Dilma x Aécio: a maturidade do voto (Leitura da noite)

07/10/2014 at 22:22 (*Liberdade e Diversidade)

Dilma e Aécio 1Dilma x Aécio: Dois projetos diferentes para o Brasil

06/10/2014

por Rodrigo Vianna / O Escrevinhador

Dilma vai enfrentar Aécio Neves no segundo turno. É o tradicional confronto PT x PSDB que se repete. Isso significa que a “velha” Política ganhou da “nova”?

Não. Significa que a Democracia brasileira mostrou maturidade. Marina tem uma biografia respeitável, mas tentou ganhar a eleição tratando o eleitor feito criança. “Eu sou o novo” (sei…), “vou governar com os “bons” de cada partido” (só faltava escolher os maus), “quero menos Estado e mais política social” (mágica?), “no meu governo não haverá toma lá dá cá no Congresso, contaremos com a pressão das ruas” (seria um governo bolchevique, com o Congresso cercado pelas massas, enquanto o Gianetti e a Neca acertam o resto com os bancos?).

A “Nova” Política era uma miragem. E Junho de 2013? Onde foi parar? Nos 1,5% de Luciana Genro?

Marina se desmanchou. Nunca numa eleição presidencial se viu nada parecido. O Brasil não engoliu a Marina. E Marina foi engolida pela realidade. Em 2014, sai da eleição menor do que em 2010. Apesar de ter conquistado cerca de dois pontos percentuais a mais do que na ultima eleição. Mas queimou patrimônio político.

Aécio sai do primeiro turno com 33% (exatamente o mesmo percentual de Serra em 2010). Dilma sai com 42% (5 pontos abaixo de 2010; fruto das dificuldades concretas do governo, da economia que cresce menos do que em 2010). Isso aponta para um segundo turno mais difícil do que em 2010.

Mas voltemos a Marina. No fim de agosto, a candidata chegou a aparecer 10 pontos à frente de Dilma em simulações de segundo turno. Aécio era dado como morto. Mas a política se impôs. Não a nova, nem a velha. Mas a política.

Dilma partiu para o combate aberto, fez o contraponto, mostrou as incongruências de Marina. Desmontou a tese do BC “independente”, do desprezo pelo pré-sal. Não foi uma “campanha de mentiras”. Foi o confronto político. Marina mostrou a consistência de um sorvete derretido.

Aécio fez o mesmo: mostrou o “risco” Marina, e retomou espaço, apesar da derrota acachapante em Minas do candidato tucano a governador.

Isso tudo mostra – sim – a maturidade da Democracia brasileira.

E o segundo turno? Será duríssimo. Virão as denúncias da “Veja”, as matérias de Ali Kamel no Jornal Nacional. Tudo contra Dilma. Nada de novo.

Mas Dilma é favorita. Jamais um candidato que venceu o primeiro turno sofreu virada em eleições presidenciais no segundo turno. Fora isso, Aécio não terá a máquina tucana nos três colégios eleitorais onde o tucanato é mais forte: Minas (PSDB sai humilhado), São Paulo e Paraná (onde Alckmin e Richa colheram vitórias já no primeiro turno, e a máquina partidária tende a funcionar de forma mais preguiçosa no segundo turno).

O PT deve vencer – mas com uma margem mais estreita do que nas eleições passadas. O clima de ódio é maior, as dificuldades na economia são reais.

O que joga a favor de Dilma? Os programas sociais, o desemprego baixo e a imagem pessoal de retidão.

Aécio vai contar com a máquina midiática, e com o ódio militante da classe média. Mas parece que isso não tem sido suficiente para ganhar eleição no Brasil – desde 2006.

A oposição precisava de um projeto novo. Alguns setores tentaram inventar o “projeto” Marina. Fracassou. Agora, volta-se ao velho leito liberal.

Aécio é FHC. Se a imagem do ex-presidente pode ter ajudado o tucano mineiro a chegar no segundo turno, agora vai virar uma bola de ferro – que o senador mineiro terá que arrastar pelas ruas, Brasil afora.

Lula x FHC. Dois projetos. O Brasil vai decidir de novo o que prefere.

Leia outros textos de Plenos Poderes

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Haruki Murakami é um dos favoritos ao Nobel de Literatura

07/10/2014 at 16:35 (*Liberdade e Diversidade)

Haruki Murakami

O escritor japonês Haruki Murakami e o queniano Ngugi wa Thiong’o são os favoritos para receber o prêmio Nobel de Literatura de 2014, informou o jornal The Guardian. A Academia Sueca,responsável pela entrega do prêmio,anunciará o vencedor nesta quinta (9). A aposta em Murakami e Thiong’o é da empresa inglesa Ladbrokes, que coloca as chances dos dois como uma em quatro. Ver matéria completa da Folhapress no jornal Correio do Estado de hoje.

http://www.correiodoestado.com.br

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Eclipse total da lua poderá ser visto em Mato Grosso do Sul

07/10/2014 at 16:00 (*Liberdade e Diversidade)

eclipse lua

O fenômeno poderá ser visto a partir das 6h30min desta quarta feira (08/10) (Foto: Divulgação)

7 de Outubro de 2014

Correio do Estado / da Redação

Um eclipse total da Lua acontece na madrugada de quarta-feira (8). Em Mato Grosso do Sul, o fenômeno poderá ser visto a partir das 6h30min, assim como em Roraima, a maior parte do Amazonas, Rondônia e Mato Grosso. Mesmo com o dia claro, deve ser possível notar a mudança na coloração da Lua nessas áreas.

Porém segundo a NASA, o fenômeno será mais bem observado no oceano Pacífico e em seu entorno. Mas também será visível em diversos estados brasileiros.

No Brasil, quanto mais a oeste estiver o observador, melhor ele poderá ver o eclipse. No Acre e no extremo oeste do Amazonas, o fenômeno deve começar por volta das 5h30min, permitindo boa visualização.
Nessa área, quem acordar de madrugada e olhar em direção à Lua, a oeste, verá o satélite natural escurecido e tingido por um tom avermelhado.

No restante das regiões Norte e Centro-Oeste, e também no Sul e no Sudeste, o eclipse vai começar às 7h30min, já de dia, o que vai dificultar sua visualização. No Litoral do Nordeste, o fenômeno não será visível.

A zona ideal para observar esse eclipse inclui a costa oeste dos Estados Unidos, o norte do Japão, o oeste da Austrália, a Nova Zelândia, o Havaí e a Polinésia.

Quem estiver lá vai poder apreciar plenamente os tons turquesa e cor de cobre que devem colorir a Lua enquanto a Terra bloqueia os raios solares que a iluminam.

Especialistas da NASA explicam que essas cores são resultado da filtragem da luz solar nas várias camadas da atmosfera terrestre. Raios luminosos que atravessam as camadas inferiores ficam avermelhados. Já aqueles que cortam a camada de ozônio na estratosfera ficam azulados.

Ao passar pela atmosfera terrestre, a luz solar sofre refração e difração. Uma pequena parte dela chega até a Lua, o que faz com que o satélite natural não fique totalmente escuro durante o eclipse.

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PESQUISAS ELEITORAIS: O círculo vicioso das manipulações (Leitura do almoço)

07/10/2014 at 13:44 (*Liberdade e Diversidade)

Observatório

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Por Luciano Martins Costa em 07/10/2014 na edição 819

Comentário para o programa radiofônico do Observatório

Spacca

Charge do Spacca no Observatório de hoje

Na expectativa das alianças que irão recompor as forças partidárias para o segundo turno da eleição presidencial, os jornais apresentam aos leitores um jogo de adivinhações que tenta dissimular suas preferências políticas. Daqui para frente, seja qual for o movimento das peças, tudo será levado ao propósito maior da mídia tradicional, que é recompor sua influência sobre o poder Executivo federal.

O núcleo das análises é o destino que será dado aos votos que foram para a ex-ministra Marina Silva no primeiro turno. No entanto, há muita especulação sobre o significado da manifestação dos eleitores e muito desencontro nas opiniões em torno de algumas das disparidades reveladas pelas urnas. Por exemplo, a derrota de Aécio Neves em Minas Gerais e o massacre sofrido pelo Partido dos Trabalhadores em São Paulo, seu local de origem.

Em meio às profecias fundamentadas no desejo de seus autores, pode-se encontrar alguma reflexão consistente, como a manifestação de humildade dos diretores do Ibope e do Datafolha, os institutos de pesquisa que foram desmoralizados pelas urnas.

Vale a pena observar o que diz Márcia Cavallari, diretora do Ibope: “As pesquisas medem a opinião, e as opiniões vão mudando. Elas só se consolidam quando o eleitor aperta o botão e confirma seu voto, lá na urna”. Mais interessante ainda é a declaração de Mauro Paulino, presidente do Datafolha: “Até por marketing, nós mesmos, dos institutos de pesquisa, tratamos esses números divulgados na véspera como prognósticos, mas na verdade eles são diagnósticos. Eles refletem uma realidade que já passou. Não estão olhando para frente”, disse o executivo.

Diante dessas duas confissões, restaria ao leitor e eleitor perguntar: “Então, por que tanto barulho a cada rodada de consultas, se no fim das contas essas pesquisas não retratam a realidade?” A resposta talvez esteja embutida na própria pergunta: a imprensa dá muito valor às pesquisas de intenção de voto porque elas passam uma ilusão de objetividade, oferecendo aos editores a chance de manipular os dados e usar essa interpretação como argumento para convencer o eleitor.

As sandálias da humildade

Neste momento de transição entre os dois turnos da eleição presidencial, por exemplo, os jornais tentam empurrar para a opinião do público a tese de que todos os votos destinados a Aécio Neves e Marina Silva retratam um desejo majoritário de mudança. Então, nos editoriais e nos artigos de seus colunistas mais engajados, dá-se uma nova definição para essa suposta manifestação dos eleitores, com o intuito de nominar o candidato que seria o depositário desse desejo.

Essa manipulação fica mais clara após a declaração explícita de apoio a Aécio Neves feita pelo jornal O Estado de S.Paulo. Para o leitor típico do tradicional diário paulista, não há estranheza: quem lê o Estado não apenas espera que ele se declare contra o governo do PT, mas se regozija com cada linha que reafirma essa orientação ideológica.

O jornal é conservador desde sempre, produz e realimenta uma visão de mundo típica da elite paulista, e não há mal nenhum nisso. O problema está em fingir-se uma expressão da vontade popular, coisa que nenhum dos grandes diários representa.

Isso transparece quando a imprensa alimenta preconceitos para obter certos efeitos eleitorais. Por exemplo, o debate sobre a redução da maioridade penal é impactado por um assalto ocorrido na Universidade de São Paulo, do qual participou um menino de nove anos de idade. Seria o caso de os jornais questionarem: “Então, a maioridade penal deve começar aos sete ou aos oito anos?” Não. Quando a realidade desmoraliza a tese reacionária, os jornais deixam o assunto de lado.

As pesquisas são importantes para esse processo de manipulação – porque sinalizam temores, desejos e aspirações difusas, que são interpretados segundo o viés ideológico da imprensa. Essa agenda é trabalhada nas redações e devolvida ao público alguns dias antes de cada nova rodada de pesquisa de intenção de voto, de modo que o material colhido pelos institutos dá novo impulso a esse círculo vicioso de manipulações.

Quando os institutos de pesquisa calçam as sandálias da humildade e admitem que não perscrutam o futuro, mas tentam explicar o passado, as distorções ficam escancaradas.

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Nobel de Medicina de 2014 vai para descoberta de ‘GPS do cérebro’

07/10/2014 at 13:13 (*Liberdade e Diversidade) ()

nobel de medicinaJohn O’Keefe, May-Britt e Edvar Moser, ganhadores do Nobel de Medicina de 2014 (Foto: Divulgação/Prêmio Nobel)

Americano-britânico e casal de dinamarqueses dividirão prêmio. Eles identificaram estruturas cerebrais que permitem nos localizarmos.

06/10/2014

Do G1, em São Paulo

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O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2014 foi oferecido nesta segunda-feira (6) pelo Instituto Karolinska, em Estocolmo, aos pesquisadores John O’Keefe, May-Britt Moser e Edvard Moser por sua descoberta de células que formam um sistema de posicionamento no cérebro humano, uma espécie de “GPS” interno.

O prêmio será dividido: metade é do britânico-americano O’Keefe e o restante é do casal de noruegueses May-Britt e Edvard Moser. Os agraciados compartilharão um prêmio de 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão).

Como é comum ocorrer no Nobel, os trabalhos premiados se complementam ao longo de um amplo espaço de tempo. A pesquisa de John O’Keefe começou na década de 1970.

Em 1971, ele descobriu o primeiro componente do sistema de posicionamento — um tipo de célula nervosa no hipocampo que era sempre ativada quando um roedor se encontrava num determinado local de um ambiente. Ele concluiu que essas “células de lugar” formavam um tipo de mapa de localização no cérebro.

Mais de três décadas depois, o casal Moser identificou outro tipo de célula nervosa que forma um sistema de coordenadas no nosso cérebro, permitindo-nos encontrar caminhos e saber nosso posicionamento de forma precisa.

A importância dos trabalhos dos pesquisadores, segundo o Instituto Karolinska, é que eles resolveram dúvidas que cientistas e filósofos discutiam há séculos: como sabemos onde estamos e por onde nos deslocaremos?

A descoberta de que o cérebro é capaz de trabalhar com “mapas” internos pode ajudar a compreender o que ocorre na mente de pessoas com o mal de Alzheimer, por exemplo, que comumente perdem seu senso de orientação.

A compreensão do “GPS cerebral” também é importante porque pode servir de paralelo para entender outras funções cognitivas complexas.

Estado de choque

O’Keefe disse a repórteres em Londres, nesta segunda-feira, que ele estava muito surpreso por ter sido contemplado com o Nobel. “Ainda estou em estado de choque”, disse.

May-Britt Moser dançou e bebeu champanhe com colegas na cidade de Trondheim depois de ficar sabendo do prêmio. “Isso é tão bom, e é louco. Eu estou só pulando e gritando”, disse a cientista à Reuters. “Eu estou tão orgulhosa de todo o apoio que tivemos. As pessoas acreditaram em nós, naquilo que estivemos fazendo, e agora essa é a recompensa.”

A televisão norueguesa mostrou seus colegas de trabalho cantando, no ritmo de “Parabéns a você”, a frase “Happy Nobel to you” (ou “Feliz Nobel para você”).

Seu marido, Edvard, não ficou sabendo imediatamente que tinha ganhado o Nobel porque estava em um avião rumo a Munique. Ele foi surpreendido com a notícia de que era um dos vencedores do Nobel no Aeroporto de Munique, depois que a companhia aérea Lufthansa lhe entregou um buquê de flores.

“A Lufthansa o recebeu com flores e ele me perguntou: ‘Tobias, o que é isso? Não estou entendo”, explicou em entrevista à agência DPA o neurobiólogo Tobias Bonhoeffer, colega de Moser. Em seguida, ele olhou para seu telefone celular e viu que tinha recebido uma chamada do presidente do comitê do Nobel, acrescentou. “Então imaginou. Mas certamente ainda não estava seguro”, explicou.

Trajetórias

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May-Britt e Edvard Moser, em foto de 2007 (Foto: AFP)

O’Keefe nasceu em 1939 em Nova York e, além de americano, é também britânico. É doutor formado pela Universidade McGill, no Canadá, e, desde a década de 1960, trabalha no Univrisity College de Londres, onde atualmente é diretor de um centro de estudos de circuitos neurais e comportamento.

O americano-britânico John O’Keefe

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(Foto: AP Photo/ David Bishop/UCL/PA)

May‐Britt Moser nasceu em Fosnavåg, na Noruega, em 1963. Formada em psicologia na Universidade de Oslo, onde estudou com seu marido, também ganhador, ela concluiu o doutorado em 1995. Ela passou pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e também no University College,e em Londres, até retornar à Noruega em 1996, na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia de Trondheim.

Edvard Moser nasceu em 1962  em  Ålesund,  também na Noruega, e obteve o PhD em neuropsicologia na Universidade de Oslo, em 1995. Trabalhou com May-Britt na Universidade de Edimburgo e foi cientista visitante no laboratório de O’Keefe, em Londres.

Nobel de Medicina

O Nobel de Medicina é oferecido desde 1901 e já reconheceu o trabalho de mais de 200 pessoas – entre elas, onze mulheres. Não há premiações póstumas.

O pesquisador mais novo a receber esse Nobel foi Frederick G. Banting, que tinha 32 anos em 1923, pela descoberta da insulina.

Por nove vezes, o prêmio – que ganhou esse nome em homenagem ao inventor da dinamite, Alfred Nobel – não foi anunciado: em 1915, 1916, 1917, 1918, 1921, 1925, 1940, 1941 e 1942.

Medicina é sempre a primeira área valorizada com o Nobel a cada ano. Nesta terça-feira (7), será anunciado o de Física, na quarta (8) o de Química, na quinta (9) o de Literatura, e na sexta (10) o da Paz. O de Economia será anunciado na segunda-feira da próxima semana (13).

Os vencedores são geralmente informados pelo júri no dia do anúncio oficial e não há uma lista de concorrentes disponível previamente, o que torna a divulgação sempre uma surpresa – embora haja favoritos.

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May-Britt fala ao telefone nesta segunda-feira (6) após saber que é uma das ganhadoras do Nobel (Foto: AP Photo/Ned Alley)

Veja os últimos ganhadores do Nobel de Medicina:

2013: James Rothman (EUA), Randy Schekman (EUA) e Thomas Südhof (Alemanha)

2012: Shinya Yamanaka (Japão) e John B. Gurdon (Reino Unido), por trabalhos com células-tronco

2011: Bruce Beutler (EUA), Jules Hoffmann (França) e Ralph Steinman (Canadá), por descobertas sobre o sistema de defesa do corpo humano

2010: Robert Edwards (Reino Unido), pelo desenvolvimento da fertilização in vitro

2009: Elizabeth Blackburn (Austrália-EUA), Carol Greider e Jack Szostak (EUA), pela descoberta de uma enzima que protege as extremidades dos cromossomos

2008: Harald zur Hausen (Alemanha), pela descoberta do vírus do papiloma humano (HPV), causador do câncer de colo do útero; Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier (França), por descobertas sobre o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a Aids

2007: Mario Capecchi (EUA), Oliver Smithies (EUA) e Martin Evans (Reino Unido), por trabalhos com células-tronco e manipulação genética em modelos animais

2006: Andrew Z. Fire (EUA) e Craig C. Mello (EUA), pela descoberta da ribointerferência, um mecanismo exercido por moléculas de RNA

2005: Barry J. Marshall (Austrália) e J. Robin Warren (Austrália), pela descoberta da bactéria Helicobacter pylori e seu papel na gastrite e úlcera estomacal

2004: Richard Axel (EUA) e Linda B. Buck (EUA), por descobrir os receptores de cheiro e a organização do sistema olfativo

2003: Paul C. Lauterbur (EUA) e Peter Mansfield (Reino Unido), pela invenção da ressonância magnética nuclear

 Saiba mais:

Estudo do Nobel pode levar a terapias para doenças que afetam orientação

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Puccinelli e Delcídio participam de reunião com Dilma para definir estratégias do 2º turno

07/10/2014 at 12:34 (*Liberdade e Diversidade) ()

Puccinelli e DelcídioPuccinelli e Delcídio Amaral definem aliança com PMDB em reunião hoje em Brasília.Foto: Minamar Junior

07/10/2014

Evelin Araujo e Juliene Katayama / Midiamax News

O governador André Puccinelli (PMDB) segue para Brasília nesta terça-feira (7) após reunião com o partido para se encontrar com a presidente Dilma Rousseff (PT). O atual líder do executivo de Mato Grosso do Sul participa da mesma reunião que Delcídio do Amaral (PT) junto com a presidente.

O senador do PMDB, Waldemir Moka, também participa do encontro. Ele viaja junto com André Puccinelli. Desde ontem cedo, logo após as eleições, Puccinelli faz articulações com líderes do PMDB para tentar levar o grupo a apoiar Delcídio.

Pela manhã, ele esteve na casa do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul Jerson Domingos para conversar sobre como funcionaria o apoio dos peemedebistas a Dilma no segundo turno.

Também esteve na pauta o apoio dos líderes a Delcídio. André chegou a explicar que muitos prefeitos do interior apoiam e outros não a possível aliança. Até então, o governador não havia consultado o candidato ao governo do Estado derrotado nas urnas, Nelson Trad Filho.

Hoje pela manhã, lideranças do partido, incluindo Nelsinho Trad, estão reunidos no diretório do PMDB para discutir a questão.

Oficialmente, a presidente Dilma Rousseff deverá reunir nesta terça governadores de partidos aliados que foram eleitos no primeiro turno, candidatos que disputarão o segundo turno e conselheiros políticos com o objetivo de discutir estratégias que serão adotadas ao longo do segundo turno da eleição presidencial.

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Charge do Duke: Margens de erro

07/10/2014 at 12:12 (*Liberdade e Diversidade)

charge do duke

Charge do Duke no jornal “O Tempo” de BH-Minas Gerais. Ibope. Supimpa!

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Governo do MS marca nova data para inaugurar Aquário do Pantanal

07/10/2014 at 11:56 (*Liberdade e Diversidade) ()

Aquário

*Ver reportagem completa de Lúcia Morel no jornal Correio do Estado de hoje (07/10). Clique sobre a imagem para ampliá-la!

www,correio do estado.com.br

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*Comentário do blog: Ufa,até que enfim…

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Primeiro turno: Delcídio ficou à frente de Reinaldo em 70 das 79 cidades do MS

07/10/2014 at 11:27 (*Liberdade e Diversidade)

Sem título

TUCANO, PORÉM, FOI MELHOR NOS DOIS MAIORES COLÉGIOS ELEITORAIS DO ESTADO

Vencedor do primeiro turno das eleições para o governo de Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral (PT) ficou em primeiro lugar em 70 dos 79 municípios do Estado, em alguns casos abrindo vantagem percentual equivalente ao dobro dos votos do segundo colocado – o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB). Contudo, o tucano ficou em primeiro lugar nos dois principais colégios eleitorais do Estado: Campo Grande e Dourados. Nesses locais, a vantagem de Reinaldo sobre o petista compensou o resultado no interior. Ver matéria completa de Humberto Marques no jornal “O Estado MS” de hoje (07/10).

http://www.oestadoms.com.br

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Disputas em alguns Estados podem corroer vantagem de 8 mi de votos de Dilma

07/10/2014 at 10:47 (*Liberdade e Diversidade)

Dilma-AécioO resultado mais surpreendente do domingo foi a imensa vantagem construída por Aécio em São Paulo. © Foto: Ricardo Moraes/Reuters

07/10/2014

Reuters / MSN

Por Jeferson Ribeiro

O resultado da eleição presidencial mostra que a disputa em alguns Estados pode ser fundamental para o candidato do PSDB, Aécio Neves, limar a vantagem de 8 milhões de votos da presidente Dilma Rousseff (PT), ainda mais se o tucano conseguir o apoio pessoal de Marina Silva (PSB).

Já a presidente Dilma Rousseff, que teve um desempenho bem inferior ao de 2010, quando recebeu mais de 47 milhões de votos no primeiro turno, vai enfrentar cenários adversos nessas disputas estaduais e não trabalha com a hipótese de ter o apoio de Marina, que teve mais de 22 milhões de voto no domingo.

Um pouco antes da eleição, um ministro do governo disse à Reuters que Dilma queria ter uma vantagem de pelo menos 10 pontos percentuais no primeiro turno. Essa diferença ficou em 8,1 pontos percentuais.

O resultado mais surpreendente do domingo foi a imensa vantagem construída por Aécio em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, onde conquistou mais de 10,1 milhões de votos, superando em 4 milhões os obtidos pela petista. O desempenho do senador mineiro foi melhor até mesmo do que o do ex-governador do Estado José Serra, candidato presidencial do PSDB em 2010 e eleito senador no domingo.

Naquele ano, Serra conseguiu 40,6 por cento dos votos válidos em casa. Este ano, Aécio chegou a 44,2 por cento dos votos válidos em São Paulo.

Os estrategistas de Aécio acreditam que no segundo turno ele pode chegar a pelo menos 60 por cento dos votos válidos.

Essa será uma das apostas da campanha tucana, contra a qual dificilmente Dilma terá uma resposta. São Paulo é o Estado que concentra a maior rejeição à presidente e ao PT. Em 2010, a petista chegou a 37,3 por cento dos votos válidos no Estado. Desta vez, minguou para 25,8 por cento.

Para piorar, o governador Geraldo Alckmin se reelegeu no primeiro turno com folga e poderá mobilizar sua máquina eleitoral a favor de Aécio. “O Alckmin nos ajudou em tudo que precisávamos no primeiro turno, não temos do que reclamar”, disse à Reuters um dos estrategistas da campanha de Aécio.

No começo da corrida eleitoral, uma das apostas dos petistas e do governo era de que Alckmin e o PSDB paulista não se empenhariam pela vitória do correligionário.

ÓRFÃOS DE MARINA

A ampliação da vantagem de Aécio em São Paulo pode ser óbvia, mas em outros lugares como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco, lugares onde Marina somou pouco mais de 6,3 milhões de votos, esses eleitores estão órfãos e podem migrar para qualquer um dos candidatos.

Na campanha petista, estima-se que pelo menos metade dos votos dados a Marina é de antipetistas, mas não há certeza de que todo esse eleitorado migrará automaticamente para Aécio. Se a candidata do PSB apoiar formalmente o tucano haveria mais força nesse movimento.

Há, no entanto, questões políticas locais que podem influenciar esses eleitores mais do que a posição de Marina.

Em Pernambuco, Dilma perdeu para Marina por pouco mais de 180 mil votos, mas a herança expressiva da candidata do PSB de 2,3 milhões de votos está em disputa agora.

A grande votação de Marina vincula-se certamente à comoção provocada pela morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que era o candidato à Presidência do PSB até 13 agosto, quando morreu num acidente aéreo em Santos (SP). Marina, que era candidata a vice, assumiu a campanha uma semana depois.

Nesse caso, os petistas acreditam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode virar a maioria desses votos para Dilma, mas há pelo menos um indicativo de que isso não será tão fácil: o PT não conseguiu eleger nenhum deputado no Estado.

No segundo maior colégio eleitoral, Minas Gerais, onde Aécio foi governador por oito anos e esperava sair vitorioso no primeiro turno, Dilma teve vantagem pequena de pouco mais de 400 mil votos. Os petistas consideraram essa vitória importante, porque teria demonstrado que o tucano não é tão querido como esperava em seu Estado.

Na avaliação de uma fonte do Palácio do Planalto, ouvida pela Reuters, essa vantagem de Dilma pode evaporar, ainda mais se Marina se alinhar ao PSDB.

Dilma tem a seu favor a eleição em primeiro turno de Fernando Pimentel (PT), ex-ministro do Desenvolvimento e amigo pessoal, que terá agora tempo e máquina eleitoral disponíveis para pedir votos para a petista.

No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral, há 2,5 milhões de votos órfãos de Marina e tanto Aécio como Dilma podem herdar parte deles. O que pode definir a vantagem de cada é a capacidade da aliança com os concorrentes locais.

O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) é o favorito. Mas apesar de integrar formalmente a base de Dilma, parte do PMDB local trabalha desde o primeiro turno por Aécio, formando a aliança informal que ficou conhecida por Aezão.

Por conta dessa aliança informal, Dilma pode até mesmo ser apoiada pelo concorrente de Pezão no segundo turno, Marcelo Crivella, do PRB. Ex-ministro da Pesca no governo Dilma, Crivella está tentando fazer uma aliança com os candidatos derrotados do primeiro turno: Anthony Garotinho (PR) e Lindbergh Farias (PT), que também apoiaram Dilma no primeiro turno.

O PMDB, no entanto, pode ser decisivo para Dilma em outras duas disputas, no Ceará e no Rio Grande do Sul, onde haverá confronto direto com candidatos do PT.

O PMDB, aliás, referendou a aliança com Dilma em meio a uma profunda divisão, em que mais de 40 por cento dos convencionais do partido optaram por não apoiar seu projeto de reeleição. Esse fantasma volta com força agora.

No Ceará, Dilma teve uma enorme vantagem sobre Aécio, mas o PSDB é aliado formal de Eunício Oliveira (PMDB), que disputará o segundo turno com Camilo Santana (PT). Nesse embate de aliados no plano nacional, Dilma pode perder parte da vantagem, caso Eunício tenha que adotar postura de oposição para vencer o PT.

No Rio Grande do Sul, Dilma venceu o primeiro turno com uma pequena vantagem de pouco mais de 100 mil votos, mas a disputa entre Tarso Genro (PT) e Ivo Sartori (PMDB) pode provocar danos ao eleitorado da petista. PT e PMDB são adversários históricos no Estado, e Sartori tem apoiado Aécio.

Considerando a complexa disputa para Dilma nesses Estados decisivos, ela pode não manter a vantagem nem conseguir os votos necessários para se reeleger.

(Reportagem adicional de Luciana Otoni)

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