Estado Islâmico divulga vídeo com nova vítima decapitada

03/10/2014 at 19:27 (*Liberdade e Diversidade)

Estado Islâmico - vídeoVídeo que revela a suposta morte de um britânico termina, assim como os demais, com um refém vivo sendo ameaçado pelos terroristas. Esse refém seria um americano (Foto: The Telegraph / Reprodução)

03 de outubro de 2014

Terra

Um vídeo divulgado na internet, nesta sexta-feira, mostra a suposta decapitação de mais uma vítima do grupo extremista jihadista Estado Islâmico (EI). As informações são da agência Associated Press (AP).

Segundo a publicação, o refém decapitado seria o britânico Alan Henning, 47 anos, apelidado de “Gadget”. Nas imagens, um integrante do grupo terrorista aparece mascarado, em pé, ao lado de Henning, assim como nos demais vídeos divulgados pelo EI, antes de cortar-lhe o pescoço.

O vídeo termina, assim como os demais, com um refém vivo sendo ameaçado pelos terroristas. De acordo com as informações da agência, esse refém seria um americano.

“Obama, você começou o seu bombardeio aéreo na Síria e continua a atacar o nosso povo. Por isso, é justo que nós ataquemos o próximo refém do seu povo”, diz o homem mascarado.

AP afirma que a autenticidade do vídeo ainda não foi confirmada. No entanto, as imagens foram divulgadas da mesma maneira que os vídeos anteriores.

Se confirmada a autenticidade da gravação, esse será o quarto vídeo já divulgado pelo grupo Estado Islâmico. As decapitações não são mostradas por completo nos vídeos, mas as imagens mostram o início dos cortes que os terroristas fazem nos pescoços dos reféns.

Os vídeos anteriores mostraram a morte dos repórteres americanos James Foley e Steven Sotloff e do trabalhador humanitário britânico David Haines. Henning participa do comboio de ajuda humanitária e foi capturado após cruzar a fronteira entre a Turquia e a Síria.

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Exclusivo ISTOÉ/Sensus: Aécio e Marina empatam

03/10/2014 at 19:06 (*Liberdade e Diversidade)

AécioNovo levantamento mostra que candidato do PSDB chega ao dia do pleito com mais condições de avançar ao segundo turno do que a representante do PSB

03. Out.14

ISTOÉ Online

A pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada entre a terça-feira 30 de setembro e a sexta-feira 3 indica que 14,4% dos eleitores admitem mudar de voto e que outros 9,4% ainda não definiram em quem votar para a sucessão presidencial. É esse universo de aproximadamente 35 milhões de eleitores que irá definir quem deverá enfrentar a presidenta Dilma Rousseff (PT) no segundo turno: Aécio Neves (PSDB) ou Marina Silva (PSB). A tendência, segundo Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus, é a de que o tucano passe para a fase final da disputa. “Os números mostram que Marina vem perdendo votos diariamente, em movimento contrário ao de Aécio, que em menos de um mês teve um crescimento de pontos percentuais no índice de intenção de voto”, diz Guedes. “Soma-se a isso o fato de que a perda de votos da candidata do PSB vem acompanhada de um aumento no seu índice de rejeição, o que representa uma dificuldade maior da candidata para obter o voto indeciso ou o voto mais volátil”, explica. O levantamento, realizado em 136 municípios de 24 Estados, mostra que o índice de eleitores que afirmam não votar em Marina de forma alguma saltou de 33% para 38,8% apenas nos últimos sete dias. No mesmo período, a rejeição ao tucano praticamente não variou.

intenção de voto

De acordo com o levantamento, a presidenta Dilma Rousseff tem 37,3% das intenções de voto, Marina Silva 22,5% e Aécio Neves 20,6%. Nos últimos sete dias, a diferença entre Marina e Aécio caiu de 4,3 pontos percentuais para 1,9 pontos percentuais. Os números apurados pela pesquisa ISTOÉ/Sensus confirmam a tendência mostrada pelas pesquisas internas feitas pelo comando das três principais candidaturas. No PT, o discurso oficial é o de buscar a vitória ainda no primeiro turno. Na prática, porém, o partido trabalha com o horizonte de uma disputa contra o tucano no segundo turno, reeditando a polarização PT/PSDB que vem marcando as campanhas presidenciais desde 1994. Foi esse o cenário que pautou a estratégia da candidata Dilma Rousseff no último debate antes do primeiro turno, realizado na noite da quinta-feira 2. A presidenta e o tucano acabaram sendo os principais protagonistas do embate. Marina Silva ocupou lugar bem mais discreto, ao contrário dos debates realizados no início de setembro, quando a ex-senadora acreana surfava nas ondas das pesquisas eleitorais.

Segundo turno

segundo turno 2

No QG de Marina, o clima é de abatimento. No início da tarda da sexta-feira 3, pesquisas internas mostravam que Aécio e Marina continuavam em empate técnico, mas com ligeira vantagem para o senador mineiro. A candidatura de Marina também sofre com a divisão interna entre os “somáticos” da Rede e os líderes do PSB. Só na semana passada, por exemplo, é que Marina procurou uma aproximação com as alianças feitas pelos socialistas em Estados importantes, como São Paulo. Às vésperas da eleição, correu para distribuir material de campanha ao lado do governador Geraldo Alckmin, que deverá vencer a disputa no maior colégio eleitoral do País ainda no primeiro turno. Foi tarde demais. Nem mesmo os militantes do PSB se entusiasmaram com a tarefa. Já entre os tucanos, a ordem é apostar em um forte corpo-a-corpo com o eleitorado, usando para isso um exército de prefeitos, vereadores e deputados. As pesquisas também demonstram que o maior número de eleitores indecisos está localizado na região Sudeste. Trata-se de mais uma dado que pode ser decisivo em favor da candidatura de Aécio Neves. O PSDB tem no Sudeste do País suas principais lideranças e maiores redutos eleitorais.

Para um provável segundo turno entre Dilma e Aécio, a pesquisa ISTOÉ/Sensus mostra uma vantagem inicial de 8,9% a favor da presidenta. Esse dado, de acordo com Ricardo Guedes, não representa nenhum tipo de tendência consolidada, embora a história recente não demonstre viradas entre o primeiro e o segundo turno. “Ao contrário de outras eleições, a candidata que vem liderando o primeiro turno tem um imenso índice de rejeição (39,1%). E isso é um impeditivo para a reeleição”, afirma Guedes.

Avaliação governo

Rejeição

PESQUISA ISTOÉ/Sensus
Realização – Sensus
Registro na Justiça Eleitoral – BR- 00918/2014
Entrevistas – 2.000, em cinco regiões, 24 Estados e 136 municípios do País
Metodologia – Cotas para sexo, idade, escolaridade, renda e urbano e rural
Campo – de 30 de setembro a 3 de outro de 2014
Margem de erro – +/- 2,2%
Confiança – 95%.

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O incerto destino das organizações humanitárias (Leitura da tarde)

03/10/2014 at 18:23 (*Liberdade e Diversidade)

GazaCresce número de ataques a abrigos e hospitais em zonas de conflito, vitimando civis e profissionais de saúde. Israel e milícias de oposição sírias estão entre principais agressores

Publicado em 3 de outubro de 2014 por Redação

Por Thiago Garcia

As recentes crises humanitárias têm trazido consigo outro agravante, além do horror que carregam. Trata-se de um grande desafio, ainda que pouco se comente: os ataques à assistência à saúde em zonas de conflito. As agressões a instalações médicas e sanitárias, incluindo os profissionais dessas organizações, vêm sendo reportadas com maior frequência nos últimos anos.

Os ataques de que foram alvos funcionários de organizações humanitárias sofreram um novo recorde em 2013: foram 155 mortos, de acordo com dados da Humanitarian Outcomes. Além dos mortos, 177 foram feridos gravemente e 134, raptados.

Na Síria, atual alvo de bombardeios norte-americanos contra o grupo extremista autointitulado Estado Islâmico, a ONU denunciou o aumento de ataques contra hospitais na região, e alertou: os rebeldes têm impedido o acesso da ajuda humanitária àqueles que precisam. Em relatório enviado ao Conselho de Segurança, foram indicados doze ataques a postos médicos em junho, número mais elevado desde 2012. Em três anos de conflitos, 526 trabalhadores da saúde foram mortos. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a Organização Mundial da Saúde (OMS) também pediram ações mais efetivas por parte dos Estados para proteger pessoas que prestam ou recebem assistência à saúde em situações de conflito.

Na guerra de Israel na Faixa de Gaza, em agosto, o exército israelense foi acusado de disparar um míssil contra um abrigo da ONU, matando ao menos dez pessoas e deixando trinta feridos. Essa teria sido a terceira vez que Israel atingiu uma escola utilizada pela ONU como abrigo. Em ataque semelhante, num abrigo das Nações Unidas no campo de refugiados de Jabaliya, outras 16 pessoas morreram. Apesar de criticado pelos Estados Unidos, principal aliado de Israel, e pela comunidade internacional, nenhuma ação efetiva foi tomada. A ONU procura dar suporte a cerca de 250 mil palestinos através das escolas locais, como as utilizadas como alvos militares.

Também em Gaza, no final de Julho carros com equipes de resgate da Cruz Vermelha que tentavam entrar no distrito de Shejaiya foram atacados e apedrejados por civis, que consideraram que a organização não estava protegendo adequadamente a região.

Os relatos são numerosos e refletem uma situação alarmante contra as organizações humanitárias, que veem a perda progressiva de sua imunidade e a restrição de seu acesso às zonas de crise. Poucas são as pessoas dispostas a oferecer ajuda diante de tanto perigo e adversidade, em locais muitas vezes remotos. Esse tipo de ajuda, que visa limitar o uso da violência por parte dos combatentes, mas principalmente, socorrer as pessoas vitimadas pelos conflitos, precisa ser protegido, encorajado, e nunca ser considerado como alvo militar.

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Ebola contamina 5 pessoas a cada 60 minutos em Serra Leoa

03/10/2014 at 17:55 (*Liberdade e Diversidade)

EbolaCentro de tratamento contra ebola da ONG Médicos sem Fronteiras em Serra Leoa: país conta atualmente com apenas 327 leitos © Foto: Carl de Souza/AFP   

03/10/2014

É classificada como “desesperadora” a situação em Serra Leoa pela organização não governamental (ONG) Save The Children. De acordo com números da entidade, a cada hora, ao menos 5 pessoas são infectadas pelo Ebola neste país, um dos mais atingidos pela epidemia.

Mas os dados chocantes sobre a doença não param por aí. Serra Leoa, como tantos outros países africanos, conta com um frágil sistema de saúde e hoje é capaz de oferecer apenas 327 leitos em todo o país.

E o futuro não dá sinais de que será positivo: a previsão é que, se a contaminação continuar neste ritmo, o número de casos por hora suba para 10 antes do final de outubro.

Desde que o primeiro caso foi registrado no início do ano, na Guiné, a epidemia rapidamente se espalhou para outros países africanos. É em Serra Leoa, contudo, onde o Ebola está fazendo o maior número de vítimas.

Em um relatório publicado nesta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que, em setembro, foram registrados 2.076 novos casos e 574 mortes. Entre profissionais da saúde, 111 pessoas foram contaminadas, enquanto que 78 morreram por conta da doença.

Ajuda internacional

A Grã-Bretanha é um dos países desenvolvidos que está atuando fortemente na luta contra o Ebola. Nesta quinta-feira, acontece em Londres uma conferência que tem justamente o objetivo de debater formas de combater a epidemia.

Uma das presenças mais aguardadas era a do presidente de Serra Leoa, Ernest Koroma. Porém, por causa de problemas em sua aeronave, o líder não comparecerá ao evento que conta ainda com a participação de dezenas de líderes e organizações internacionais.

Durante a conferência, o Reino Unido se comprometeu a doar 190 milhões de dólares que devem ser usados para a compra de 700 novos leitos e também no financiamento da construção de novos centros comunitários de saúde.

Outro relatório, este produzido pelo parlamento britânico, revelou que um dos motivos que pode ter contribuído para a escalada na crise em Serra Leoa e também na Libéria foram os cortes recentes no orçamento de ajuda internacional.

Foi questionado, contudo, o quanto desta ajuda estaria mesmo sendo alocada nos lugares certos pelo governo destes países. Há pouco tempo, a União Europeia enviou 60 milhões de dólares para a Libéria. Entretanto, apenas 3,9 milhões chegaram até o Ministério da Saúde.

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Hospital São Julião é tema de primeira exposição do Museu de História da Medicina do MS

03/10/2014 at 15:37 (*Liberdade e Diversidade)

Hospital São Julião

Amin

Inaugurado em agosto de 1941, o Hospital São Julião fazia parte das colônias criadas pelo governo com a promessa de cura para hanseníase. Em apenas quatro meses, o lugar abrigava 117 pacientes de todo o Centro-Oeste. Atualmente, além de referência no tratamento da doença, o hospital se tornou um dos mais importantes do Estado.

Toda história merece ser contada. Pensando nisso, a diretoria da Academia de Medicina de Mato Grosso do Sul colocou em prática uma ideia antiga: a criação do Museu de História da Medicina de Mato Grosso do Sul. A inauguração acontece hoje (03/10) às 20 h, com a abertura da exposição “São Julião – Caminho de Paz e Esperança”. A exposição foi organizada médica Beatriz Dobashi e pelo arquiteto Cleber Lopes, e reúne a história de um dos mais tradicionais hospitais

Beatriz

da Capital, que é atualmente referência em atendimento multidisciplinar, sobretudo no tratamento de doenças oculares e internações longas. Ver a matéria completa assinada por Thiago Andrade no jornal Correio do Estado de hoje (03/10).

http://www.correiodoestado.com.br

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*Comentário do blog: Quanta História por trás da história do São Julião,hein? Parabéns, Thiago pela excelente reportagem! 

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Imagem do dia: Represa da Cantareira tem mais 5 dias de volume morto

03/10/2014 at 11:44 (*Liberdade e Diversidade)

CantareiraVolume morto começou a ser retirado pela Sabesp no dia 15 de agosto.© (Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo)

03/10/2014

Fabio Leite / Estadão

Responsável por garantir nas últimas três semanas o abastecimento de água de 6,5 milhões de habitantes da Grande São Paulo que ainda dependem do Sistema Cantareira, o volume morto da Represa Atibainha, em Nazaré Paulista, está prestes a acabar. Dos 78,2 bilhões de litros da reserva profunda do segundo principal reservatório do manancial, restavam nesta quinta-feira, 2, 6 bilhões de litros, o suficiente para cinco dias de bombeamento, segundo especialistas.

O volume morto da Atibainha começou a ser retirado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) no dia 15 de agosto, quando o volume útil, que é a água represada acima do nível do túnel de captação e transportada por gravidade para a região metropolitana, zerou. Em um mês e meio, o nível da reserva profunda caiu de 79,9% para 6,4% da capacidade.

O esvaziamento foi acelerado a partir do dia 19 de setembro, quando a Sabesp desligou as bombas que sugavam o volume morto das Represas Jaguari-Jacareí, em Joanópolis. Desde então, é a Atibainha que tem garantido água para as zonas norte, oeste e central da capital.

Com o esgotamento da reserva na próxima semana, restará à Sabesp ainda cerca de 35 bilhões de litros da Represa Jaguari-Jacareí, que são os maiores reservatórios do Sistema Cantareira, com 80% da capacidade total do manancial. O Estado apurou que há três semanas a Sabesp estava com dificuldade de captar o volume morto na região por causa da seca, que fez das represas um córrego. A Sabesp afirmou que fazia manutenção no sistema. Nesta quinta, as bombas foram religadas.

Prazo

Pelos cálculos, essa primeira cota do volume morto do Cantareira deve durar até a primeira quinzena de novembro. Para garantir o abastecimento da Grande São Paulo até março de 2015 sem decretar racionamento oficial, a Sabesp pretende usar uma segunda cota da reserva, de 106 bilhões de litros.

A Agência Nacional de Águas (ANA), um dos órgãos reguladores, condicionou a autorização de uso da água à apresentação de um plano de contingência pela companhia, que prometeu entregar uma versão final na próxima segunda-feira.

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*Comentário do blog: Alguém ainda duvida do aquecimento global?

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Bem, amigos… (Crônica da manhã)

03/10/2014 at 11:19 (*Liberdade e Diversidade)

Oswaldo Barbosa de Almeida

Oswaldo  Barbosa de Almeida*

03/05/2014

Postei uma foto no Facebook, quando do lançamento do meu último livro, aproveitando para “agradecer aos AMIGOS que me prestigiaram comparecendo ao evento.” (a palavra “amigos” saiu assim mesmo, em maiúsculas). Logo após, ao encontrar um deles na rua, fui questionado: faltou agradecer também às AMIGAS, disse ele.

Agora é assim! Desde que José de Ribamar Araújo Costa, conhecido como José Sarney, presidente da República nos distantes anos 1980, lançou o bordão “brasileiros e brasileiras”, vem se alastrando essa mania de se mencionar os dois gêneros em nossas falas e escritos. Para culminar, a atual ocupante (ou seria ocupanta?) do Palácio do Planalto impôs a forma feminina a uma palavra neutra, “presidente” (derivada do verbo presidir – quem preside é presidente, assim como quem dirige é dirigente, etc.), exigindo ser tratada como “presidenta”. Quando falamos aos estudantes devemos dizer “estudantes e estudantas”?

amigos

Ora, em meu agradecimento eu me referi a todos os presentes e não a um amigo ou a uma amiga em particular; naquele caso utiliza-se o masculino, do mesmo modo que se diz “a trajetória do homem sobre a Terra”, significando o caminhar do ser humano pelo planeta onde surgimos há algumas centenas de milhares de anos.

Se tivermos de proceder conforme esse modismo, deverá ser modificada a própria Constituição, que, em nenhum dispositivo abraça essa esquisitice. No art. 5º, que inicia o Título II – Dos Direitos e Garantias Fundamentais – é dito que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País …” Pronto! E agora? A garantia é aos brasileiros e estrangeiros! As brasileiras e estrangeiras estariam de fora? O art. 12 diz que “São brasileiros natos” os nascidos aqui, bem como fora do País em determinadas circunstâncias, repetindo o termo em outras disposições, inclusive regulando direitos e deveres dos brasileiros naturalizados. As brasileiras foram esquecidas?

A vigorar essa estultice, deverá ser reescrita a célebre frase de Getúlio Vargas, o “pai” da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que iniciava seus discursos com a expressão “Trabalhadores do Brasil!”, passando para “Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil!”. Igualmente se dará nova redação ao primeiro verso da penúltima estrofe do Hino da Independência do Brasil, composto por Pedro de Orleans e Bragança, o futuro Imperador Dom Pedro I, segundo a lenda, logo após proferir o Grito do Ipiranga. O verso, parte da letra de Evaristo da Veiga, passaria de “Parabéns, ó brasileiros” para “Parabéns, ó brasileiros e brasileiras”. Lindo, não?

Isso, “Basicamente, trata-se de uma bobagem populista – daí seu sucesso com os políticos, cultores por excelência de bobagens populistas. Se é inegável que a ancestral eleição do gênero masculino como universal é um sintoma de machismo da cultura, o que fazer disso é outra história.” (Sérgio Rodrigues, “Sobre Palavras”, site de VEJA, 16/9/2014).

*Advogado e escritor  (coxim.oba@gmail.com)

**Crônica publicada ontem (02/10) no jornal “Correio do Estado”.

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Debate na Globo tem choque entre grandes,piadas e falhas de Bonner

03/10/2014 at 10:11 (*Liberdade e Diversidade)

Aécio,Dilma,MarinaÚltimo debate entre os presidenciáveis ocorreu na noite desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, a dois dias da eleição

03 de outubro de 2014

Terra

O último debate entre os presidenciáveis realizado na noite desta quinta-feira pela TV Globo foi marcado pelo embate entre direto os principais candidatos, Marina Silva (PSB), Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB) também estavam presentes e contribuíram para acalorar ainda mais a discussão.

A corrupção marcou o primeiro bloco do programa. Entre os temas abordados, se destacaram a CPI da Petrobras e o Mensalão Mas foi a homofobia que colocou fogo neste primeiro momento do debate e causou uma das maiores discussões da noite.

Na primeira oportunidade que tiveram, Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL) confrontaram Levy Fidelix (PRTB) em relações as declarações feitas do debate anterior, no último domingo, em que pediu enfrentamento a gays e foi duramente criticado, e chamado de nojento, nas redes sociais. Luciana Genro abriu fogo: “Tu devia ter saído daquele debate algemado, direto para a prisão […] isso só não ocorreu pois não temos lei que criminalize a homofobia”, disse Luciana ao candidato do PRTB. Levy Fidelix, por sua vez, revidou não só a ela, mas também a Eduardo Jorge, a quem acusou “não ter moral” para fazer tais críticas já que o candidato do PV “propõe que o jovem consuma maconha” e “faz apologia ao crime”.

A segunda etapa do debate foi marcada por discussões sobre corrupção, privatização de estatais, e independência (ou autonomia) do Banco Central, tema sobre o qual Dilma e Marina travaram forte embate. Marina lembrou, por exemplo, que Dilma havia defendido a ideia em 2010 e que a “autonomia do Banco Central serve para evitar que a inflação cresça “como está crescendo no governo” de Dilma”. A atual presidente, por sua vez, declarou que Marina não sabia diferenciar autonomia de independência.

A candidata à reeleição também foi alvo de ataques de seus principais rivais no que diz respeito ao escândalo da Petrobras. “No meu governo, a Petrobras vai ser devolvida aos brasileiros, teremos uma gestão que engrandece a empresa, e que não a diminua como foi feito no seu governo”, disse Marina a Dilma Rousseff. O fato de Dilma supostamente desconhecer os casos de corrupção vinculados à gestão da estatal também foi colocado em dúvida pelos concorrentes.

“É lamentável o que acontece hoje no Brasil. Infelizmente a presidente Dilma Rousseff diz que não sabia que uma pessoa estava praticando atos de corrupção dessa magnitude durante 12 anos no seu governo. Se não fosse o trabalho da Polícia Federal, ainda teríamos a continuidade dessas pessoas que estavam assaltando os cofres públicos [em referência ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa]”, declarou a candidata do PSB em dado momento do debate.

Dilma se defendeu, contra-atacando Marina e disse: “O seu diretor de fiscalização do Ibama foi afastado no meu governo por desvio de recursos e eu não saí dizendo por aí que você tinha acobertado corrupção, esse diretor nós investigamos, nós prendemos. No passado ninguém prendia ninguém”. A candidata do PT também argumentou que, em seu governo, combateu a corrupção: “não escondi debaixo do tapete, não varri e não engavetei. Dei autonomia para a Justiça investigar.”

Nos dois últimos blocos, habitação popular, projetos sociais e segurança pública foram abordados pelos participantes. Não faltaram críticas à situação carcerária e promessas de que projetos sociais, como o Bolsa-Família seriam não apenas mantidos, como aprimorados.

O que também não faltou durante todo o debate foram falhas do mediador, o apresentador William Bonner, que se atrapalhou diversas vezes, ao coordenar as réplicas e tréplicas dos candidatos, e ao esquecer de sortear os temas sobre os quais os participantes teriam de formular as questões aos rivais.

As piadas de Eduardo Jorge também foram um dos pontos altos do debate. Ao discutir com Dilma sobre investimentos na educação e comentar sobre a aprovação de 75% dos royalties do pré-sal para a educação, o candidato do PV soltou: “os royalties vão entrar pela porta dos fundos da saúde e a qualidade vai sair pela janela”.

Eduardo também provocou risos na plateia ao dizer para Dilma que o projeto da Farmácia Popular, citado por ela, é de sua autoria. Bem-humorada, a presidente e candidata à reeleição fez um sinal positivo com as mãos.

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