A onda conservadora e um caminho para enfrentá-la (Leitura da noite)

09/10/2014 at 22:28 (*Liberdade e Diversidade)

onda conservadoraPara derrotar Aécio, Dilma precisa compreender que modelo dos últimos doze anos esgotou-se. Mas ela terá ânimo para giro à esquerda?

09/10/2014

Por Guilherme Boulos / Outras Palavras

O último domingo revelou eleitoralmente um fenômeno que já se observava ao menos desde 2013 na política brasileira: a ascensão de uma onda conservadora. Conservadora não no sentido de manter o que está aí, mas no pior viés do conservadorismo político, econômico e moral. Uma virada à direita.

Talvez, o recente período democrático brasileiro não tenha presenciado ainda um Congresso tão atrasado como o que foi agora eleito. O que já era ruim ficará ainda pior. O pântano de partidos intermediários, cujo único programa é o fisiologismo, cresceu consideravelmente. A bancada da bala e os evangélicos fundamentalistas tiveram votações expressivas em vários Estados do país.

O deputado mais votado no Rio Grande do Sul foi Luis Carlos Heinze, que recentemente defendeu a formação de milícias rurais para exterminar indígenas. No Pará, foi o Delegado Eder Mauro. Em Goiás, o Delegado Waldir, com um pitoresco mote de campanha que associava seu número (4500) com “45 do calibre e 00 da algema”. No Ceará foi Moroni Torgan, ex-delegado e direitista contumaz. No Rio de Janeiro, ninguém menos que Jair Bolsonaro, que há muito deveria estar preso e cassado por apologia ao crime de tortura.

Isso sem falar da cereja do bolo, São Paulo, que desde 1932 orgulha-se em ser a vanguarda do atraso. Alckmin foi reeleito com quase 60% de votos. Serra suplantou facilmente Suplicy e, tal como em 2010, não teve pudores em recorrer ao conservadorismo mais apelativo. Desta vez, com a redução da maioridade penal como bandeira. O deputado federal mais votado foi Celso Russomano e o terceiro, o Pastor homofóbico Marco Feliciano. Dois coronéis, Telhada e Camilo, conseguiram vagas na Assembleia Legislativa.

Como não falar numa onda? Onda que teve como crista a surpreendente votação de Aécio Neves para a presidência, que ficou apenas 8% atrás de Dilma quando todos os institutos de pesquisa apontavam o dobro de diferença. De São Paulo levou –direto para o aeroporto de Cláudio– 4 milhões de votos de vantagem em relação à Dilma.

São Paulo, que foi o berço das mobilizações de junho de 2013. Contradição? Nem tanto.

Por um lado, as jornadas de junho expressaram uma descrença de que as transformações populares se darão por dentro destas instituições. Foram sintomas de uma aguda crise urbana, traduzida no tema da mobilidade. E deixaram um legado positivo com o crescimento das mobilizações populares, ocupações e greves no último período. Esta vertente esquerdista de junho talvez tenha se manifestado eleitoralmente –além da votação no PSOL– pelo aumento das abstenções e votos inválidos. Neste ano somaram 29,03%, mais do que os 26,93% do primeiro turno de 2010 e do que os 26,79% que definem a média das eleições brasileiras desde 1994.

Mas junho teve outra vertente, que deixou rescaldos mais marcantes. A direita saiu do armário. Passou a adotar abertamente um discurso mais ousado e raivoso. Os velhinhos do Clube Militar tiraram a poeira das fardas para defender uma reedição de 64. Homofóbicos, racistas e elitistas passaram a falar sem pudores de suas convicções. Isso tudo se sintetizou num antipetismo feroz que correu o país. As ofensas a Dilma em estádios da Copa apenas repetiram o cântico que foi ecoado nas ruas meses antes.

E não foi só a elite. Alguns petistas ainda não compreenderam. Pensaram estar lidando com uma segunda versão do movimento “Cansei”. E por isso são incapazes de entender o que ocorreu no último domingo. Aécio ganhou no Campo Limpo, Itaquera, Jardim São Luis, Ermelino Matarazzo e Sapopemba. Elite?

O que o PT teimou em não compreender é que o modelo de governo que adotou nos últimos doze anos chegou ao esgotamento. Junho de 2013 foi um sintoma disso. O pacto social construído por Lula em 2002 não funciona mais. A ideia de que todos os interesses são conciliáveis, de que todos podem ganhar, depende do crescimento econômico e da desmobilização das forças sociais.

O que temos hoje é o contrário. Uma sociedade muito mais polarizada e uma economia beirando a recessão. A mágica de agradar a todos acabou e o povo sente necessidade de mudanças. Quem teve força política para capitanear o discurso da mudança não foi a esquerda, mas a direita. O sentimento é difuso e despolitizado, por isso pôde ser encarnado farsescamente pelo PSDB após o declínio de Marina Silva.

Este segundo turno será um divisor de águas. A burguesia brasileira provavelmente se alinhará em bloco com Aécio Neves, seu candidato puro sangue. Se o PT quiser disputar o discurso direitista com Aécio corre grave risco de ser derrotado e ainda sair desmoralizado para uma eventual oposição a partir de 2015.

Outra alternativa que tem é apontar o rumo de transformações populares para o próximo mandato, o que não fez nos últimos doze anos. Fazer o combate pela esquerda. Se o fizer, terá um preço a pagar em relação à base aliada e aos financiadores. Dificilmente o fará.

O mais provável é que recorra a uma retórica semelhante à de 2006 contra Alckmin, dos de baixo contra os de cima, sem maior consequência prática. Mas o momento é outro e o discurso da mudança está com muito mais capilaridade inclusive entre os de baixo. A eficácia pode não ser a mesma. A onda conservadora está vindo com força e, agora ou em 2015, obrigará o PT a reposicionar-se na conjuntura, para lá ou para cá.

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Ibope e Datafolha mostram empate técnico entre Dilma e Aécio no segundo turno

09/10/2014 at 22:09 (*Liberdade e Diversidade) ()

dilma e aécioIbope: Aécio e Dilma têm empate técnico no 2º turno

Candidatos disputam o segundo turno das eleições presidenciais em 26 de outubro

Foto: Paulo Whitaker (L), Washington Alves / Reuters

09 de outubro de 2014

Terra

Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) estão empatados tecnicamente no segundo turno das eleições para presidente, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (9). O candidato tucano obteve 46% da preferência do público, enquanto a petista foi escolhida por 44% dos entrevistados – a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Ainda de acordo com o levantamento, 6% dos entrevistados optaram pelo voto nulo ou em branco, enquanto 4% não souberam responder.

Ao levar em conta apenas os votos válidos, o Ibope apontou que Aécio obteve 51% da preferência dos eleitores, e Dilma, 49%.

O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo. Foram entrevistados 3.010 eleitores em 205 municípios entre os dias 7 e 8 de outubro. Com nível de confiança de 95%, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01071/2014. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

1º turno

Aécio Neves e Dilma Rousseff disputarão o segundo turno das eleições para presidente em 26 de outubro. Candidata à reeleição, Dilma recebeu no primeiro turno, no domingo (7), 43.267.668 votos (ou 41,59% dos votos válidos). O senador Aécio, por sua vez, obteve 34.897.211 votos (33,55% dos votos válidos).

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Dilma-AecioDilma Rousseff e Aécio Neves disputam segundo turno em 26 de outubro

Foto: Eco Desenvolvimento

09 de outubro de 2014

Terra

Datafolha: em empate técnico, Aécio tem 46%, e Dilma, 44%

Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (9), Dilma Rousseff e Aécio Neves (PSDB) estão empatados tecnicamente. O levantamento apontou que 46% dos entrevistados escolheram o candidato tucano para o cargo de presidente, enquanto 44% optaram pela petista. Brancos e nulos somaram 4%, e 6% não souberam responder.

Levando em conta apenas os votos válidos, Aécio obteve 51% da preferência dos entrevistados, e Dilma, 49%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos apareceram com empate técnico.

O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo. Foram entrevistados 2.884 eleitores em 178 municípios brasileiros, na quarta-feira (8) e nesta quinta-feira (9). Com nível de confiança de 95%, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01068/2014. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

1º turno

Aécio Neves e Dilma Rousseff disputarão o segundo turno das eleições para presidente em 26 de outubro. Candidata à reeleição, Dilma recebeu no primeiro turno, no domingo (7), 43.267.668 votos (ou 41,59% dos votos válidos). O senador Aécio, por sua vez, obteve 34.897.211 votos (33,55% dos votos válidos).

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Marina faz exigências para apoiar Aécio; veja lista

09/10/2014 at 17:57 (*Liberdade e Diversidade)

Marina - exigências

Marina fez exigências inegociáveis para apoiar Aécio Neves no 2º turno

Foto: Nacho Doce / Reuters

Carta assinada por Marina pedirá abandono da proposta de redução da maioridade penal e compromisso com a reforma agrária

09 de outubro de 2014

Débora Melo e Thiago Tufano / Terra

O apoio de Marina Silva à candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência vai depender da resposta que o tucano dará a uma série de exigências feitas pela ex-candidata e seu grupo político, a Rede Sustentabilidade.

Uma carta assinada por Marina será enviada a Aécio. O documento pedirá, por exemplo, o abandono da proposta de redução da maioridade penal e atenção à reforma agrária, o que indica um pedido de virada à esquerda na postura do tucano.

A proposta de redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos é uma das principais bandeiras da candidatura de Aécio. Para a Rede, no entanto, “em uma visão progressista de segurança, não há espaço para propostas como a redução da maioridade penal ou a precarização das condições de apenamento de menores”.

Marina disputou a Presidência pelo PSB e ficou em terceiro lugar, com 21% dos votos. Dilma e Aécio, que tiveram 41% e 33%, respectivamente, estão no segundo turno. De acordo com Walter Feldman, porta-voz da Rede, a ex-candidata agora aguarda a resposta do tucano para definir seu apoio. “A Marina quer um aceno de Aécio em direção à nova política”, disse ao Terra.

Em uma carta endereçada aos partidos de sua coligação (PSB, PHS, PRP, PPL, PPS e PSL), Marina diz que a candidatura de Aécio é a “candidatura identificada com o sentimento de mudança”.

“Aguardo com tranquilidade e confiança a manifestação individual ou coletiva dos partidos, sobre os compromissos que precisam ser assumidos pela candidatura identificada com o sentimento de mudança, de modo que eles se expressem atitudes políticas, ações e modelo de governança que de fato materializem um novo tempo para o Brasil. Essa manifestação (lista de propostas) e a resposta que ela obtiver serão fundamentais para minha manifestação individual, que será feita oportunamente neste segundo turno”, escreveu Marina aos partidos.

Segundo Feldman, as exigências de Marina são as mesmas explicitadas em nota publicada hoje pela Rede Sustentabilidade. Embora afirme que nem a candidatura de Aécio, nem a de Dilma, representam a “mudança”, o texto da Rede reafirma que não recomenda voto em Dilma Rousseff e libera seus militantes para votar nulo, em branco ou em Aécio Neves.

Veja alguns pontos da lista de exigências de Marina:

– Fim da reeleição; adoção do mandato de cinco anos; fortalecimento dos plebiscitos, referendos e consultas à sociedade

– Respeito à sustentabilidade ambiental

– Abandono da proposta de redução da maioridade penal

– Compromisso com a reforma agrária para a redução dos conflitos fundiários e assentamento das 85 mil famílias que estão hoje à espera de terra

– Demarcação de terras indígenas, quilombolas e proteção às populações e aos povos tradicionais

– Prioridade à educação integral na Educação Básica, valorizando também os professores

– Compromisso efetivo com a meta de zerar a perda da cobertura florestal no Brasil e de avançar na criação de unidades de conservação da natureza; respeito às “20 metas de Aichi” para a conservação da biodiversidade, aprovadas na COP 10, realizada no Japão em 2010

– Revisão do fator previdenciário

– Combate à discriminação racial, de gênero, de orientação sexual, religiosa e social

– Compromisso em diversificar a matriz com expansão das fontes renováveis, limpas e seguras (solar, eólica, de biomassa e dos biocombustíveis de segunda geração); ampliação da geração distribuída, com a meta de agregar 1 milhão de casas com sistemas de autogeração de energia a partir de painéis solares fotovoltaicos e de ter 3 milhões de casas com aquecimento solar de água até 2018

– Reforma política profunda

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Corrida de Rua: Volta das Nações tem 26 mil atletas inscritos em Campo Grande,MS

09/10/2014 at 17:34 (*Liberdade e Diversidade)

Volta das naçõesEM SUA SEXTA EDIÇÃO, O EVENTO NESTE ANO CONTARÁ COMO O SORTEIO DE UM VEÍCULO 0 KM, ALÉM DE 76,5 MIL EM PRÊMIOS  AOS PARTICIPANTES

A estrutura para a 6ª Maratona Internacional do Pantanal Volta das nações começou a ser montada ontem, no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande,MS. O evento que acontece no próximo domingo (12), já conta com 26,4 mil corredores – as inscrições continuam abertas. Além do sorteio de um automóvel 0 km, serão distribuídos R$ 76.5 mil em premiações. Ver matéria completa de Rafael Bueno na edição de hoje (9/10) do jornal Correio do Estado.

http://www.correiodoestado.com.br

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Rede diz que nem Aécio nem Dilma representam a mudança

09/10/2014 at 15:43 (*Liberdade e Diversidade)

PSB

Líderes da coligação que teve Marina como candidata se reuniram em Brasília, nesta quinta-feira, 9 de outubro (Foto: Charles Sholl / Futura Press)

9 de outubro de 2014

Débora Melo / Terra

Grupo de Marina Silva já recomendou voto nulo, em branco ou em Aécio, mas afirma que tanto a candidatura tucana quanto a petista não apontam para uma “saída política de profundidade”

Embora já tenha recomendado voto nulo, em branco ou em Aécio Neves (PSDB), a Rede Sustentabilidade, grupo político de Marina Silva, divulgou nota nesta quinta-feira na qual afirma que a candidatura do tucano não representa o desejo de “mudança” do povo brasileiro. A mesma opinião já havia sido anunciada em relação à candidatura da presidente Dilma Rousseff (PT).

Marina Silva disputou a Presidência pelo PSB e acabou em terceiro lugar, com 21% dos votos. Dilma e Aécio, que tiveram 41% e 35%, respectivamente, estão no segundo turno. A expectativa agora é que Marina anuncie apoio a Aécio, mas, para isso, o tucano deverá incorporar ao seu programa uma lista de propostas enviadas por Marina como condição.

De acordo com a nota enviada pela Rede nesta quinta, “o resultado do primeiro turno tornou evidente que a maioria da sociedade não aprova o atual governo e que não quer sua continuidade”. Por outro lado, a nota diz que o resultado das urnas “revelou também que esse desejo de mudança foi tragado para dentro da velha polarização PT x PSDB e aprisionado nos limites de uma estrutura política em crise profunda (…), dificultando a escolha de uma alternativa real de mudança”.

O texto afirma ainda que “nenhum dos caminhos aponta para uma saída política de profundidade”, para concluir: “A Rede Sustentabilidade, ao mesmo tempo que saúda e respeita o desejo de mudança, tem o dever de reconhecer que a sociedade brasileira não encontrou ainda o caminho, as condições e o tempo de realizá-la”.

Por fim, a nota diz que “em respeito aos que votaram em Aécio acreditando na mudança, aos que não definiram sua posição e aos que não se sentem representados pela polarização que persiste há 20 anos, delegamos a cada militante avaliar em qual dessas alternativas as propostas de mudança qualificada, expressa pela candidatura Marina Silva, estará melhor representada”.

Segundo Walter Feldman, porta-voz da Rede, o grupo aposta na candidatura de Aécio como representante da mudança e apenas aguarda uma resposta do tucano sobre as exigências feitas por Marina. “Não é a mudança sonhada pela Rede com a candidatura da Marina, mas é uma mudança”, disse, reafirmando que o grupo recomendou voto anti-Dilma aos militantes. “Dilma, não.”

Uma reunião entre os partidos que compuseram a coligação de Marina (PSB, PHS, PRP, PPL, PPS e PSL) foi realizada na manhã de hoje, em Brasília – destes, apenas o PSB e o PPS já anunciaram apoio a Aécio.

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Bolsonaro quer disputar presidência em 2018

09/10/2014 at 15:14 (*Liberdade e Diversidade, Hermano de Melo) ()

Jair Bolsonaro

6/10/2014

Brasil 247

O deputado federal Jair Bolsonaro, reeleito com o mais votado no Rio, disse, nesta segunda-feira (6), em entrevista ao portal Terra, que pretende disputar a Presidência da República em 2018.

“Eu pretendo disputar como presidente da República. Se o meu partido não sinalizar para isso, eu vejo para onde eu posso ir. A direita tem cara, tem voto, tem vergonha na cara”, disse o líder do PP no Rio, que ainda conseguiu eleger o filho, Eduardo, por São Paulo, para ser seu companheiro de Congresso. Na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, seu outro filho, Flávio, se reelegeu deputado estadual – foi o terceiro mais votado.

“Eu fiz uma campanha com R$ 200 mil, com uma equipe de 20 pessoas, com amigos. Eu não tenho líder comunitário comigo. Não tenho um cargo indicado, sindicato, não tenho nada. Não tenho nicho nenhum. Essa é a minha origem”, afirmou. “Quem não gosta de mim, não gosta. Não posso agradar a todos e nem quero. Minhas bandeiras continuarão sendo as mesmas”, completou.

As tais bandeiras são as que políticos da ala conservadora, que brigam, como costumam dizer, “pelo direito da família”, defendem, como ser contra o desarmamento, a união civil entre pessoas do mesmo sexo, legalização da maconha e manutenção da maioridade penal em 18 anos de idade.

“A política de cotas é uma mentira e estimula o racismo”, diz ainda. Não quero ser profeta, mas se der a Dilma (no segundo turno) vocês vão ver o que vai ser o Marco Civil da internet. Eles querem dominar a internet e vocês, jornalistas, vão ser essa válvula de escape. “Os cubanos vão ficar com inveja”, ironizou sobre o controle do governo que ele apregoa acontecer.

Militar de carreira, Bolsonaro também defende o fim da Comissão Nacional da Verdade, que investiga casos de tortura e morte na ditadura – ele, como sempre diz, considera a Revolução de 64. “Nós, militares, costumamos dizer que eles (membros da comissão) não têm coerência. Ela (presidente Dilma) faz uma comissão onde ela escolhe a dedo as pessoas. É uma vergonha isso tudo. Uma vergonha ‘dada as condições'”, vocifera, antes de emendar mais uma frase venenosa: “eu considero a Comissão da Verdade como uma cafetina”.

Diante da indagação da reportagem sobre o porquê de tal “adjetivo”, ele explica: “é como se uma prostituta e cafetina decidisse que queria escrever um livro, escolhe sete prostitutas e no final ela escreve. É uma força de expressão, é uma comparação, mas não deixa de ser verdade”.

Em seu discurso fica claro ainda que ele espera atingir principalmente o eleitorado anti-petista. “A Petrobras tem que ser ‘despetizada’. Só tem petista da ociosidade e do sindicalismo. Vão querer inviabilizar o governo destruindo o trabalho do processo. É por isso que o PT desarmou o povo. Eu defendo o amplo direito a defesa, como do Estado totalitário. O PT tem medo de uma revolução popular”, finalizou.

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*Comentário do blog: A direita se ouriça!

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Dilma e Aécio: que a vida íntima não vire baixaria na TV

09/10/2014 at 12:52 (*Liberdade e Diversidade)

Dilma-Aecio

Fotos: Divulgação

Em 09/10/2014

Jeff Benício / Terra

Uma nova guerra começa hoje. A propaganda eleitoral na TV será retomada e seguirá até o dia 24. Quarenta minutos diários de embate serão divididos entre os presidenciáveis em dois blocos: das 13h às 13h20 e das 20h30 às 20h50.

O primeiro programa deste segundo turno irá ao ar à noite. Dilma Rousseff (PT) surgirá primeiro na tela por ter sido campeã de votos no dia 5. Em seguida entra Aécio Neves (PSDB). A partir de amanhã haverá alternância.

Muitos jornalistas de política preveem artilharia pesada entre a petista e o tucano. Nas redes sociais os ataques entre eles começaram logo após o resultado das urnas.

Na TV a estratégia será basicamente a da comparação de estatísticas sobre economia, geração de empregos e outras áreas relevantes. Dilma vai contrapor os números dos 8 anos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) aos 12 anos de gestão do PT.

Aécio deverá ressaltar dados positivos da era FHC e mostrar que Dilma, em alguns segmentos, não manteve os gráficos de crescimento herdados de Lula. O senador mineiro insistirá que representa a ‘mudança segura’ e o voto antipetista.

As denúncias de irregularidades e os escândalos políticos também estarão em pauta. O cardápio será o mesmo: privatizações, mensalão, mensalão mineiro, Petrobras.

Caso o confronto entre Dilma e Aécio fique na seara das planilhas e do denuncismo será benéfico ao telespectador. O temor geral é de que os marqueteiros apelem para a vida pessoal dos candidatos, na tentativa de desonrar o concorrente e escandalizar o eleitor.

O brasileiro costuma ter memória curta, mas a maioria das pessoas se lembra do episódio lamentável ocorrido em 1989, quando a propaganda de Fernando Collor de Mello acusou Lula de pressionar uma ex-companheira a abortar. Aquela foi um das piores baixarias já vistas na política nacional.

A erupção de boatos desta eleição tenta desqualificar Dilma e Aécio abordando temas como orientação sexual, dependência química e violência doméstica. É quase impossível a intimidade de um presidenciável sair incólume de uma disputa de votos. Porém nada justifica fazer apelações deste tipo.

Os brasileiros merecem assistir ao debate construtivo sobre propostas concretas para melhorar o país. Uma campanha limpa vai fazer bem à democracia.

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Modiano comemora Nobel de Literatura

09/10/2014 at 12:13 (*Liberdade e Diversidade) ()

Patrick Modiano

© AFP O escritor francês Patrick Modiano

Paris (AFP)

9/10/2014

O escritor francês Patrick Modiano afirmou estar feliz por ter recebido o Nobel de Literatura, mas comentou, com sua habitual modéstia, que ganhar o prêmio é estranho, comentou seu editor, Antoine Gallimard.

“Telefonei para Modiano. Eu o parabenizei e ele, com sua habitual modéstia, disse: ‘é estranho’. Mas estava muito feliz”, contou o presidente da editora Gallimard.

“Para nós, é uma profunda surpresa e um dia maravilhoso”, acrescentou.

O presidente francês François Hollande também felicitou Modiano através do Twitter.

“Felicitações a Patrick Modiano, este prêmio Nobel consagra uma obra que explora as sutilezas da memória e a complexidade da identidade”, afirmou o chefe de Estado.

Modiano, autor de romances que se concentram em temas como a culpa, a memória e o sofrimento de um país sob a ocupação nazista, venceu nesta quinta-feira o Prêmio Nobel de Literatura.

O prêmio foi concedido a este autor “pela arte da memória com a qual evocou os destinos humanos mais inatingíveis e revelou o mundo da ocupação” nazista da França (1940-1944), anunciou a Academia Sueca em um comunicado.

Modiano, de 69 anos, situou toda a sua obra na Paris da Segunda Guerra Mundial, descrevendo os acontecimentos daquela época através de personagens comuns. Seu estilo sóbrio e claro fez dele um escritor acessível apreciado pelo grande público e também pelos círculos literários.

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Charge nacional: Negociações de segundo turno

09/10/2014 at 11:41 (*Liberdade e Diversidade)

newtonsilvaCharge do Newton Silva em seu próprio blog. Supimpa!

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Charge local: Milton César no Midiamaxnews

09/10/2014 at 11:27 (*Liberdade e Diversidade)

charge do milton césarCharge do Milton César no Midiamaxnews de hoje (9/10). Um barato!

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