Há uma pedra no meio da língua de Aécio (Leitura da noite II)

06/10/2014 at 21:53 (*Liberdade e Diversidade)

AécioMinas tornou-se a pedra no meio da língua de Aécio. Quanto mais ele ataca Dilma e o PT, mais complicado fica explicar a derrota no seu estado.

06/10/2014

Por: Saul Leblon

Aécio Neves festejou a virada sobre Marina Silva, cujo encolhimento franqueou ao tucano a vaga de adversário de Dilma Rousseff no 2º turno da eleição presidencial deste ano.

A virada sobre a candidata do PSB, de fato expressiva (pesquisas de véspera davam a Aécio 21% das intenções de voto e ele chegou a 33,5%), precisa ser qualificada para não ser subestimada, nem mistificada.

Aécio cresceu menos por seus méritos, mais pela polaridade estabelecida entre Marina e Dilma, que praticamente monopolizaram o primeiro turno.

Se o embate entre as duas deixou a candidatura tucana no limbo por um período, contribuiu também para preservá-la de um escrutínio mais duro de propostas e dissecação histórica.

À medida  em que Marina perdeu o magnetismo inicial, setores que a apoiavam migraram em debandada de volta a Aécio, que arrebanhou, ademais, os votos temerosos de uma vitória de Dilma no primeiro turno.

Isso ficou nítido na votação significativa do tucano no quartel-general do conservadorismo brasileiro: no estado de São Paulo ele obteve mais de 10 milhões de votos, contra 5,9 milhões de Dilma.

Mesmo assim, a  vantagem que Dilma leva agora para o 2º turno (41,5% x 33,5%, oito pontos), embora inferior a de 2010 quando fez 47% contra  32,6% de Serra,  representa oito milhões de votos de dianteira. Em 2010 foram 14 milhões de votos (*).

Se é óbvio que desfrutará do apoio uníssono do jornalismo isento,  tucano não disporá mais do abrigo de ostracismo agora que personifica o polo antagônico do projeto de construção de uma democracia social no Brasil.

Não só.

Será difícil para quem se propõe a ‘consertar o país’, explicar por que os eleitores do seu estado natal, que vivenciaram essa habilidade  ao longo de dois mandatos sucessivos do candidato, rechaçaram solenemente a sua continuidade neste domingo.

Aécio foi duplamente derrotado em Minas Gerais.

Não qualquer dupla derrota.

O candidato do ex-governador foi derrotado logo no primeiro turno da disputa estadual; não por uma margem estreita, mas por 52% contra 43%. E não por qualquer adversário: pelo PT.

O mesmo partido que ele acusa de haver demolido o Brasil e assaltado a Petrobrás.

Minas tornou-se a pedra no meio da língua de Aécio.

Quanto mais ele ataca o PT, mais complicado fica explicar a sua derrota em Minas.

Como um partido tão ruim foi capaz de derrotar um ciclo tão bom de administrações comandadas por ele?

E para que não haja qualquer tentativa de confundir a derrota emblemática com questões locais, Minas enviou um segundo torpedo ao Brasil.

Embrulhado no ditado ‘só quem não conhece que te compra’, deu a Dilma 43,46% dos votos, contra 39,77% para Aécio Neves.

Nada disso deve ser confundido com otimismo ingênuo diante da virulenta batalha do 2º turno que começa nesta 2ª feira.

Mas é preciso qualificar o adversário que o conservadorismo tentará vender nos próximos dias  com o mesmo celofane da ‘unanimidade mudancista’, com que revestiu Marina Silva, quando ela chegou a ostentar 10 pontos de vantagem no 2º turno sobre Dilma (50% a 40%).

Despida a mística do proficiente governador chega-se ao núcleo duro da disputa, aquilo que realmente importa e está em jogo.

Serão três semanas de confronto duro entre dois projetos de país e duas estratégias de enfrentamento da crise mundial, que está longe de acabar.

Uma, preconiza desarmar a sociedade e amesquinhar o  Estado. Liberado o campo  –de que faz parte derrotar o PT–  entrega-se a economia à lógica do arrocho, esfarelando direitos, empregos, renda e soberania, para dessa forma canalizar riqueza aos mercados encarregados de reordenar  o país, a economia e os pilares do crescimento.

É a mesma lógica da ‘contração expansiva’ (contração dos de baixo para abrir caminho à expansão dos do alto) aplicada na Europa há quatro anos, com os resultados sabidos.

A outra estratégia envolve uma obstinada negociação política das linhas de passagem para um novo ciclo de desenvolvimento.

Ancora-se em quatro patas: avanço da igualdade, salto na infraestrutura, impulso industrializantes do pré-sal e reforma política com democracia participativa.

Nessa repactuação  de metas, prazos, concessões, sacrifícios, ganhos e salvaguardas, a voz dos mercados não poderá sem impor, nem abafar a da sociedade, que para isso requisita  canais adicionais que a vocalizem.

Esse é o jogo, cujo segundo tempo começa agora.

Como diz Lula, não é o tipo do jogo que se ganha em gabinetes.

Mãos à obra.

E pés nas ruas.

(*) Dados sobre totais de votos de 2010 retificados em 06/10, às 12:57

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Retrato da Bolívia, às vésperas da reeleição de Evo (Leitura da noite)

06/10/2014 at 20:16 (*Liberdade e Diversidade)

141002-Evo-485x183Por enfrentar poder secular das oligarquias, redistribuir riqueza e afirmar identidade indígena do país, presidente deve ter vitória tranquila em outubro. Mas persistem críticas a certas hesitações

2 DE OUTUBRO DE 2014

Por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

Assim como o Brasil vive suas eleições presidenciais agora em outubro, a Bolívia também deve eleger seu novo presidente, bem como a Assembleia Legislativa Plurinacional, que conta com 130 membros na Câmara de Deputados, mais 36 integrantes do Senado. A votação será no dia 12 de outubro e será a segunda dentro dos novos marcos constitucionais do estado Plurinacional.

Disputam os cargos quatro partidos e uma coalizão. Na corrida presidencial, o Movimento ao Socialismo (MAS), apresenta como candidatos os atuais presidente e vice, que disputam reeleição: Evo Morales e Álvaro García Linera. O Movimento Sem Medo tem à frente um ex-aliado de Morales, que foi prefeito de La Paz, Juan del Granado. A Unidade Democrática é liderada pelo multimilionário Samuel Doria Medina. O Partido Democrata Cristão traz como candidato o ex-presidente, de expressão neoliberal, Jorge “Tuto” Quiroga, que sequer vive no país embora volte a cada quatro anos para disputar eleição. Por fim, o Partido Verde apresenta como candidato um representante das demandas indígenas, que teve atuação importante na luta do TIPNIS (Território Indígena Parque Nacional Isidoro Sécure), Fernando Vargas Mosua.

Conforme análise de Alfredo Serrano Mancilla, no sítio da Agencia Latino-Americana de Notícias, é provável que Evo Morales vença as eleições bolivianas com uma ampla vantagem, talvez até superior a sua marca anterior, em 2009, que foi de 64,2%. Para Alfredo, praticamente nenhum dos demais candidatos parecem ser capazes de oferecer uma oposição real. A comunidade os reconhece como representantes de um passado que poucos querem ver de volta. “Para a maioria está em jogo um processo de mudança de época pós-neoliberal. Não passaram nove anos de governo da Revolução Democrática e Cultural, e já se pode dizer que a Bolívia desfruta de uma década de ganhos, depois de várias décadas perdidas”. O sentimento é de que a Bolívia não só avançou economicamente como conseguiu consolidar um sentido comum, não mais importado, mas completamente boliviano.

É importante lembrar que Evo Morales levou adiante a proposta de uma nova Constituição, enfrentou a direita golpista, garantiu mudanças sociais e estruturais importantes, reduziu a taxa de desemprego, tornou real o exercício da plurinacionalidade, garantiu o fortalecimentos das propostas de unidade latino-americana aproximando-se do Mercosul e participando ativamente da Alba, da Unasur e da Celac.

É fato que também enfrentou duras batalhas com as comunidades indígenas, principalmente no que diz respeito à estrada que pretende cortar o parque nacional Isidoro Sécure, território dos povos originários. A proposta era passar por dentro do parque, quando os indígenas insistiam na intocabilidade do território, oferecendo outras opções, como a passagem ao largo. A queda de braço custou a Evo muitas manifestações e protestos. O caso ainda não se esgotou.

Parte da esquerda boliviana também tem severas críticas a Evo e Linera, acusando-os de entregarem as riquezas nacionais a empresas estrangeiras e de liderarem um processo que é neoextrativista e exportador, que força a migração de comunidades tradicionais, que desrespeita os direitos humanos, o que estaria em franca oposição ao conceito de Sumac Camaña (o bem-viver) deliberado na Constituição. Uma expressão dessa crítica aparece com o candidato Fernando Mosua, que vem da terra indígena em disputa.

O fato é que a Bolívia é um pouco tudo isso. O governo de Evo Morales mudou muitas coisas para melhor, distribuiu renda, usou os recursos do gás, que sempre estiveram na mão da elite, para alavancar políticas públicas, garantiu uma nova Constituição, avançou no debate da plurinacionalidade, possibilitando mais poder aos povos indígenas. Mas, também é certo que ainda não conseguiu sair da lógica que parece ser a marca dos países latino-americanos: o desenvolvimento gerado à custa da exportação de matérias primas. Também no caso da estrada que se pretende passar por dentro do parque nacional indígena houve muita falta de habilidade para lidar com o problema e Evo chegou a amargar algumas derrotas por conta das atitudes autoritárias.

A Bolívia é ainda uma dos países mais pobres do continente, mas é também fato que conseguiu reduzir os índices de pobreza extrema nas áreas urbana e rural. Segundo dados do documento “Memórias da Economia Boliviana”, de 2012, hoje, 10 de cada 100 bolivianos vivem com um dólar ao dia, enquanto em 2005 o índice era de 24 para cada 100. No campo, onde 65 de cada 100 viviam com um dólar ao dia em 2005, hoje são 41, o que significa uma queda de 22%. São dados significativos, mas ainda parece intolerável que alguém possa sobreviver nessas condições, e os que permanecem na pobreza extrema ainda são muitos. Por isso a necessidade de avançar na distribuição da renda, mas que fique além do benefício, que trate de emancipar de verdade as pessoas.

O governo de Evo Morales criou mecanismos como o “Bono Juancito Pinto” – uma espécie de Bolsa Família – que garantiu renda a um milhão e setecentas mil crianças, a “Renta Dignidad”, que alcançou 956 mil famílias e o “Bono Juana Azurduy”, distribuído a 64 mil mães e 101 mil crianças. Coisas jamais vistas na Bolívia, daí sua popularidade junto aos empobrecidos.

Por conta dessas mudanças, que ainda são poucas e não mexem na estrutura, Evo é o favorito nas pesquisas. O que não é muito difícil visto o perfil dos demais candidatos que, excetuando Fernando Mosua, são todos velhos conhecidos dos bolivianos, aliados aos regimes que colocaram a Bolívia no triste patamar de ser o país mais pobre da América do Sul.

A disputa presidencial, pelas pesquisas divulgadas, parece estar consolidada, a menos que algum elemento conjuntural mude as coisas de última hora. A expectativa fica por conta das eleições legislativas, nas quais o voto – como no Brasil – segue preferências pessoais e não partidárias, podendo influenciar na correlação de forças dentro do parlamento.

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Dilma e Aécio traçam estratégias para o segundo turno

06/10/2014 at 16:21 (*Liberdade e Diversidade)

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Dilma e Aécio no segundo turno

Petista fala em mais mudanças enquanto tucano aposta na união de forças

Jornal do Brasil

06/10/2014

Os candidatos Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) preparam suas estratégias para o segundo turno das eleições. Já na noite de domingo, após a confirmação dos votos (41% para Dilma e 33% para Aécio), eles se pronunciaram dando o tom dos próximos passos rumo à reta final das eleições. A petista reforçou que entendeu o “recado” das urnas e reforçou que fará “todas as mudanças necessárias”. Já Aécio destacou que era hora de “unir forças” e que sua candidatura não é mais de um partido, mas de todo o Brasil.

Dilma fala em mudanças

Primeira colocada no 1º turno da eleição à presidência da República, a candidata a reeleição Dilma Rousseff (PT) disse que o “recado” das urnas foi o de um projeto de mudança que ela representa. “Farei todas as mudanças necessárias”, disse Dilma, que lembrou que na trajetória do Partido dos Trabalhadores, essa foi a sua sétima vitória.

 “Mais uma vez o povo brasileiro me honrou com sua confiança ao me dar a vitória nessa disputa. Na nossa trajetória, essa é a sétima vitória, duas na primeira eleição de Lula, duas na segunda eleição de Lula, duas na minha eleição, e essa nesse primeiro turno da minha eleição”, disse Dilma, que por várias vezes citou o termo “ideias novas”, prometendo controle maior da inflação.

Dilma fez questão de citar o nome de Eduardo Campos, morto em agosto. Em um trecho do discurso, ela conclamou “construtores de futuro que não deixaram jamais o Brasil voltar atrás. Ela pediu apoio para o segundo turno e sinalizou tentativa de aproximação com o PSB . “Essa foi uma campanha que no início foi marcada por uma tragédia, que a morte do companheiro Eduardo Campos, que esteve comigo no meu governo e no governo do presidente Lula”, afirmou.

A petista disse que o resultado das urnas deu o recado de que “o povo brasileiro anseia por mais avanços e disse que quer ver o projeto que eu represento, e que quer ver nesse projeto a mais legítima e confiável força de mudança”. “Eu farei todas as mudanças que forem necessárias para que o Brasil e a vida de cada brasileiro melhore cada vez mais”, disse a presidente, que em diversos momentos de sua fala usou o termo “ideias novas”, inclusive quando criticou as taxas de juros e de desemprego da era PSDB.

Dilma também sinalizou uma ampla política de alianças para o segundo turno. “Quero dizer que estamos abertos a receber todos aqueles que quiserem nos apoiar, de braços abertos”, afirmou.

Nesta segunda-feira (6), Dilma se reúne com integrantes da coordenação de campanha no Palácio da Alvorada. Além de encontro com assessores ao longo do dia, a candidata à reeleição pode ir à Bahia ainda nesta segunda-feira, estado em que o candidato petista Rui Costa surpreendeu e foi eleito governador no primeiro turno.

Aécio: “Juntos, saberemos transformar os sonhos em realidade” 

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, deu entrevista na noite deste domingo e prestou uma homenagem a Eduardo Campos, morto num acidente aéreo em Santos. “Quero deixar uma palavra de homenagem a um amigo, homem público digno que foi abatido por uma tragédia: Eduardo Campos. A minha reverência. Nós saberemos transformar os sonhos em realidade”.

O tucano disse que vai intensificar as ações para o segundo turno, já a partir deste segunda-feira. “É hora de unirmos as forças. A minha candidatura não é mais de um partido, mas de todas as alianças e de todos os brasileiros que têm a capacidade de sonhar”.

Aécio Neves afirmou ainda que é possível dar ao país um governo decente e eficiente. “Tive orgulho das companhias que tive nesta caminhada. Todos aqueles que tiverem uma contribuição para dar serão bem-vindos. Reafirmo que este não é mais o meu projeto. É de todo o Brasil”.

Ele também lembrou as palavras do avô, Tancredo Neves, que há 30 anos disse: “não vamos nos dispersar”. “Estamos apenas no meio da caminhada, e espero fazer esta caminhada ao lado dos brasileiros”.

Aécio Neves viaja na manhã desta segunda-feira (6) para São Paulo, onde fará reuniões fechadas ao longo do dia. O presidenciável não deve ter compromissos públicos hoje e deve trabalhar na definição do calendário de viagens de campanha até as eleições do segundo turno,  marcadas para 26 de outubro.

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Em Roraima, índios Yanomami votam pela primeira vez em reserva indígena

06/10/2014 at 15:48 (*Liberdade e Diversidade)

Yanomami1O indígena Charles Xirixana foi às urnas na comunidade Sikamabiu, reserva Yanomami, em Roraima (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)

Oito comunidades da etnia votaram na aldeia Sikamabiu, em Alto Alegre.
Apesar da conquista, votos poderão ser anulados, conforme adiantou TRE.

05/10/2014

Inaê Brandão / Do G1 RR

Pela primeira vez em Roraima, mais de 1.200 indígenas da etnia Yanomami puderam votar em terra própria. Uma parceria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com a Fundação Nacional do Índio (Funai) instalou uma seção eleitoral na comunidade Sikamabiu, no município de Alto Alegre, região Oeste do estado. Após o fim da votação, as informações serão enviadas via satélite direto da comunidade por um ponto instalado especialmente para a ocasião.

Segundo o líder indígena Carlos Nilson Xirixana, de 26 anos, a seção é um marco para a comunidade que poderá, enfim, exercer a cidadania sem ter que se deslocar horas de barco até Boa Vista, Alto Alegre ou outros municípios. “Foi uma conquista para o nosso povo”, afirmou Nilson Xirixana.

Emerson Xirixana, professor da comunidade e presidente da seção, frisou que a votação foi importante, pois eles puderam escolher seus representantes. A seção atendeu outras oito aldeias da mesma etnia que ficam na calha do rio Uraricoera.

Apesar de já existirem outras zonas eleitorais em comunidades indígenas, pela primeira vez o direito ao sufrágio chega a uma área de difícil acesso, em zona de mata fechada. Para acessar as terras Yanomami, a viagem é de quatro horas de carro e mais oito horas de barco, em época de seca.

A logística para viabilizar a votação foi iniciada no sábado (4), quando o Exército levou as urnas de helicóptero ao local de votação e o TRE enviou um técnico para treinar o presidente e mesário da seção, que são da própria comunidade.

“Eu apresentei um vídeo pelo notebook explicando o procedimento. Eles não tiveram dificuldade no treinamento”, afirmou Jardel Dantas, técnico de transmissão do TRE.

Iniciativa

A possibilidade da votação ser realizada na comunidade surgiu por interesse dos próprios indígenas. Nas últimas eleições, alguns deles foram levados para Alto Alegre por candidatos a vereador para votar, mas foram abandonados na cidade após o pleito e não tinham como retornar.

Foi uma conquista para o nosso povo”

Carlos Xirixana, líder indígena

A comunidade formou, então, uma assembleia com todas as lideranças Yanomani e, após uma votação, encaminharam um documento para o TRE solicitando a criação da seção.

Após o tribunal autorizar a criação da seção, em março de 2014, começou o processo de transferência de títulos e emissão de novos para os que não possuíam. Apesar disso, muitas pessoas ficaram sem votar por não ter a documentação necessária.

Para a próxima eleição, a Funai pretende fazer uma parceria com a Justiça Itinerante do Tribunal de Justiça de Roraima e viabilizar a emissão de documentos como carteira de identidade e CPF para que todos possam tirar título de eleitor e votar.

Jovens indígenas

Apesar de a maioria da comunidade ser formada por adultos, os jovens participaram da votação de forma ativa e as crianças ficavam circulando a urna, que foi instalada na escola, de forma curiosa.

yanomami2As jovens Priscila Xirixana, 16 anos, e Sheila Xirixana, 17 anos, votaram pela primeira vez (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)

Sheila Xirixana, de 17 anos, que votou pela primeira vez, disse que não teve dificuldades, e afirmou que a ação é importante para a comunidade, principalmente na construção de uma nova escola, já que a atual foi construída de forma precária com restos de madeira. “Eu gostei de votar”, disse.

Passível de anulação

Apesar da vitória conquistada pela comunidade, segundo o técnico do TRE, os votos poderão ser anulados, pois todos os eleitores estavam com a ‘cola’ dos mesmos candidatos, o que poderia levar a conclusão de que haviam sido comprados. Ainda de acordo com Jardel, um candidato da oposição que verificar que todos os votos são para as mesmas pessoas pode pedir a anulação dos votos.

Yanomami4Visão aérea da comunidade Sikamabiu, reserva Yanomami (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)

Saiba mais:

FOTOS: Yanomami votam em área indígena de RR

Indígenas Yanomami participam pela primeira vez de seção eleitoral em RR

Em RR, indígenas da área Yanomami podem solicitar título de eleitor

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Charge do Amarildo: Sonho e Pesadelo

06/10/2014 at 13:06 (*Liberdade e Diversidade)

OPI-002.eps

*Charge do Amarildo para a Gazeta online (06/10/2014). Supimpa!

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Confira o resultado das eleições para governador no País

06/10/2014 at 12:18 (*Liberdade e Diversidade, Hermano de Melo)

 

Vejam quais ganharam no primeiro turno e quais vão para o segundo turno em todo o País. Para ver maior, abra a imagem em uma nova guia:

governadores

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PSDB já negocia apoio de Marina no segundo turno

06/10/2014 at 11:52 (*Liberdade e Diversidade)

aeciomarina1

5 de Outubro de 2014

BAND / Correio do Estado

(Foto: Divulgação)

Depois da arrancada do senador Aécio Neves na reta final das eleições, o PSDB já começou a negociar com interlocutores da candidata do PSB Marina Silva o apoio da pessebista caso o tucano chegue ao segundo turno.

A aliança foi defendida publicamente pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e, nos últimos dias, o tom das críticas de Aécio a Marina começou a ser amenizado em uma sinalização, segundo interlocutores tucanos, de que a tentativa de apoio seria negociada. Em 2010, após conseguir quase 20 milhões de votos, Marina Silva, então no Partido Verde, optou pela neutralidade e não apoiou nem Dilma Rousseff (PT) nem o então candidato José Serra (PSDB).

Uma reunião entre caciques do PSDB já foi pré-agendada para esta segunda-feira em São Paulo e os diretórios estaduais da sigla foram mobilizados para que procurem interlocutores de Marina Silva para negociar apoio no segundo turno. Os tucanos apostam no nome do deputado federal Walter Feldman, egresso do PSDB, como um dos mais fortes canais de interlocução para discutir uma aliança no turno suplementar.

“Aécio e Marina, PSDB e PSB, estarão juntos no segundo turno a favor da mudança necessária. O processo tem que ser respeitoso, consistente e programático para gerar confiança e credibilidade”, disse neste domingo o presidente do PSDB-MG, deputado Marcus Pestana. “A convergência [entre Aécio e Marina] terá que ser institucional e programática”, afirmou.

Após ter votado em Belo Horizonte, o candidato Aécio Neves disse que só falaria de possíveis alianças no segundo turno depois da conclusão da apuração de votos pela Justiça Eleitoral. Ele lembrou as manifestações de junho de 2013, que pediam mudança na política brasileira, e disse que a reeleição da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) não atenderia aos anseios das ruas.

“Não posso acreditar que esse sentimento de mudança amplo hoje na sociedade possa ser expresso pela reeleição da presidente da República e do grupo político que há 12 anos não fez essas mudanças que a sociedade aguarda”, declarou.

O candidato tucano acompanhará a apuração dos votos em seu apartamento no bairro Anchieta, na capital mineira.

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Dilma e Aécio disputam 2º turno, veja os resultados nos Estados

06/10/2014 at 11:26 (*Liberdade e Diversidade)

Dilma e Aécio IDILMA E AÉCIO DISPUTAM 2º TURNO, VEJA RESULTADOS NOS ESTADOS (Fotos: Eraldo Peres/AP e Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil/AP)

06/10/2014

MSN

Com 100% das urnas apuradas, Dilma Rousseff (PT) alcançou 41,59% dos votos, seguida por Aécio Neves (PSDB), com 33,55%, e Marina Silva (PSB), com 21,32%.

A presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) vão disputar a segunda etapa na corrida pela Presidência; veja os resultados em todo o País.

Veja os números:

Eleição nacional

No Senado, PMDB, PT e PSDB perdem, enquanto PSB, DEM, PSD e PDT crescem

O resultado das urnas neste domingo (5) não alterou significativamente a composição das maiores bancadas do Senado Federal

 Agência Brasil

PT e PMDB mantêm maiores bancadas na Câmara, PSDB cresce 25% e assume 3º posto

PT e PMDB perderam deputados e ainda assim se manterão, respectivamente, como primeira e segunda maiores bancadas da Câmara dos Deputados, segundo levantamento do site Congresso em Foco após a eleição de domingo, ao passo que o PSDB crescerá 25 por cento e assumirá o terceiro posto, atualmente nas…

Dilma ataca PSDB após definição de confronto; Aécio diz que mudança venceu 1º turno

Atual presidente teve 41,6% dos votos válidos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já o rival ficou com 33,6%

Marina diz que programa será base para posição no 2º turno e sinaliza que pode apoiar Aécio

“Nós vamos fazer a discussão e obviamente que estatisticamente a sociedade mostra isso. Não há o que tergiversar com o sentimento do eleitor de 60 por cento que fez esse movimento(de mudança)”

PERFIL-Estrela tucana desde 2001, Aécio resiste a reviravoltas e chega…

 Reuters

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Delcídio e Reinaldo disputam 2º turno em Mato Grosso do Sul

06/10/2014 at 10:35 (*Liberdade e Diversidade)

Delcídio e AzambujaDelcídio e Reinaldo Azambuja disputam o 2º turno em MS (Foto: Editoria de Arte)

Com 100% dos votos apurados, MS terá segundo turno para governador.
Delcídio teve 567.331 votos. Reinaldo recebeu 516.744 votos.

05/10/2014

Do G1 MS

O segundo turno das eleições para governador de Mato Grosso do Sul será disputado entre os candidatos Delcídio do Amaral (PT) e Reinaldo Azambuja (PSDB). Segundo a Justiça Eleitoral, com 100% dos votos apurados neste domingo (5), Delcídio teve 567.331 votos, o que corresponde a 42,92% dos votos válidos. Reinaldo recebeu 516.744 votos, o equivalente a 39,09%. Nelsinho Trad (PMDB) ficou em terceiro, com 16,42%.

mato grosso do sul

Ficha Mato Grosso do Sul (Foto: Editoria de Arte)

(Veja a apuração completa para governador, senador, deputado federal e deputado estadual em Mato Grosso do Sul)

Ao G1, o petista afirmou que já esperava disputar o 2º turno com o tucano e que vai buscar apoio do PMDB. “Acho que ficou provado que a população quer o debate de dois projetos diferentes: do PT e do PSDB. Evidentemente que algumas avaliações surgiram em função do resultado eleitoral de hoje. De hoje para amanhã vamos ter quadro bem definido de qual estratégia de campo que vamos seguir e política que vai pautar esse segundo turno”, declarou.

Reinaldo disse ao G1 que não se surpreendeu com o resultado. “Sempre confiei no trabalho realizado nos últimos anos”, comentou. Em relação ao segundo turno, o tucano disse que vai procurar todos os partidos para conversar. “A prioridade do meu governo é diálogo”, concluiu candidato.

Delcídio está no segundo mandato de senador por Mato Grosso do Sul. Nascido em Corumbá, tem 59 anos. Formado em engenharia elétrica, antes de seguir carreira política, trabalhou na construção de hidrelétricas. Foi diretor da Eletrosul, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, ministro de Minas e Energia e diretor de Gás e Energia da Petrobras.

Em Mato Grosso do Sul, foi secretário de Estado da Infraestrutura e Habitação no primeiro governo de Zeca do PT, em 2001. No ano seguinte, foi eleito senador. Em 2006, disputou o governo do Estado, mas foi derrotado pelo candidato do PMDB, André Puccinelli. Em 2010, foi reeleito senador.

Reinaldo Azambuja foi eleito prefeito de Maracaju em 1996 pelo PSDB. Foi reeleito em 2000. No último mandato, assumiu a presidência da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul). Em 2006, foi eleito deputado estadual e, em 2010, deputado federal. Em 2012, disputou a Prefeitura de Campo Grande, ficando em terceiro lugar no computo geral dos votos.

Propostas

Na campanha eleitoral, Delcídio começou a disputa na frente dos demais concorrentes. Na primeira pesquisa Ibope/TV Morena, o candidato petista tinha 39%. Nas duas pesquisas subsequentes subiu para 42%.

candidatos a governador

candidatos a senador

candidatos a deputado federal

candidatos a deputado estadual

datas das eleições

tira-dúvidas

O mote da campanha utilizado pelo senador, na tentativa de agregar simpatizantes de outros partidos, foi “candidato de todos”. Durante toda a campanha, ele valorizou o seu passado como administrador de grandes empresas privadas e públicas. Fez referência, também, aos projetos de investimentos que teria trazido para municípios de Mato Grosso do Sul.

Um tema recorrente em toda a campanha foi ligação dele com a Petrobras. Por diversas vezes, o candidato teve que explicar sobre supostas denúncias de irregularidades ocorridas em sua gestão na estatal.

O candidato do PSDB, Reinaldo Azambuja, começou a campanha em terceiro lugar, segundo pesquisa Ibope/TV Morena. Durante a campanha, subiu para segundo lugar, mas sempre muito próximo do terceiro colocado, o candidato do PMDB, Nelsinho Trad.

Para a disputa, o PSDB trouxe para o arco de alianças, cinco partidos. Reinaldo começou a campanha com forte discurso de ser o candidato ficha-limpa. Foi bastante criticado, principalmente nas redes sociais. Fez da sua administração de Maracaju exemplo a ser expandido para todo o estado.

Campanha

Ao longo da campanha, Delcídio sempre apareceu na liderança nas pesquisas. Oscilou muito pouco, mas nenhum levantamento do Ibope/TV Morena apontou possibilidade de vitória em primeiro turno. O candidato do PSDB, Reinaldo Azambuja, começou a disputa em terceiro lugar. Subiu para o segundo lugar, mas empatado com o terceiro colocado dentro da margem de erro.

A última pesquisa, divulgada no sábado (4), apontou crescimento de 10 pontos percentuais de Reinaldo, se aproximando de Delcídio na reta final. As últimas semanas foram marcadas, também, por acusações e denúncias dos dois lados.

Resultado completo da eleição para governador em Mato Grosso do Sul:

VOTOS VÁLIDOS
Delcídio (PT): 567.331 (42,92%)
Reinaldo Azambuja (PSDB): 516.744 (39,09%)
Nelsinho PMDB): 217.093 (16,42%a )
Evander (PP): 10.823 (0,82%)
Professor Sidney (PSOL): 7.823 (0,59%)
Prof. Monje (PSTU): 2.035 (0,15%)

OUTROS RESULTADOS
Brancos: 62.041 (4,30%)
Nulos: 60.430 (4,18%)
Abstenção: 373.191 (20,53%) 

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*Comentário do blog: Da mesma forma que a campanha de Aécio ganhou força na reta final em nível nacional, a de Reinaldo Azambuja fez o mesmo no MS. Com isso e com a queda de Marina Silva em nível nacional, a tendência foi o crescimento das chapas afinadas com o candidato tucano. Por outro lado, Delcídio não conseguiu manter o pique inicial que o levaria a conquistar o governo do MS ainda no primeiro turno. A tendência agora é as coisas se tornarem mais difíceis – embora não impossível – para o lado dele!

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