Alternância de poder seria entre quem e quem? (Leitura da noite)

16/10/2014 at 21:43 (*Liberdade e Diversidade)

CasteloDe Castelo Branco a João Figueiredo, a ditadura alternou cinco generais no poder entre 1964 e 1965. Doc Golpe de 1964/YouTube/ Reprodução

Alguns dizem que ‘alternância’, a pretexto para devolver o governo às elites, é democracia. Democracia é respeitar decisão do povo, em condições de disputa igual.

16/10/2014

Por Emir Sader*, na RBA

A alternância de partidos no governo é boa em si mesma? É elemento essencial da democracia? Hoje, ela significaria trocar que blocos de partido por outros e que setores sociais por outro?

De repente, quando um governo liderado pelo PT, depois de três tentativas,conquista a Presidência da República e faz governos de grande apoio popular, vem essa história de que “a alternância é saudável”.

Um tema que nunca tinha sido formulado antes. Quando o PSDB de Fernando Henrique perdeu, foi derrotado porque seu governo foi rejeitado pela maioria da população, não porque ele cedesse a presidência em aras da alternância e da democracia.

Alternância significaria rodízio de partidos ou de governantes. É preciso lembrar que o Lula, saindo do governo com mais de 80% de apoio, foi pressionado por aliados para se dispusesse a um terceiro mandato, mediante uma reforma constitucional que o permitisse, situação de que todos diziam que ele sairia vitorioso. O ex-presidente rechaçou a ideia, considerando-a prejudicial ao processo democrático.

Preferiu lançar Dilma Rousseff como candidata à sua sucessão e triunfou. Essa foi uma alternância. Alternância de presidentes, submetidos ao voto popular para saber se o povo deseja a continuidade das mesmas políticas, com outro presidente ou não.

Inerente à democracia é a soberania popular, o voto universal, em igualdade de condições de todos os candidatos, para decidir quem deve governar. A continuidade das elites no poder no Brasil se dá ao longo dos séculos, sob formas distintas. Mais recentemente, sob ditadura militar e sob governos neoliberais.

É preciso recordar que, com medo da eleição do Lula, os partidos de direita repeliram a reeleição. Porém, como foi eleito FHC, fizeram aprovar no Congresso a reeleição – com compra de votos, conforme denúncias contundentes, porém arquivadas, mesmo com testemunhos dos diretamente envolvidos –, para brindar a FHC um segundo mandato.

A alternância que faz parte inerente da democracia é a submissão do governante ao voto popular, periodicamente, para ser confirmado ou substituído. E a limitação a dois mandatos, de forma a que seja necessário, para dar continuidade a um mesmo governo, lançar outros candidatos.

Por si só, a alternância não é nenhuma garantia de democracia. Tantas vezes os partidos no governo mudam e mantém as mesmas políticas. O caso do México, há mais de 80 anos, é o de uma continuidade de várias décadas do PRI no governo, substituído pelo PAN em 2000, por dois mandatos, e o governo e o País não mudaram nada, pioraram sempre, governado pela mesma elite. O Brasil, durante a ditadura, teve cinco presidentes diferentes num intervalo de 21 anos e que alternância poder isso representou?

No caso brasileiro atual, quando a Marina invocou a alternância para tentar justificar o que até um tempo atrás ela mesma negava – que subiria ao palanque tucano para apoiar a um tucano para presidente –, é outra coisa. É o correlato daquilo que une a direita brasileira, à qual a Marina se somou: o objetivo de tirar o PT do governo, para o qual vale tudo, de manipulação midiática, pesquisas fajutas, até apelar a pomposas palavras vazias como essa – alternância.

É como se a Marina dissesse: chega de políticas sociais para todos, chega de tanta Bolsa Família, de tanta soberania externa. Chega, seria hora de retornar ao governo dos que sempre governaram: os bancos privados, a grande mídia monopolista, o alinhamento com os Estados Unidos. Alternância para entregar de novo o governo às elites tradicionais, aos ricos e poderosos de sempre, e dizer que isso é democracia? Democracia é respeitar a decisão do povo, em condições de disputa igual, sem monopólio privado da mídia e sem o poder do dinheiro elegendo candidatos – desafios que ainda a serem superados em nossa democracia.

*Sociólogo e cientista político brasileiro.

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Veja frases do debate entre presidenciáveis no SBT

16/10/2014 at 21:16 (*Liberdade e Diversidade)

debate sbt

TV SBT promoveu segundo confronto direto entre candidatos à Presidência do Brasil (Foto: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil / Divulgação)

Foi o segundo confronto direto entre os candidatos à Presidência no 2º turno das eleições 2014

16 de outubro de 2014

O segundo debate entre os candidatos à presidência da República no segundo turno, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), foi realizado na tarde desta quinta-feira, em São Paulo, e transmitido pelo SBT. Confira as frases mais marcantes do debate:

“O Brasil tem, pela primeira vez, o combate sistemático da corrupção. Onde estão os corruptos da compra da reeleição? Todos soltos. Da compra dos trens? Todos soltos. Da pasta rosa? Todos soltos. Do processo Sivan, da privataria tucana, aquela do limite da irresponsabilidade. (…) Eu sou responsável por investigar nesse país, sou responsável por punir”, disse Dilma.

“Eu acredito e confio nas nossas instituições. Todos esses casos foram investigados, se as pessoas estão soltas é porque as provas não existiram. (…) Onde estão as pessoas do seu partido? Presos. O tesoureiro do seu partido? Está preso. O ex-presidente do seu partido? Preso. O Ministro mais importante do seu governo foi preso.”, respondeu Aécio.

“O Promete foi inspirado nas Estes de São Paulo. (…) O Pro uni foi uma inspiração em Goiás, no governo do PSDB que permitiu que se ampliasse vagas nas universidades. (…) A senhora acha que é dona dos programas, ninguém é dona desse Brasil”, disse Aécio.

“Se o senhor gosta tanto dos nossos programas, porque não fez quando era governo federal? Você era líder do governo quando o seu partido governou”, disse Dilma.

“A senhora permitiu ser sucedida na Casa Civil, o cargo que a senhora gosta de dizer que é o mais importante depois da presidência, pela sua amiga e braço direito que foi ali fazer negócios, e por isso foi demitida. Candidata, não me meça com sua régua”, disse Aécio.

“Não houve nenhuma acusação contra a ex-ministra chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, que não fosse similar a sua. Sabe qual é? Emprego de parente, o senhor empregou um irmão, um tio, três primas e três primos. É disso que se trata, candidato. Eu nunca fiz isso na minha vida”, responde Dilma.

“O ex-diretor da Petrobras afirmou ao Ministério Público Federal que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra recebeu propina para esvaziar uma CPI da Petrobras. É muito fácil o senhor ficar fazendo denúncias. Por isso é que eu digo que o que importa, quando a gente verifica que o PSDB recebeu propina para esvaziar uma CPI, o que importa candidato é investigar”, disse Dilma.

“Não importa de qual partido, tem que investigar, a investigação tem que ir a fundo. Pela primeira vez a senhora dá credibilidade às denúncias do senhor Paulo Roberto Costa. Ele que disse que 2% das obras sob sua responsabilidade iam para o seu partido”, respondeu Aécio.

“O que me surpreende na senhora é o diagnóstico. Agora há pouco a senhora disse que a inflação não é um problema do governo, é problema sazonal. Comigo é tolerância zero com a inflação. A senhora terceiriza de novo as responsabilidades dizendo que é dos Estados essa responsabilidade constitucional (da segurança pública). Meu amigo, minha amiga, se for eleito presidente da República eu assumo aqui esse compromisso, vou liderar pessoalmente uma política nacional de segurança, que começa com a proibição do contingenciamento dos recursos”, falou Aécio.

“Eu acho que o senhor está usando números incorretos. O que acontece, candidato, é que a Constituição atribuiu aos Estados o controle da segurança nos Estados, mas eu acho que isso tem de mudar. Eu quero mudar isso, eu acho que a União tem de participar. Nós mostramos durante a Copa que quando a União participa, articuladamente com os Estados, e quero dizer os doze Estados onde nós tínhamos centros de comando e controle, nós conseguimos conter todas as formas de violência”, respondeu Dilma.

“Eu fico me perguntando quando vou à sua cidade, quando vou à Porto Alegre, onde é que está o metrô anunciado pelo seu programa de governo? Quando vou à minha Belo Horizonte, onde está o metrô que aparece lá como obra do seu governo? Quando vou, a Cuiabá, quando vamos a Curitiba, onde estão essas obras? A senhora tem um conjunto de boas intenções que a ineficiência do governo lamentavelmente não permitiu que ainda saíssem do papel”, desse Aécio.

“Você de fato não tem muito conhecimento, porque você não sabe onde está o metrô. O metrô está sendo construído pelo prefeito que é seu aliado. Nós demos dinheiro para o prefeito e o prefeito está construindo o metrô. (…) Quero dizer, candidato, que era bom o senhor passear um pouco pelo Brasil e ver que tem metrô sendo construído no Rio de Janeiro, pelo prefeito, pelo governador Pezão, tem metrô sendo construído no Ceará, em Fortaleza”, respondeu Dilma.

“Acredito, candidato, que ninguém pode, sem sofrer as consequências, dirigir nem drogado nem bêbado. Eu, candidato, não dirijo sob álcool e droga. E isso é uma questão que não afeta só a mim, afeta a todos os brasileiros. Agora, acredito que a Lei Seca trouxe um bem para o País, um bem para os nossos jovens e para os nossos adolescentes”, disse Dilma.

“Candidata, tenha coragem de fazer a pergunta direto. É claro que essa é uma iniciativa extraordinária, e não é sua, é do Congresso Nacional. A senhora traz nesse debate, talvez pelo desespero, e tenta deturpar um tema que tem que ser colocado com absoluta clareza. Eu tive um episódio sim, que parei numa Lei Seca porque minha carteira estava vencida e ali naquele momento inadvertidamente não fiz o exame e me arrependi disso. Não como a senhora, que não se arrepende de nada no seu governo”, respondeu Aécio.

“Meu amigo, minha amiga que nos ouve, para a presidente da República a inflação não é problema, ela não tem nenhuma proposta, nenhuma solução para enfrentar essa questão. Eu pergunto a quem nos ouve agora: você compra com o mesmo dinheiro de hoje o que comprava há seis meses atrás? Se compra, deve votar na candidata Dilma Rousseff. Mas não adianta você mascarar a realidade, candidata, hoje infelizmente a inflação voltou a atormentar a vida dos brasileiros e das brasileiras, porque o seu governo foi leniente com ela”, disse Aécio.

“Eu não vou combater a inflação com os métodos do senhor, que é desempregar, arrochar os salários e não investir. Vocês falam que querem fazer inflação convergir para 3%. É importante que a dona de casa que está nos escutando saiba o que acontecerá se ela for para 3%. Nós vamos ter uma taxa de desemprego de 15%”, respondeu Dilma.

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Giba Um: Isis Valverde especial

16/10/2014 at 16:57 (*Liberdade e Diversidade)

Sem título***

Comentário do blog: Supimpa!

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Mídia em campanha: Já foi explícito (Leitura do dia)

16/10/2014 at 16:44 (*Liberdade e Diversidade)

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15/10/2014

Por Mauro Malin na edição 820 do Observatório da Imprensa

 

Escreve um leitor do Observatório da Imprensa: “Eu nunca vi, na história desse país, a mídia, sob a escusa de informar, fazer campanha eleitoral ostensivamente”. Admita-se que, por falha de digitação, tenha ficado de fora o advérbio “tão”: “tão ostensivamente”. Com ou sem o advérbio faltante, o leitor está enganado. Ou é muito jovem, ou se esqueceu de fatos passados.

Talvez caiba até a constatação contrária: a mídia jornalística faz cada vez menos campanha ostensiva para candidatos. Repita-se pela enésima vez que os jornais nasceram completamente partidários. No Brasil, para citar um caso notório do século 20, Carlos Drummond de Andrade, em Belo Horizonte, antes de ir morar no Rio de Janeiro, foi redator e editor do Diário de Minas, do Partido Republicano Mineiro.

Censura

Nos períodos em que imperou a censura (1937-1945 e 1969-1976) não havia espaço para jornais e revistas partidários, em alguns momentos nem sequer oposicionistas, embora logo essa restrição tenha sido contornada, tanto nos anos 1940 como nos anos 60 e 70, por revistas ou jornais que reuniam a intelectualidade oposicionista (DiretrizesSeiva e Continental, entre outras, no primeiro período, Revista Civilização BrasileiraFolha da SemanaO PasquimMovimentoOpiniãoCoojornalO Repórter, entre outros, no segundo).

É possível imaginar que a censura tenha entortado as mentes jornalísticas, mas isso não durou muito, porque a explicitação voltou com a maior naturalidade nos períodos de liberdade, quando a mídia foi primeiro majoritariamente anticomunista e antigetulista (governo Dutra) e assim permaneceu depois, com a famosa exceção da Última Hora de Samuel Wainer na década de 1950. Os jornais não apenas apoiaram o movimento que desembocou no golpe de 1964: vários deles fizeram parte da trama, como o Estado de S.Paulo, o Globo, os Diários Associados e por aí afora.

Ditadura

Durante a implantação da ditadura, foram histericamente anticomunistas e apoiaram babando de contentamento o regime. Exceção foi o Correio da Manhã, que pediu estridentemente o golpe e pouco depois recuou, sendo por isso exterminado. Mesmo destino teve a Última Hora, que, claro, fora contra o golpe.

Depois do AI-5, os veículos da grande imprensa apoiaram sem pestanejar a repressão contra “subversivos”, ou melhor, colaboraram com ela, divulgando suas mentiras, ou, pior, fornecendo veículos para operações repressivas, como se imputa à Folha de S.Paulo. Mas a partir de determinado ponto, que variou de veículo para veículo, começaram a migrar para a oposição ao regime.

A grande exceção da redemocratização da mídia foi constituída pela TV Globo, pela Rádio Globo e pelo jornal O Globo, cujo primeiro grito de inconformidade só seria dado por uma reportagem que colocou a nu a trama do Riocentro, na festa de Primeiro de Maio de 1981. A TV Globo ainda apresentaria o grande comício pelas Diretas na Praça da Sé, em São Paulo, no dia 25 de janeiro de 1984, como uma multidão reunida para comemorar o aniversário da cidade.

Jornal do Brasil, que havia malufado em troca de dinheiro, e com isso perdido 30 mil de cerca de 100 mil assinantes, providenciou uma adesão à Nova República com o caderno “Tancredo, a restauração”, publicado no dia 15 de janeiro de 1985. O caderno foi editado em dez dias, ou seja, entre 5 e 14 de janeiro: quando já não havia mais dúvida sobre a derrota de Paulo Maluf no Colégio Eleitoral, no dia 15.

O apoio já foi bem mais ostensivo, sim. Abaixo vão ilustrações, uma de setembro de 1960 e outra de maio de 1989.

O que não quer dizer que a mídia jornalística hoje não faça campanha. Faz, sim, e muita. Melhor seria assumir claramente suas posições, abandonando definitivamente a hipocrisia e o embuste de uma falsa objetividade – contanto que o noticiário fosse razoavelmente preservado da mentira, da distorção, do enviesamento malandro ou truculento.

globo 1

Veja

Veja 2

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Meu primeiro automóvel (Crônica da tarde)

16/10/2014 at 15:48 (*Liberdade e Diversidade)

Oswaldo Barbosa de AlmeidaOSWALDO BARBOSA DE ALMEIDA*

Quem nunca sonhou em ter seu próprio automóvel? Mesmo aqueles nascidos em “berço de ouro” esperam ansiosos completar a maioridade para poder ganhar dos pais o primeiro carro, símbolo de independência e de status social.

primeiro automóvel

O primeiro automóvel

Acalentando tal sonho, aprendi a dirigir na única autoescola então existente por aqui, a “Modelo”, de Marcos Moacir Rolim. Foi no único veículo que ela usava para as aulas de direção, um utilitário modelo “Candango”, da marca DKW-Vemag. Nessa época eu trabalhava no Banco Agro Pecuário de Campo Grande, o BANAGRO, de que já falei antes neste espaço, e tinha minhas aulas à noite e aos sábados. Certo dia um colega de trabalho me viu dirigindo o “jipinho” da autoescola, com o instrutor do lado e, no dia seguinte, no banco, fez o maior escarcéu perante os demais colegas, zombando de mim, dizendo que não sabia para quê eu estava aprendendo a dirigir, se nem poderia comprar carro. Levei na brincadeira e não respondi às provocações.

Concluído o curso, me inscrevi no órgão de trânsito, que funcionava junto à única delegacia de polícia da cidade, na esquina da Rua 14 de Julho com a Sete de Setembro, para prestar o competente exame. O examinador era o cidadão Pepino Giordano, tido como enérgico e rigoroso. Eu iria ser avaliado no mesmo veículo em que tivera minhas aulas práticas de direção. No dia e horário designados, o instrutor da autoescola me entregou o carrinho em frente à delegacia e nele assumi a direção, tendo ao lado o examinador. Eu tremia de nervoso e o exame foi um desastre: cometi muitos erros ao longo do percurso, a ponto de o examinador dizer que iria me aprovar com muito receio; pediu que eu não me aventurasse pelo centro da cidade antes de praticar bastante.Sem título

Depois disso continuei andando a pé por muito tempo ainda, pois o sonho do carro próprio estava longe de se realizar. Só alguns anos depois, já trabalhando no Banco do Estado de São Paulo (BANESPA), pude, enfim, comprar meu primeiro carro, uma velha “Rural Willys”, com cerca de oito anos de uso, mas em bom estado e com a mecânica em forma. Foi um colega de trabalho que intermediou o negócio e dirigiu a máquina até minha casa quando a recebi do vendedor, um comerciante da Rua 14 de Julho. Em seguida, tratei de seguir a recomendação do examinador, pegando a poderosa e tocando por ruas semidesertas e estradas rurais a fim de praticar no domínio do veículo. Logo pude, orgulhoso, levar a filha pequena à escola, a mulher ao seu trabalho e seguir para o banco.

Depois dessa tive outra “Rural”, também de segunda mão mas um pouco mais nova, até que, por intermédio de um consórcio, que vinha pagando havia muito tempo, fui contemplado por sorteio e pude, enfim, ser o feliz proprietário do primeiro carro “zero quilômetro”, um Volkswagen sedan, o “Fusca”, naqueles tempos o sonho de consumo de muita gente.

A “Rural” era um carro muito apreciado. Mais adiante, quando pudemos ter o segundo carro da família, adquiri outra, também “seminova”, como hoje se diz.

*Advogado e escritor (coxim.oba@gmail.com)

**Artigo publicado hoje (16/10/2014) no jornal Correio do Estado.

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Aécio merece vencer disputa contra Dilma, diz The Economist

16/10/2014 at 13:24 (*Liberdade e Diversidade)

The economist

Capa da edição para a América Latina da revista britânica The Economist; para publicação, Aécio Neves “merece vencer” eleição presidencial (Foto: Reprodução)

Em matéria sobre as eleições presidenciais, revista britânica diz que economia brasileira “estagnou e o progresso social diminuiu” no governo Dilma

16 de outubro de 2014

Terra Brasil

A edição para a América Latina da revista britânica The Economist desta semana traz uma reportagem de capa sobre as eleições presidenciais no Brasil. Com o título “Porque o Brasil precisa mudar”, a publicação se posiciona dizendo que Aécio Neves (PSDB) “merece vencer” a disputa contra Dilma Rousseff (PT).

Para a publicação, a economia do País “estagnou e o progresso social diminuiu” no governo Dilma. Já Aécio Neves “provou que pode fazer suas políticas econômicas funcionarem”.

A The Economist criticou o atual governo dizendo que o Brasil terá o pior desempenho entre os países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), ficando à frente apenas da Rússia, em função das sanções econômicas que o país europeu tem sofrido.

Além disso, a revista diz que o governo causou danos à Petrobras e à indústria de etanol, mantendo pressionado o “preço da gasolina para mitigar o impacto inflacionário de sua política fiscal frouxa”.

Dilma liderou a votação no primeiro turno da eleição porque a maioria dos brasileiros ainda não sentiu o esfriamento da economia no seu dia a dia e pelo fato de Aécio ainda não ter conseguido explicar aos mais pobres suas propostas de reformas, “que vão beneficiá-los em vez de machucá-los”, escreveu a revista. “Se o Brasil quer evitar outros quatro anos de deriva, é vital que ele [Aécio] tenha êxito”.

De acordo com a matéria, os oito anos de Aécio à frente do governo de Minas Gerais transformaram o Estado “em um exemplo de boa administração com algumas das melhores escolas do País”. A revista destaca as propostas do candidato do PSDB para política macroeconômica, a promessa de cortar o número de ministérios, a simplificação do sistema tributário e para impulsionar o investimento em infraestrutura.

Além da economia, a revista britânica criticou a postura de Dilma Rousseff durante a eleição por ataques a Marina Silva (PSB), candidata derrotada no primeiro turno que já declarou seu apoio à candidatura tucana, os 39 ministérios do governo federal e a “falta de toque político de Lula”. Para a The Economist, Dilma “não mostra nenhum sinal de que tem aprendido com seus erros”.

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Charge do Clayton em “O Povo” de Fortaleza (CE)

16/10/2014 at 13:07 (*Liberdade e Diversidade)

charge de Clayton no jornal O Povo (CE)Charge do Clayton em “O Povo” de Fortaleza (CE) de hoje (16/10). Super!

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UPA é lacrada após suspeita de Ebola em Foz do Iguaçu, no PR

16/10/2014 at 12:54 (*Liberdade e Diversidade)

Ebolz

16/10/2014

Marco Antônio Carvalho, Mário Braga, Igor Gadelha

MSN / Estadão

A Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu, no Paraná, lacrou às 9h desta quinta-feira, 16, uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade por suspeita de Ebola. Um homem que esteve em Serra Leoa há 23 dias procurou atendimento ainda durante a madrugada e forçou a medida de isolamento de cerca de 30 pacientes e profissionais de saúde que estão no local, seguindo o protocolo internacional em casos suspeitos.

O caso foi confirmado pela Secretaria, que ainda não possui detalhes do estado de saúde do paciente, que teria apresentado febre e dor de cabeça.

A UPA João Samek, no bairro Jardim das Palmeiras, foi fechada e as pessoas que estavam na unidade estão impedidas de deixar a unidade. A Secretaria de Saúde do município afirmou ao Estado que o Ministério da Saúde já foi acionado e que profissionais devem ser enviados à cidade do oeste paranaense para lidar com o caso suspeito.

A expectativa é que o paciente seja transportado para o Rio de Janeiro.

A cidade está localizada a cerca de 140 quilômetros de Cascavel, onde na semana passada também houve registro de uma suspeita. Um homem que tinha vindo da Guiné ao Brasil e apresentou febre foi transferido ao Rio de Janeiro, onde foi descartada a suspeita da presença do vírus.

Serra Leoa é o segundo país com maior número de casos de infecção na atual epidemia. De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), são 1.183 mortes entre 3.252 infectados.

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Petrobras: a mídia esconde o debate real (Crônica do meio-dia)

16/10/2014 at 12:30 (*Liberdade e Diversidade) ()

Petrobrás

Operação Lava Jato poderia desvendar esquemas de aparelhamento do Estado praticados há décadas. Mas alvo eterno dos jornais é Dilma, que tentou romper a prática

14 DE OUTUBRO DE 2014

Por Luis Nassif, no GGN

A Operação Lava Jato, que investiga esquemas que atuavam na Petrobras, provavelmente terá um alcance e desdobramentos similares ao da CPI do Orçamento, no início dos anos 90.

Dela, nasceu um conjunto de medidas – das quais a mais ostensiva foi a Lei 8666, das licitações – que manietaram completamente a administração pública, sem reduzir a corrupção.

De lá para cá, criou-se uma enorme parafernália burocrática, que apenas especializou os esquemas existentes.

No seu depoimento, Paulo Roberto Costa envolve outros diretores e informa que o aparelhamento da Petrobras ocorreu ininterruptamente nos governos Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique Cardoso e Lula. E a conta recai sobre Dilma, a primeira a tentar romper essa prática.

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Da CPI do Orçamento para cá houve enorme sucessão de episódios, investigações, CPIs, todas varridas para baixo do tapete pela enorme influência política dos corruptores.

Foi assim com a CPI do Banestado, com a CPI dos Precatórios, com a CPI de Cachoeira – que, aliás, levantou esquemas entre grupos de mídia e organizações criminosas – e com diversas operações da Polícia Federal, como a Satiagraha – que envolvia o Banco Opportunity -, com a Castelo de Areia – que flagrou a Construtora Camargo Correia em sua atividade paulista.

As CPIs naufragaram devido a pactos entre os partidos, já que praticamente todos tinham rabo preso; as Operações da PF foram paralisadas devido à interpretação de determinados Ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre aspectos formais das investigações.

***

Agora, Lava Jato traz com riqueza de detalhes algo que era nítido desde a CPI do Banestado, a enorme zona cinzenta da economia que passa pelo caixa dois operador por doleiros, com a cumplicidade de grandes bancos – como o Safra -, pelos operadores da máquina, pelos tesoureiros dos partidos políticos e pelos governantes loteando os cargos atrás da governabilidade.

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Trata-se de um jogo fundamentalmente hipócrita. No poder, todos os partidos praticam as mesmas jogadas; na oposição, as mesmas denúncias.

Do lado dos grupos de mídia, a hipocrisia não é menor. A Operação Lava Jato recebe ampla visibilidade porque, no momento, existe um objetivo político claro por trás da cobertura. Enquanto perdurar o interesse político, haverá cobertura. Depois, o mesmo desinteresse que levou ao engavetamento dos escândalos da Satiagraha e Castelos de Areia.

Do lado do MPF e da PF, quase tão escandaloso quanto o próprio episódio é o vazamento seletivo de depoimentos, um rodízio escancarado entre as diversas publicações, uma constante que parece não ter sido interrompido com a nomeação do Procurador Geral da República Rodrigo Janot.

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É importante entender que nesse jogo não há santo.

Apesar da evidente má vontade da mídia com o PT, é evidente que o partido permitiu a perpetuação desse modelo. Apesar da evidente boa vontade da mídia com o PSDB, é evidente que o partido também sempre recorreu a esses mesmos esquemas.

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A esperança é que desta vez o Judiciário seja suficientemente rigoroso – e imparcial – para que se reduza da vida política nacional essa excrescência, comum a todas as democracias mas que no Brasil alcançou níveis intoleráveis.

E essa ação remete a outro problema: a reforma política, como garantir a governabilidade sem entrar na lama até o pescoço.

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Aécio recebe apoio de Feliciano e outros líderes evangélicos

16/10/2014 at 11:52 (*Liberdade e Diversidade)

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Feliciano disse que, embora considere o PSDB de esquerda, o que une seus projetos é o anseio de tirar o PT da presidência

Foto: Facebook / Marco Feliciano / Reprodução

16 de outubro de 2014

Terra Brasil

O candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) esteve, nesta quarta-feira, em um encontro com líderes evangélicos no Centro de São Paulo. Entre os participantes estava Marco Feliciano (PSC), conhecido por, em meio a acusações de racismo e homofobia, ter presidido a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados no ano passado. As informações são do Estado de S. Paulo.

Durante o evento, o presidenciável recebeu apoio de Feliciano e cerca de outros 300 líderes religiosos. Eles deram sugestões para um possível governo tucano.

“Disse a Aécio que ele vai enfrentar a fúria dos movimentos sindicais que são extremamente radicais. O PT vai usar todos os movimentos sindicais possíveis para fazer a vida dele ficar um pouco mais complicada”, disse Feliciano ao jornal. Embora considere o PSDB um partido de esquerda, ele contou que o que une seus projetos é o anseio de tirar o PT da presidência. “O pessoal do Aécio, mesmo sendo socialista, tido como um partido de esquerda, é uma esquerda moderada, que conversa, que dialoga. O que não acontece com o PT e afins”, completou.

O encontro foi organizado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e contou também com o senador José Serra (PSDB) e o candidato à presidência no primeiro turno Pastor Everaldo (PSC). Diferente da maioria dos eventos do tipo, este não foi divulgado oficialmente na agenda da campanha do tucano.

“Não sei porque não foi divulgado. Foi um mero acaso. Pode ter sido decisão de última hora”, explicou ao Estado de S. Paulo José Agripino (DEM-RN), coordenador-geral da campanha tucana à presidência.

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*Comentário do blog: PSDB de esquerda? Será que é mesmo?

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