais votada, com 41,59% dos votos, contra 33,55% de Aécio.

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Ibope mostra empate técnico entre Reinaldo e Delcídio do PT

25/10/2014 at 21:31 (*Liberdade e Diversidade)

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Os dois candidatos estão empatados tecnicamente

25 de Outubro de 2014

G1

Reinaldo Azambuja e Delcídio do Amaral estão empatados tecnicamente (Foto: Correio do Estado)

Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (25) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para governador de Mato Grosso do Sul:

– Delcídio do Amaral (PT): 51%

– Reinaldo Azambuja (PSDB): 49%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

O levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 13, Reinaldo tinha 51% e Delcídio, 49%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Morena.

Votos totais

Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:

– Reinaldo Azambuja (PSDB): 46%

– Delcídio do Amaral  (PT): 45%

– Branco/nulo: 4%

– Não sabe/não respondeu: 5%

Na margem de erro, os candidatos estão empatados tecnicamente.

O Ibope ouviu 812 eleitores em 32 municípios entre os dias 17 a 19 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Eleitoral Regional sob o número MS-0072/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01135/2014.

Rejeição

O Ibope perguntou, independentemente da intenção de voto, em qual candidato o eleitor não votaria de jeito nenhum. Veja os números:
Reinaldo – 37%

Delcídio – 36%

Expectativa de vitória

O Ibope também perguntou aos entrevistados quem eles acham que será o próximo governador de Mato Grosso do Sul, independentemente da intenção de voto. Para 44%, Delcídio sairá vitorioso; 42% acreditam que Reinaldo ganhará; 14% não sabem ou não responderam.

1º turno

No primeiro turno, Delcídio teve 42,92% dos votos válidos e Reinaldo, 39,09% (veja os números completos da apuração em Mato Grosso do Sul).

Presidência da República

 Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (25) aponta os seguintes percentuais de votos válidos na corrida presidencial apenas com eleitores de Mato Grosso do Sul:

– Aécio Neves (PSDB) – 51%

– Dilma Rousseff (PT) – 49%

A pesquisa foi encomendada pela TV Morena.

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

O Ibope ouviu 812 eleitores em 32 municípios entre os dias 22 a 24 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Eleitoral Regional sob o número MS-0079/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-1186/2014.

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Justiça argentina condena 15 à prisão perpétua por genocídio na ditadura

25/10/2014 at 15:04 (*Liberdade e Diversidade)

militares condenados na argentina

Quinze militares da reserva e civis foram condenados à prisão perpétua, nesta sexta-feira, por violações dos direitos humanos cometidas em um centro clandestino de detenção na última ditadura argentina (1976-1983) – informou a Justiça

(© AFP/Arquivos)

25/10/2014

AFP

Buenos Aires (AFP)

Quinze militares da reserva e civis foram condenados à prisão perpétua, nesta sexta-feira, por violações dos direitos humanos cometidas em um centro clandestino de detenção na última ditadura argentina (1976-1983) – informou a Justiça.

Cerca de 20 militares e civis foram julgados por um tribunal oral de La Plata (62 km ao sul de Buenos Aires) pela aplicação de tortura e pelo assassinato de 135 pessoas – entre elas, a filha de Estela de Carlotto, líder da organização Avós da Praça de Maio.

Nesse julgamento, foram investigadas as violações dos direitos humanos cometidas no centro clandestino conhecido como “La Cacha”. Funcionava na periferia de La Plata.

A sala do tribunal ficou lotada durante a audiência.

A “avó” Estela Carlotto estava acompanhada do neto Guido, o qual reencontrou recentemente, após quase quatro décadas de busca. Os dois se abraçaram, enquanto o público aplaudia a leitura da sentença, segundo as imagens transmitidas pela Internet pelo Centro de Informação Judicial.

No banco dos réus, estava mais uma vez o ex-chefe da polícia da província de Buenos Aires Miguel Etchecolatz, que acumulou uma segunda condenação à prisão perpétua.

“Condenando Miguel Etchecolatz à pena de prisão perpétua por sua cumplicidade no genocídio cometido na última ditadura militar”, leu um dos juízes, que repetiu a mesma sentença para os demais réus.

Além dos militares da reserva, há membros do Serviço Penitenciário e civis, como o ex-funcionário do regime Jaime Smart.

O tribunal sentenciou ainda um marine e outros três civis a penas entre 12 e 13 anos de prisão. Eles também receberão baixa das Forças Armadas.

O corpo da desaparecida militante peronista de esquerda Laura Carlotto, filha de Estela, de 83 anos, e mãe do músico Guido Montoya, de 36, foi entregue à família em 1978, após ser executado pelos membros de La Cacha.

Em seus 37 anos de existência, a organização Avós da Praça de Maio, fundada por Carlotto, conseguiu devolver a identidade de 115 bebês roubados na ditadura (1976-1983). Outros 400 filhos de presos políticos desaparecidos são procurados até hoje.

De rádio a uma sinistra maternidade

La Cacha era uma antiga estação de rádio, que passou a ser usada pelo Comando 101 de Inteligência do Exército, operando como maternidade clandestina. Acredita-se que Laura Carlotto tenha dado à luz Guido nesse local.

Segundo sobreviventes, também passou pelas masmorras de La Cacha o desaparecido Antonio Bettini, pai de Carlos Bettini, atual embaixador argentino na Espanha.

Desde que foram anuladas as Leis de Anistia no país, há dez anos, 547 ex-militares e ex-policiais foram condenados – informou nesta sexta à AFP uma fonte da Procuradoria de Crimes contra a Humanidade.

Dos ditadores, o único ainda vivo é o ex-general Reynaldo Bignone, de 85 anos, que cumpre seis condenações por graves violações dos direitos humanos.

Cerca de 30 mil pessoas desapareceram na ditadura – afirmam organismos de defesa dos direitos humanos.

Este ano, Carlotto recebeu distinções e reconhecimento internacional por seu trabalho humanitário na organização.

Leia mais:

Dois policiais são mortos em tiroteio na Califórnia

Mali promete fazer todo o possível para evitar…

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Aécio ultrapassa Dilma na pesquisa CNT/MDA

25/10/2014 at 14:44 (*Liberdade e Diversidade)

Aécio e DilmaO levantamento mostrou que Aécio inverteu a curva de queda e voltou a subir nas pesquisas (© Ricardo Moraes/Reuters) 

Exame.com

Marcelo Poli

São Paulo – A pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado mostra que o candidato Aécio Neves (PSDB) tem 50,3% dos votos válidos, enquanto Dilma Rousseff (PT) possui 49,7%.

Os candidatos continuam tecnicamente empatados, já que a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais. O nível de confiança do levantamento é de 95%.

O levantamento mostrou que Aécio inverteu a curva de queda e voltou a subir nas pesquisas. Nos últimos números apresentados pelo CNT/MDA, o tucano contava com 49,5%, e Dilma 50,5%.

A Pesquisa realizada 23 e 24 de outubro de 2014 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR – 01199/2014. Foram entrevistadas 2.002 pessoas de 137 municípios de 25 Unidades da Federação.

MAIS NOTÍCIAS

Não há como ter certeza de quando resultado…

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Em busca de um novo horizonte utópico (Leitura do dia)

25/10/2014 at 14:10 (*Liberdade e Diversidade)

utopia“É preciso criar formas de expressar, articular e mobilizar a vasta galáxia de movimentos e sensibilidades que buscam mudanças mais profundas”.

Para deter a onda conservadora, é preciso derrotar Aécio. Mas limites da esquerda clássica ficaram claros nessa eleição. Saberemos ir além?

22/10/2014

Por Antonio Martins | Colaborou Graziela Marcheti | Imagem: Henri Cartier-Bresson

Houve quem estranhasse quando Outras Palavras estampou em manchete, no domingo do primeiro turno, um texto sobre um partido-movimento espanhol – o Podemos. Não foi premonitório, mas refletiu um desconforto. No momento em que o país vive um impasse; em que o projeto de mudanças suaves realizado com êxito dos últimos doze anos parece esgotado; em que perduram, latentes, o “espírito de junho” e a consciência de que é necessária uma rodada de transformações mais profundas – foi nesse exato instante que o sistema político produziu uma eleição inteiramente vazia de propostas e dirigida pelo marketing.

Os resultados apareceram horas mais tarde, logo após a apuração. Tornou-se evidente o risco de um retrocesso em múltiplos terrenos – político, social, cultural. Inimaginável há algumas semanas, a hipótese de uma vitória de Aécio Neves, com restauração do governo das velhas elites, é agora uma ameaça real. Na Câmara dos Deputados, PT e PCdoB, os principais partidos da esquerda histórica, perderam, respectivamente, 20% e 40% de suas antigas bancadas – ao todo, 24 parlamentares (enquanto o PSDB ganhou 11). Personagens claramente identificados com o conservadorismo moral, a ditadura militar e a repressão aos movimentos sociais – como Celso Russomano (SP), Jair Bolsonaro (RJ) ou Luiz Carlos Heinze (RS) – receberam enxurradas de votos. Quase metade dos deputados eleitos agora (248, entre 513) declara ter patrimônio milionário – eram 116, em 2002. Cresceram as bancadas do fundamentalismo religioso, dos ruralistas e “da bala” – a ponto de um estudo do Diap considerar que este é “o Congresso mais conservador do pós-1964”. No Senado, o passo atrás foi simbolizado pelas vitórias de José Serra sobre Eduardo Suplicy (SP) e de Lasier Martins sobre Olívio Dutra (RS). Na disputa presidencial, a maré pró-Aécio engolfou, como destaca Guilherme Boulos, redutos populares que tradicionalmente votam à esquerda: em São Paulo, por exemplo, estendeu-se a Campo Limpo, Itaquera, Ermelino Matarazzo e Sapopemba…

Até agora, a maior parte das avaliações procura apontar, como causa principal do fenômeno, um recuo do próprio eleitorado, uma “onda conservadora”. Em São Paulo, epicentro da ressaca, abundam os lamentos e as intenções declaradas de mudar-se de estado ou de país… Às vezes, o argumento ganha ares de sofisticação sociológica. Ao engordar a “nova classe média”, argumenta-se, os governos petistas teriam engrossado as fileiras do setor social que, ao fim das contas, desejará liquidá-los.

Mas falta a estas análises algo essencial. Inúmeros exemplos históricos desmentem a hipótese segundo a qual eleitores recém-emersos da pobreza tendem a votar à direita. A “onda conservadora” não era inevitável. Ela formou-se nas três semanas anteriores às urnas, como resultado de um erro tático grosseiro – porém revelador. Ao estabelecer como seu objetivo central a desconstrução de Marina Silva e de seus acenos a uma “nova política”a campanha de Dilma Rousseff primeiro resgatou Aécio Neves; depois, presenteou-o com o enorme volume de votos antigovernistas gerado pela fadiga e impasse do projeto lulista. Deu asas à cobra. Escolheu como adversário de segundo turno o candidato que unifica e consolida o arco conservador. Imaginou que, ao fazê-lo, pudesse repetir o cenário dos três pleitos presidenciais anteriores – desconsiderando o desgaste do lulismo e o surgimento de uma nova geração de esquerda, com cujo imaginário não quis dialogar.

Erros tão primários nunca são fortuitos. O que levou a campanha de Dilma a demonizar Marina não foram as diversas contradições da candidata do PSB, mas o que ela trazia – ao menos em discurso – de transformador. O atual sistema político aprisiona e paralisa o lulismo, mas também o alimenta e conforta. Diante da possibilidade de ruptura, enunciada em junho de 2013 e relembrada por Marina, ainda que como eco longínquo, a reação foi de assombro e recuo.

Por isso, não bastará derrotar Aécio, em 26 de outubro – por importante que isso seja. A maré conservadora só será enfrentada quando surgirem formas de expressar, articular e mobilizar a vasta galáxia de movimentos e sensibilidades que buscam uma nova onda de mudanças mais profundas. É provável que estas formas não caibam no quadro partidário atual e é instigante examinar alternativas que têm surgido, diante de impasses semelhantes, em outras partes do mundo. Talvez o cenário brasileiro esteja maduro para partidos-movimento como o Podemos, na Espanha, ou o Syriza, na Grécia. É o que veremos, nas quatro matérias que dão sequência a este texto.

Leia mais:

> Anatomia de um erro grosseiro

A campanha Dilma queixa-se com razão das ações golpistas de Aécio. Mas quem colocou no segundo turno o candidato das elites?

> Terá chegado a hora de um Podemos?

Por que pode ser útil, ao Brasil, a experiência dos novos partidos-movimento – que querem mudar o sistema político e têm apoio popular crescente

> Por um programa de mudanças profundas

Nas importantes mobilizações dos últimos anos, há esboço de novo projeto para o país. Não será hora de desenvolvê-lo?

> Contra o retrocesso, o “voto Duvivier”
Dilma será incapaz de realizar transformações de que país necessita. Mas elegê-la, evitando grande passo atrás, interessa especialmente a quem percebe este limite

[ou clique aqui para ler a série toda, num único texto]

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Charge do Clayton: Aécio,Dilma e a Maçã do Poder

25/10/2014 at 10:50 (*Liberdade e Diversidade)

claytonCharge do Clayton no jornal “O Povo” do Ceará. Supimpa!

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BBC Brasil: Último debate da campanha pode influenciar os votos dos indecisos?

25/10/2014 at 10:39 (*Liberdade e Diversidade)

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25/10/2014

BBC Brasil

Último evento da campanha presidencial, o debate da TV Globo, na noite desta sexta-feira, dividiu analistas ouvidos pela BBC Brasil quanto a um potencial impacto sobre os cruciais votos indecisos, cobiçados tanto por Dilma Rousseff (PT) quanto por Aécio Neves (PSDB).

Nas pesquisas divulgadas na quinta-feira, Dilma aparece com vantagem sobre Aécio. De acordo com o Datafolha, a candidata do PT tem 53% das intenções de voto, contra 47% do adversário, do PSDB. Já segundo o Ibope, a petista tem 54%, contra 46% do tucano. As duas sondagens têm margem de erro de dois pontos percentuais.

Ao término do último embate entre os dois candidatos, no entanto, a grande pergunta é: a dois dias do segundo turno de uma das eleições mais acirradas desde a redemocratização do país, o desempenho dos oponentes pode trazer vantagens ou desvantagens nas urnas?

Para Carlos Manhanelli, presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, não deve haver grande impacto.

“O eleitor indeciso sai desse debate da mesma forma como entrou. Não acho que haverá um reflexo muito intenso, pois não foi gerado um fato novo, uma grande novidade. A lógica de comparação foi a mesma, as trocas de acusações também. Não vejo grande diferença”, avalia.

Já o cientista político Carlos Pereira, da FGV-Rio, acredita que pode, sim, haver um reflexo.

Ele atenta para os níveis de audiência do embate televisivo, que teria batido de 30 a 40 pontos em diversas capitais brasileiras, segundo dados preliminares. “É difícil avaliar agora, mas a percepção que tive é de que o desempenho dos candidatos pode refletir em alterações das intenções de voto nos próximos dois dias, sim”, diz.

48 horas

Mais enfático, o cientista político Ricardo Ismael, professor da PUC-Rio, acredita que o debate deverá influenciar os eleitores, sobretudo os indecisos.

“Esse debate vai ter um grande impacto na votação, sim, e nem seria necessário um fato novo durante os embates. O debate por si só é o fato novo. Houve grande audiência, aparentemente o Brasil parou para assistir. Resta saber como refletirá nas intenções de voto”, avalia.

“Haverá repercussão nas próximas 48 horas. Eu acho que amanhã de manhã a primeira pesquisa não captará inteiramente esse reflexo. As pessoas vão discutir, trocar opiniões, e até a votação o efeito poderá se cristalizar nas intenções de voto”, acrescenta.

Ismael atenta ainda para três grupos que estariam na mira dos candidatos nesta reta final da campanha: os eleitores que votaram em Marina Silva (PSB) no primeiro turno e sinalizam a intenção de anular o voto na segunda rodada; os indecisos e os eleitores que têm preferência por um candidato, mas ainda não descartaram alterar o voto na última hora.

Desempenho

Para os analistas, os candidatos tiveram desempenhos semelhantes aos debates anteriores, com pequenas alterações dignas de nota.

Esperava-se que o candidato Aécio Neves explorasse mais as denúncias apresentadas pela revista Veja contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Ele abriu o debate com uma questão sobre a Veja, mas depois não retomou o assunto. Creio que a estratégia foi pontuar a questão, mas não saturar o eleitor, para evitar que o tema se tornasse um tiro pela culatra”, diz Carlos Pereira, da FGV-Rio.

Para Ricardo Ismael, da PUC-Rio, Aécio saiu-se bem ao optar por uma estratégia mais ousada. “Ele partiu para as perguntas mais difíceis. Denúncia da Veja, porto em Cuba, apostou em questões contundentes. Já Dilma optou por suas zonas de conforto: Pronatec, Minha Casa, Minha Vida, níveis de emprego”, avalia.

Já Carlos Manhanelli, da Associação Brasileira de Consultores Políticos, diz que embora Aécio tenha se saído muito bem, Dilma mostrou-se mais treinada, mais tranquila e com expressões mais suaves do que em debates anteriores. “É visível que o media training dela surtiu efeito. Ela gaguejou muito menos, mostrou-se mais segura”, avalia.

Bastidores

Do lado de fora da arena onde ocorria o confronto, dezenas de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas não convidados assistiam resignados ao último encontro entre os candidatos antes das eleições por televisores espalhados na sala de imprensa.

Logo no início, uma coordenadora de produção murmurou à assistente, preocupada com o buffet montado para atender a imprensa.

“Manda o pessoal trazer a comida que sobrou lá dos candidatos para servir aqui para os jornalistas. Senão vai estragar nos camarins.”

Pouco tempo depois, na medida em que o tom mais agressivo crescia entre os candidatos, o banheiro masculino localizado na sala de imprensa, o único da área, rapidamente se tornou uma espécie de “zona de paz”, um ponto de encontro entre correligionários de Dilma Rousseff e Aécio Neves.

Por ali passaram empresários e parlamentares de todas as matizes políticas, como o empresário João Dória Jr, o governador da Bahia Jacques Wagner (PT), o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) e o senador eleito José Serra (PSDB).

Bem humorado, Wagner contou que conversou com Serra no local. O conteúdo da conversa ele não revela.

Já o faxineiro responsável pela limpeza do banheiro (“Estou cansado. Quero que isso acabe logo para ir para casa”), diz não querer saber de política.

“Vou votar nulo”, rebateu sucintamente quando questionado pela reportagem se votaria em Dilma ou em Aécio.

Entrevistas

Ao fim do debate, a petista e o tucano deram entrevistas coletivas a jornalistas. A primeira a responder à imprensa foi Dilma, que roubou a cena.

Questionada por um jornalista sobre o que faria se descobrisse “eventualmente” que o esquema de corrupção da Petrobras teria abastecido um suposto caixa dois de sua campanha, como publicado pela revista Veja, a presidente respondeu categoricamente: “não existe esse ‘se’ na minha campanha. Próxima (pergunta)”.

A pergunta seguinte seria de um jornalista angolano e, logo depois, de um repórter japonês que, com um português claudicante, mas compreensível, questionou Dilma sobre a segurança dos investimentos na Olimpíada do Rio 2016.

“Olha, se eu bem entendi a sua pergunta”, disse a petista, e abriu um sorriso antes de responder.

Dilma finalizou lembrando um trocadilho do último debate, quando foi interrompida por uma assessora da TV Globo por ter ultrapassado o tempo. Interrompida mais de duas vezes, ela concluiu a frase e soltou: “já falei que vocês estão ficando com mania de tempo”.

Após a petista, foi a vez de Aécio subir ao púlpito e conversar com jornalistas.

O tucano criticou o que disse ser um “aparelhamento” da Petrobras pelo PT e afirmou que, se eleito, “vai demitir imediatamente” a diretoria da estatal. Ele falou que vai “priorizar profissionais de carreira” em detrimento de indicações políticas.

Aécio afirmou também que quer trazer a inflação “para baixo do centro da meta”.

Ele criticou ainda “os vândalos criminosos que atacaram a sede de um importante veículo de comunicação”, em alusão aos atos de vandalismo na sede da editora Abril, que aconteceram na noite dessa sexta-feira.

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Grupo protesta contra revista Veja em frente ao Grupo Abril

25/10/2014 at 10:07 (*Liberdade e Diversidade)

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Grupo protesta contra revista Veja em frente ao Grupo Abril Cerca de 200 pessoas protestaram contra a revista Veja e fizeram pichações (Foto: Reprodução)

Veja 2Uma faixa com os dizeres: “Veja mente! Pig” foi colocado no portão do prédio (Foto: Reprodução)

24 de outubro de 2014

Terra

Um grupo de cerca de 200 pessoas, segundo a Polícia Militar (PM), fez um protesto, nesta sexta-feira, em frente ao Grupo Abril, em protesto pela reportagem da revista Veja desta semana, que afirma ter o doleiro Alberto Youssef dito, em delação premiada, que Dilma Rousseff e Luiz Inácio lula da Silva sabiam de um esquema de corrupção na Petrobras.

O grupo jogou lixo do lado de dentro do prédio, fez pichações e colocaram uma faixa com o escrito: “Veja mente! Pig”. Os manifestantes também gritaram que a revista prega o ódio  contra os nordestinos. A PM foi chamada e por volta das 20h o protesto acabou.

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Presidente da Federação Nacional de Jornalistas visita Correio do Estado

25/10/2014 at 09:13 (*Liberdade e Diversidade, Hermano de Melo)

Celso Schroder Presidente da Fenaj Celso Schröder em sua visita ao Correio do Estado (Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado)

24 de Outubro de 2014

Celso Schröder está na Capital participando da Semana de Jornalismo da UFMS 

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas Celso Schröder, esteve nesta sexta-feira (24) em visita de cortesia ao jornal Correio do Estado. Ele estava acompanhado pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do Sul (Sindjor), Geraldo Duarte Ferreira.

Celso

Celso Schröder – presidente da Fenarj

Na oportunidade, foram tratados de assuntos como o papel da imprensa nessas eleições, perspectivas da profissão, o jornalismo impresso e on-line, as mídias sociais da área em nível mundial, entre outros.

Ele veio a Campo Grande para participar da Semana de Jornalismo (Semajor) na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Sua conferência foi sobre o tema “A profissionalização do mercado jornalístico sul-mato-grossense nos últimos 25 anos”.

Schröder também é presidente da Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe (Fepalc) e vice-presidente da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ).  É professor do curso de Jornalismo da PUC-RS desde 1986, além de integrante (como titular) do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, cargo que também ocupou de 2004 a 2006.

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Semajor da UFMS encerrou ontem com palestra de Celso Schröder

25/10/2014 at 08:56 (*Liberdade e Diversidade)

Semana do jornalismo da UFMS

Semajor 2014 - mesa com ex-alunos

Celso Schröder na SemajorFlagrantes da SEMAJOR 2014, que se encerra hoje (25) com almoço na UFMS (Fotos: Instagram)

Após três dias de intensos debates, a programação oficial da SEMAJOR 2014  (Semana de Jornalismo da UFMS) se encerrou ontem (24/10) à noite no auditório do Curso de Arquitetura da UFMS, em Campo Grande,MS,com a palestra do presidente da FENARJ, Celso Schröder. Durante cerca de uma hora ele teceu comentários sobre a importância do jornalismo e do Jornalista. Fez considerações ainda sobre a crise atual do jornalismo, falou sobre as redes sociais e o papel delas na sociedade brasileira. Após sua palestra, dois outros palestrantes comentaram sobre a fala de Celso: Nery Kaspary (jornal O Estado) e Edson Silva, professor da UFMS. Houve um consenso de que a presença do repórter no local onde os fatos acontecem é de suma importância para a credibilidade do jornalismo brasileiro. Todos se referiram à questão ética – e sua importância no jornalismo – mas não se comentou sobre a importância de um órgão de suma importância no resguardo dessa questão: os Conselhos Profissionais e o diploma de jornalista (Cadê nosso diploma ministro Gilmar Mendes?). Sem esses dois elementos acima, como controlar a questão ética no jornalismo do dia-a-dia (Vide, por exemplo, o que acabou de acontecer com a capa da revista “Veja”, que antecipou sua edição – que normalmente sai aos sábados – para colocar manchete depreciativa e comprometedora da candidata Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, com objetivos certamente eleitoreiros. E durma-se com um barulho desses!

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