Mundos

28/02/2009 at 00:24 (Autores Convidados)

Lais Schwarz

 

Não sei se você já teve aquele sentimento de “vontade de falar”, mas não encontrar as palavras corretas. É assim que estou me sentindo, ao escrever esse texto. Pensei durante dias, sobre o que falar. Mas as palavras parecem estar longe, apesar de senti-las tão próximas. Decidi, afinal, deixá-las me guiar. Vamos ver o que as palavras querem dizer.

Apesar de você saber que, geralmente (e esse geralmente tem um sentido bem pendente pro lado de: quase sempre), meus textos conseguem correr pro lado da emoção, alguma coisa como Auto-Ajuda ou algo do gênero, confesso, que essa não é a minha intenção. Isso é meu caráter. Desculpe-me.

E, então, conforme as palavras começam a surgir, eu percebo o quanto há para se falar no mundo. Política, moda, tecnologia, guerra, livros, música, problemas (ah! E como existem problemas), algumas soluções (algumas mesmo), animais, plantas, ecologia, novela, filmes… (já disse o quanto eu venero as reticências? Elas conseguem dizer tanto!). Mas sabe o que é mais interessante nisso tudo? Que, quando pensamos, falamos, comentamos, trocamos idéia, ou até silenciamos, penetramos com uma força tão simples, no mundo intrínseco das palavras! Palavras, um sinal. E eu não estou falando apenas daquele efeito sonoro que podemos liberar da nossa boca. Estou falando de um mundo.

Um mundo totalmente diferente, cheio de notas, de ligações, de novidades, de veias, artérias, coração. Um mundo tão igual a nós, e dentro de nós.

Difícil entender? Pior ainda explicar.

Já parou para pensar em como palavras modificam? Palavras nos fazem mudar o curso da história, palavras transmitem idéias e, mesmo quando são apenas sinais, transmitem sons. Sons interiores. Sons desconhecidos. Palavras criam vínculos, crescem entre a relva do nosso interior, palavras destroem jardins, constroem muros. Palavras matam pessoas, libertam pessoas, guiam pessoas. Palavras, palavras, palavras…

Tão poderosas, e, mesmo quando aquele tal de silêncio tenta provar que é melhor, mais sábio e tão sincero, lá, no nosso íntimo, lá, no nosso mundo, estão elas: As palavras. Aquele tipo de palavra sem som, só interior. Pensamento, busca.

Sou apaixonada por elas. Elas me fascinam, me enganam, me dominam. E elas nem são palpáveis! Nem posso tocá-las, olhar para elas e dizer alguma coisa que me faça esquecê-las. Correr para longe delas. É como fugir do presente, fuga eterna.

Apaixonei-me por algo que não posso ver, mas que posso conhecer incansavelmente. É uma espécie de idéia platônica. Coisas de outras eras. Sentimento bom é saber que elas não me deixam, que mesmo que as coisas estejam difíceis no mundo real, elas estarão sempre aqui. Companheiras.

Sou grata, muito grata a elas. Não só por elas não me abandonarem, mas, porque, só com elas (não para elas), posso desabafar. Palavras!

Cada uma, com seu significado tão simples, formando linhas, formando tempos, formando eras, formando história, detalhes. A ausência de uma, uma única palavra, poderia modificar leis, artigos, idéias, filosofias, vidas! Como conhecê-las plenamente? Como saber usá-las, convencê-las, usá-las? Palavras!

Eu não sabia muito sobre o que falar quando comecei a escrever o texto. Confesso que, ainda, não sei muito bem o que falar, já no final do texto. Tenho medo da imparcialidade, preciso confessar que gosto de ser parcial em alguns sentidos, em alguns momentos. Isso me transforma.

Brilhantes!

E se você parar para pensar sobre o seu caráter, logo perceberá que as palavras costumam se uniformizar com ele. Por isso, talvez, meus textos tendem a ser mais simples e emotivos e sempre imperfeitos. Coisas de caráter! Essas palavras, me revelando! E o pior, eu permitindo.

E a grande verdade é que só percebemos seu poder, depois que nos entregamos, completamente, a ela. Podemos sair bem confusos dessa entrega, mas descobrimos mundos nunca antes descobertos. Mundos nossos. Mundos.

A palavra é a porta de entrada para o mundo

(Cecília Meireles)

 

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Crise anunciada?

26/02/2009 at 00:01 (Danilo Nery)

O ano de 2009 iniciou-se sob o signo da crise financeira internacional. Notícias de que a maioria das economias do mundo- sejam de países desenvolvidos ou em desenvolvimento- irão desacelerar, ou até mesmo, como no caso de Alemanha e Reino Unido, retrair  tornaram-se rotina.

 O estopim da atual  crise foi o estouro da bolha do mercado imobiliário americano, esta financiada por empréstimos, que ao longo do tempo, exigiam cada vez menos contrapartidas de seus tomadores. Tal facilitação chegou ao cúmulo, com  o chamado mercado subprime, mais conhecido, pelos norte-americanos, como NINJA (pessoas sem renda, sem emprego e sem ativos¸ sigla em inglês.).

No entanto, este evento só foi a “ponta do iceberg”  de um problema crônico e estrutural da economia norte-americana, e de certa maneira, da mundial. O alto endividamento.

 Durante vários anos, a economia americana cresceu sustentada por vários tipos de débitos. Antes  da crise, os chamados déficits gêmeos dos EUA – déficit fiscal governamental e déficit comercial- já preocupavam alguns economistas, pois com eles, o governo gasta mais do que arrecada e o país importa mais do que exporta.

Com o estopim da crise, outros tipos de débitos vieram à tona, como as dívidas dos consumidores, dividas dos bancos e do mercado financeiro. Tal conjuntura resultou num acumulado de dívida equivalente a 350 % do PIB americano, ou seja, governo, empresas e cidadãos comuns  possuem uma dívida  conjunta de  3,5 vezes o PIB( veja o gráfico). Situação que pode piorar com os sucessivos planos de resgate a economia. 

 São várias e complexas as condições que levaram os Estados Unidos a tal ponto, contudo pode-se dizer que começaram em meados dos anos 70, com o processo de liberalização e desregulamentação  da economia.

O fato é que esta desregulamentação levada ao extremo, em meados da década de 2000, criou um ambiente, o qual era fácil se endividar. O problema é se endividar para que? Para comprar  LCDs, PCs, casas, iates,…; ou fazer como o governo Bush que entrou em duas guerras tomando dinheiro emprestado da China?

Não é intenção deste artigo defender o “anticonsumismo” como solução, até porque a história do capitalismo foi construída por meio da compra e venda de mercadorias. Porém, diante desta crise, não é demais perguntarmos a nós mesmos o quê e para quê nós compramos. E ainda, se a atual sociedade do consumo consegue sustentar este comportamento daqui para frente.    

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Uma estrada para Luiza*

25/02/2009 at 00:01 (Hermano de Melo)

Hermano de Melo

As curvas da MS-Luiza Brunet. Que tal?

As curvas da MS-Luiza Brunet. Que tal?

 

 

Homenagem é uma palavra que define retribuição de honra, agradecimento, tornar público com um ato de gratidão algum favor prestado a alguém. O ato de homenagear é muito antigo, pois desde os primórdios as civilizações tribais pré-históricas homenageavam com rituais seus guerreiros e os seus Deuses (Wikipédia). Mas isso parece não ter mudado muito nos dias atuais. Homenageia-se a tudo e a todos, muitas vezes, sem qualquer critério ou cuidado! Há, no entanto, uma diferença fundamental entre os tempos de ontem e os de hoje: antes se sabia exatamente porque determinada pessoa estava sendo homenageada, enquanto que hoje nem sempre é possível estabelecer isso com a devida clareza.    

Não se está falando aqui, é claro, daquelas homenagens clássicas e merecidas que são dirigidas às mães, aos professores, aos mortos, aos vultos históricos, aos grandes gênios da humanidade,etc. Alguém em sã consciência, por exemplo, negaria uma homenagem a Albert Einstein, Charles Darwin, Leonardo da Vinci, Mozart, Martin Luther King, Machado de Assis, Chico Mendes, Ayrton Sena, Helder Câmara, Madre Tereza de Calcutá, Lady Diana, e tantos outros?  O que se contesta são aquelas homenagens vazias e sem sentido, geralmente concedidas pela classe política a certas pessoas que, muitas vezes, não sabem nem porque estão sendo condecoradas, ou de outras que trazem no seu bojo algum tipo de ilegalidade!   

Pois foi justamente uma homenagem furada desse tipo que causou o maior frisson na sociedade sul-mato-grossense até muito recentemente. É que em 29/01 passado, no Centro de Convenções de Campo Grande, MS, o governador do Estado André Puccinelli – num momento de arroubo esportivo – anunciou o nome que seria dado à “nova estrada” MS-156, que liga Dourados e Itaporã, após sua duplicação e melhorias: “Avenida (sic) Luiza Brunet”. Segundo ele, “a homenagem é o reconhecimento pelo sucesso nacional e internacional da ex-modelo, que sempre demonstrou orgulho das origens e que agora aderiu à mobilização para fazer da capital uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014”. Imediatamente, dois ilustres deputados estaduais assumiram a subpaternidade da homenagem: o presidente da Assembléia Legislativa do MS, Jerson Domingos e Paulo Corrêa. Enquanto isso, no paralelo, a nova estrada já estava sendo chamada de “Rodoboa” em homenagem à Luiza! 

Mas, como se sabe, o projeto de lei que recebeu o número 003/2009 foi bombardeado por todos os lados, desde que deu entrada na Assembléia Legislativa do Estado, e foi posteriormente descartado. É que no afã de agradar ao governador e homenagear a empresária e musa nascida em Douradina-MS, três vezes capa da revista Playboy, rainha da bateria da Imperatriz Leopoldinense e madrinha do MS na Copa de 2014 (qual terá sido o cachê dela, hein?), Luiza Brunet (46 anos), os deputados Jerson Domingos e Paulo Corrêa se esqueceram de alguns “pequenos” detalhes: 1) A citada rodovia já havia sido batizada com o nome de Pedro Palhano e a família deste estava fula de raiva com o referido projeto; 2) Além disso, o projeto de lei 003/09 contrariava duas legislações – uma federal, Lei 6.454, de 24 de outubro de 1977, e outra estadual de número 3.276/06 – ambas vedando a proposição dos dois deputados de designar uma obra pública com nome de pessoa(s) viva(s).

É evidente que no caso em apreço o fator principal que deve ter pesado contra a aprovação do nome do projeto de lei 003/09, ao que parece, não foi o fato da musa Luiza Brunet estar viva – aliás, não apenas viva, mas linda e sensual como sempre, e merecedora de todas as homenagens possíveis! – mas sim o fato da rodovia ter sido batizada previamente com outro nome. Senão, como explicar a quantidade de obras na Capital e no Estado que receberam nomes de pessoas que estão aí “vivinhas da silva” e capazes de aprontar “poucas e boas”, hein? Aliás, o mais recente exemplar dessa casta de obras destinadas erroneamente a pessoas vivas foi inaugurado em meados de dezembro do ano passado pela prefeitura da capital: a concha acústica da Praça do Rádio Clube, que recebeu a denominação de “Família Espíndola” (nada contra a performance e a importância artística da família Espíndola!).

Por último, vale acrescentar que a razão principal da não escolha do nome Luiza Brunet para denominar a rodovia MS-156 (uma idéia não muito feliz, por sinal), além das mencionadas acima, pode ser resumida na pergunta que é feita no blog “Malditas” de 13 de fevereiro último na Internet: “Será que a estrada MS-156 é cheia de curvas?” A julgar pela destinação que foi dada ao projeto, tudo indica que não, né? E dê-lhe carnaval!

 

* Texto publicado no jornal Correio do Estado no dia 21/02/09.

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Muitas imagens e conlusões em uma noite de domingo.

24/02/2009 at 07:00 (Matheus Cabral)

Poster da Cerimônia do Oscar 2009

Poster da Cerimônia do Oscar 2009

Matheus sentado em frente ao computador ansioso. Conclusão: esperando pela cerimônia do Oscar. Reportéres da ABC falando das roupas dos famosos. Conclusão: só coisas básicas como Versace, Dior Haute Couture, Jean-Paul Gaultier e por aí vai. Vanessa Hudgens e Zac Efron, o casal-do-momento sendo entrevistado, falando que é uma honra estar no carpete vermelho mais famoso do mundo. Conclusão: eles não deveria estar ali. Kate Winslet simplesmente linda. Conclusâo: talvez ela ganhe. Meryl Streep!!!!!!! Conclusão: Matheus é louco por essa mulher, e a filha dela é linda. Pitt-Jolie no carpete. Conclusão: casal foi indicado para melhor ator e atriz, respectivamente, quem sabe Angelina consiga se afirmar como atriz, não que ela seja lá alguma coisa. Robert Pattinson no carpete, se achando o cara. Conclusão: espero que dessa vez ele entrou embaixo do chuveiro.

Kodak Theatre lo-ta-do. Conclusão: vai começar. Hugh Jackman como anfitrião. Conclusão: puta, vai ser uma merda. Hugh Jackman cantando e dançando. Conclusão: tá, fui preconceituoso, o cara manda bem. Melhor atriz coadjuvante, Penélope Cruz. Conclusão: a cerimônia vai ser rápida. Kodak Theatre com uma produção um tanto modesta. Conclusão: até Hollywood entrou na onda de crise. Matheus vendo ABC sem legenda. Conclusao: não estou entendendo metade das coisas, mas dá pra seguir. Hugh Jackman fez uma piada, e eu entendi, RÁ! Conclusão: eu mando muito no inglês.

Não entendo o que estão dizendo. Conclusão: não mando tanto no inglês. Zac Efron no palco, de mãos dadas com Alicia Keys. Conclusão: ele bem que queria ela como namorada, em vez da Hudgens “saidinha”. Pattinson no palco. Conclusao: certeza que deixaram ele entrar sem banho tomado, olha a cara de faceiro dele. Will Smith. Conclusão: ele pagando de engraçado é divertido até quando eu não entendo. Ben Stiller parecendo louco. Conclusão: me deixo levar pela platéia e fico rindo. Jennifer Aniston linda, e constrangida. Conclusão: queria ver se o constrangimento fosse maior se ela fosse dar prêmio ao Brad Pitt.

Prêmio de Ator Coadjuvante, e geral fazendo cara de choro. Conclusao: todo mundo é bom ator. Pais e irmã de Heath Ledger recebendo prêmio póstumo e lendo papel pra falar do filho. Conclusão: que tipo de pai precisa de papel para falar do filho? Um pai um tanto estranho. Pais do Heath Ledger ainda no palco. Conclusão: vaza, bandiaproveitador. Matheus com sono. Conclusão: não vai terminar nunca.

Hugh Jackman dançando, de novo. Conclusao: cansativo já. Beyoncé entra na jogada. Conclusão: Opa, melhorou. Beyoncé cantando uma música que não lembro o nome. Conclusão: ela canta muito, fato. Vanessa Hudgens com todo ar de pureza dela, entra no palco, com o namorado, Efron, cantando sucesso de High School Musical 3. Conclusão: vocês não vão ganhar Oscar, rala peito. Termina tudo. Conclusão: vai logo, quero ver quem ganha os melhores.

Acelerando a noite.

Melhor atriz. Conclusao: chegou a hora. Anne Hathaway concorrendo? Conclusão: ela vai ganhar só porque eu gosto dela. Meryl Streep concorrendo. Conclusao: Anne não ganha. Ganhadoras do Oscar falam as indicadas. Conclusao: das cinco, não conheço duas. Anuncia, KATE WINSLET!! Conclusão: essa premiação foi válida, e ela ainda brinca falando que o Oscar não é um pote de shampoo. Melhor ator.Conclusão: tudo menos Mickey Rourke, ele me dá nojo. Cinco ganhadores anunciando os indicados. Conclusao: tenso, só conheci dois. Quando mostrou o Rourke, atras dele estava Pattinson com uma cara de nojo.Conclusão: nem ele mais aguenta o próprio cheiro. And the Oscar goes to… SEAN PENN!! Conclusao: ele é foda. Brad Pitt não ganhou. Conclusao: quero ver ele falando pros 5000 filhos que ‘nem mamãe, nem papai ganhou o novo bonequinho’ RÁ! Melhor filme. Conclusão: será mesmo que “Benjamin Button” vai decepcionar assim? “Quem quer ser um milionário?” ganha. Conclusão: mano, vou ver esse filme, CERTEZA! Hugh Jackman dando tchau. Conclusao: ele conquistou meu respeito, valeu a pena. Matheus fecha o TVU, desliga o computador e vai dormir. Conclusão: a noite foi longa e cheia de conclusões.

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O que é que a Carmen tem?

23/02/2009 at 00:02 (Samyra Yulle)

Samyra Yulle Galvão

 

Ícone internacional do brasileirismo, definia sua infância como a “ a coisa mais pacata da vida”. Maria do Carmo Miranda da Cunha, segunda filha do barbeiro José Maria Pinto Cunha e de Maria Emília Miranda, recebeu o apelido “Carmen” mais tarde, já no Brasil, graças ao gosto do pai por óperas.

Entre os anos de 1930 a 1950, percorreu o rádio, o teatro de revista, o cinema e a televisão. Sua carreira artística nos remete ao Brasil e  aos Estados Unidos, mas seu nome e principalmente sua voz não se limitam a dois países.

A última, que outrora encantava clientes no primeiro emprego, na loja de gravatas, foi responsável pelo primeiro contrato para uma cantora de rádio, na época em que a praxe era o cachê por participação.Do Cassino da Urca à Terra do Tio Sam, a ida para os Estados Unidos estava além de um salário fabuloso. Era exigência da luso-brasileira a ida do grupo musical Bando da Lua. No mesmo ano em que ganhou os aplausos de Franklin Roosevelt, retorna ao Brasil ovacionada pelo público carioca. Mas era 1940. O clima de guerra não deixou de lado as críticas de políticos que a consideravam americanizada. “Mas p’rá cima de mim, p’rá que tanto veneno?”

Deixou as marcas de seu sapato e de suas mãos na Calçada da Fama do Teatro Chinês de Los Angeles, só esqueceu de patentear sua marca registrada: as sandálias plataformas, destaques da indumentária de Carmem Miranda. Estas disfarçavam o 1m e 54 cm de altura da Diva, nada comparado a sua grandiosidade infinita.

Os anos passam, só não a febre pelos “balagandãs” da pequena notável, que não abandonam o estilo irreverente da “Cantora do it”. Em homenagem a seu centenário, a edição de 2009 do São Paulo Fashion Week Inverno promoveu uma exposição especial com peças do acervo do Museu Carmen Miranda no Rio.

Mas que fique registrado um paradoxo: “A pequena notável”, chegou a receber o maior salário até então pago a uma mulher nos Estados Unidos.No entanto, a fama rendeu-lhe um prejuízo incalculável. Não se trata de ser a mulher que mais pagava imposto de renda nos Estados Unidos. Para dar conta da agenda, Carmen fez uso de barbitúricos, além de vários outros remédios, tanto estimulantes quanto calmantes, cujos efeitos foram potencializados pelo consumo de tabaco e álcool.

Todos os estudiosos e biógrafos de Carmen apontam seu casamento com o americano David Sebastian como o início de sua decadência física. Sebastian, de empregado de uma produtora de cinema passa a “empresário” da esposa, conduzindo mal seus negócios e contratos. Era alcoólatra e pode ter incitado o consumo de bebidas alcoólicas pela musa. Mesmo diante da falência matrimonial, esta se negava a aceitar o divórcio, partindo do princípio religioso, já que era uma católica convicta.

Aos 46 anos leva mais de meio milhão de pessoas às ruas do Rio. Desta vez, segue calada, em seu cortejo fúnebre, até o Cemitério São João Batista. Após uma recepção em sua residência, em Beverly Hills, sofre um colapso cardíaco fulminate, sendo encontrada morta, pela empregada, na mesma noite.

            Taí… E Carmen nem precisou fazer de tudo para cativar gerações. Carmen é carnaval, é feminilidade, é tropicalismo, é charme e talento nato. E seu destino foi selado nada mais, nada menos que pela eternidade.

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Ensaios sobre o Oriente próximo – 2

20/02/2009 at 00:01 (Rubens Urue)

Rubens Luis Urue Filho

 

Genericamente, são denominados palestinos os habitantes da região que lhes faz referência. Grande parte das pessoas costuma equivocar-se quando o termo ‘Palestina’ é mencionado. Entretanto, conseguem equacionar um raciocínio até que razoável: “Guerra + Palestina = cenário comum de conflito no Oriente Médio”.

Embora ocorram, simultaneamente, cerca de 300 conflitos armados no mundo atual, a Palestina atrai para si todos os olhares. E não à toa. Sua história é muito rica e interessante. Geograficamente falando, podemos concebê-la como sendo um estreito (e cobiçado) trecho de favorável ligação entre a África e a Ásia.

Devido a tal localização estratégica, seu território já foi (e continua sendo) palco de inúmeras conquistas e disputas por povos de origens diversas. Um dos mais antigos embates nessa região deu-se entre os ‘Povos do Mar’ (os filisteus, originários da ilha de Creta) e a Civilização Egípcia – numa de suas fases decadentes no séc. XII a.C. Desde esse período, a Palestina é fadada às mais diversas instabilidades.

Esclarecida a peculiar ‘condição natural’ dessa região, percebe-se que o conflito israelo-palestino – que se estende por nossa atualidade – não é assim tão insano ou inexplicável, como costuma parecer aos mais desatentos.

Há de se especificar que residem na Palestina, hoje, populações adeptas das três grandes religiões originárias de um mesmo ‘berço monoteísta’. Num cenário antiquíssimo, mulçumanos, judeus e cristãos (sendo estes últimos, considerados minoria) esforçam-se para manter um diálogo que, na maioria das vezes, é calado diante do fatigante peso da intolerância e dos preconceitos.

Prosseguindo com a historinha iniciada anteriormente: Passados três dias da maior celebração judaica contemporânea (em ocasião da já especificada data de 14 de Maio de 1948) deu-se início uma contra-ofensiva árabe contra o recém-nascido Estado Hebraico. A aliança árabe, formada por Egito, Jordânia, Síria, Líbano, Arábia Saudita, Iraque e Iêmen, travou contra Israel a conhecida Guerra da Independência – que durou cerca de quase dois anos e da qual saiu vencedora a nação israelense.

Com esse empreendimento bélico, Israel acabou por adquirir um território maior que o acordo de sua criação, originalmente, estabelecia. Pois bem, outras guerras ocorreram posteriormente acirrando, a cada batalha travada, a dicotomia árabe/israelense. A Guerra dos Seis Dias, em 1967, concedeu nova vitória a Israel, frente ao ‘grupo dos três’, Egito, Jordânia e Síria. Como conquista de guerra, do primeiro, ocupou-se o monte Sinai, do segundo os montes de Golã e do último, o território da Cisjordânia.

Ocupando-se exclusivamente acerca dos sucessivos conflitos nesse ponto do globo, restaria-me publicar uma Enciclopédia da Palestina, mas como essa não é minha intenção sincera. Passo à atual situação dessa referida região, com meus conceitos formulados nos fatos: que o Estado Hebraico estabeleceu seu território à base de conquistas e imposições particulares, disso não resta dúvida; que a Autoridade Palestina possui como princípio instituído – apoiado pelos vizinhos árabes – a ‘destruição’ de Israel, também é do conhecimento de todos.

O que pouco se conversa é a existência de uma tramitação, já antiga, para a criação de um Estado Palestino a exemplo do Estado Hebraico. Falta é interesse e empenho  internacional para concluir essa meta que – desnecessário dizer – é demasiadamente complexa. É como já inferi antes, a diplomacia contemporânea parece encontrar-se em frangalhos.

Com a atual C.F.I (Crise Financeira Internacional), os mais ricos querem mesmo é não sucumbir diante dessa tormenta, por eles mesmos causada. O BRIC não possui nenhum membro originário do Oriente Médio e o petróleo está em vias de esgotamento de reservas. Oras, se o que move o mundo, ainda é a economia, por que se preocupar?

Por que se preocupar com milhões de palestinos refugiados ou com uma porção de israelenses atingidos por mísseis islâmicos? Com o férreo controle que Israel exerce em suas fronteiras, não é a visita presidencial ianque – em busca de acordos e mais acordos – que sufocará rebeldes palestinos (mesmo sendo o ‘novo messias’ afro-ianque Barack Obama).

Veja o disparate econômico (e outros) entre mulçumanos e judeus que ali vivem. Os primeiros possuem a maioria de sua população vivendo em condições, muitas vezes, miseráveis. Tudo a eles é vedado ou dificultado pelo ‘princípio de segurança’ israelense. Estes desfrutam de uma das rendas per capita mais generosas do mundo, educação e infra-estrutura de países desenvolvidos. Que Israel adote uma postura de proteção aos seus cidadãos, isso é justo. O que é injusto é a desigualdade entre essas nações, destinadas a compartilhar de um território confuso, impreciso.

Tais desigualdades nutrem o ódio dos que se encontram reprimidos, dos que encontram ‘por baixo’ Daí, o surgimento de uma infinidade de rebeldes à la Hamas. Detalhe: os palestinos que vivem na Faixa de Gaza são a população mais jovem do mundo, logo, conclui-se que tais rebeldes, em grande número, não passam de crianças armadas. Em vez de escolas, frequentam instalações de milícias. Ao invés de Matemática ou Português, aprendem lições de intolerância contra judeus e o manuseio de armas de fogo.

Sob o meu olhar, a situação é simplesmente esta. Se estou correto, não sei. Totalmente errado, certamente não. Enxergo aqui o elemento multiperspectívico de interpretação. Enquanto essa desigualdade de direitos e de acessibilidade não for extinta, a paz não encontrará terreno na Palestina.

Quem sabe com a efetivação de um Estado Palestino reconhecido por uma ONU (radicalmente reestruturada), essa região encontre um pouco de estabilidade. Quem sabe isso aconteça… Ou não.

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Eu não Sou Politicamente Correto

19/02/2009 at 06:00 (Flávio Marques)

Toda polêmica é sempre muito bem-vinda porque causa tumultos, discussões acaloradas, gera audiência e, o melhor de tudo, sempre vende bem. Foi assim com a criação das cotas para o ingresso em cursos universitários (a turma de Jornalismo 2011 da UFMS que diga). Mas toda polêmica cansa, fica velha e precisa ser substituída. Então vejamos outro assunto. Discutimos aqui sobre o preconceito e me lembrei dos “TERMOS POLITICAMENTE CORRETOS”. A intenção desses tais termos é banir da linguagem, seja ela escrita ou falada, todo tipo de intenção ofensiva e discriminatória, de cunho racista, sexista ou qualquer outro, tornando-a neutra. Vejamos então a aplicação prática de tudo isso. Vamos imaginar duas pessoas conversando:

 

- Marina, qual é mesmo o nome daquele seu amigo?

- Que amigo Cris?

- Ah, aquele que é… Alto, magro e… ”moreninho”. Sabe?

 

Esta é uma cena relativamente comum e todos ou, pelo menos, quase todos já devem ter vivido ou presenciado algo parecido. As pessoas nunca querem rotular as outras, reduzi-las apenas a sua característica mais marcante, seja ela física ou psicológica. Para não precisar recorrer aos odiosos eufemismos “moreninho”, “escurinho”, “queimadinho”, etc., quando falam da cor da pele de alguém, usam termos como afro-descendente ou afro-brasileiro (tem hífen?). Eu sempre ouvi meu avô dizer que é negro e brasileiro e não tem nenhum problema em ser chamado assim, mas prefere ser chamado pelo nome que seu pai lhe deu. Eu percebo que ser afro-brasileiro não é tão “legal” quanto ser ítalo-brasileiro ou franco-brasileiro, termos usados para pessoas de origem italiana e francesa, respectivamente.

Quero falar também dos termos politicamente corretos que me atingem diretamente, aqueles reservados aos deficientes físicos. Titio Aurélio Buarque de Holanda nos diz que deficiência é a falta, carência ou insuficiência de algo, seja uma parte constituinte ou característica. Chamar alguém de deficiente físico é constrangedor porque pode parecer que está dizendo que é incapaz. Então resolveram achar um termo que acabasse com isso. Vejamos a representação prática, cena do Flávio indo à sala da diretora na escola:

 

- Oi, por favor, posso falar com a diretora?

- Ela não está, mas é urgente? Eu posso ajudar?

- O professor de Educação Física tem me dado falta, mas eu trouxe o atestado médico. E a diretora disse que eu não precisava mais vir às aulas, se fizesse os trabalhos.

- Ah, sim! Sente-se aí querido, eu vou ligar pra ela e ver o que a gente faz.

 

Secretária ao telefone:

 

- Alô! Oi, tudo bem?

-…

- Então, deixa eu te falar. Eu to aqui com um PNE (Portador de Necessidades Especiais) e está reclamado das faltas nas aulas de Educação Física.

-…

 

Em nome da correção política de alguns deixei de ser o Flávio, o aluno. Eu fui reduzido a uma sigla. E essa não foi a única vez. Eu não sei bem, porque sempre estudei nessa escola, mas algum órgão ou secretária ligada ao Governo Federal determinou que todas as crianças que estudassem em escolas especializadas, e tivessem com condições para isso, fossem matriculadas em escolas regulares. Cada escola tinha que se adequar e prestar contas de quantos e quem eram seus alunos “especiais”. Por isso, algumas vezes eu fui o PC (Paralisado Cerebral) do Primeiro Ano.

O grande problema é que todos esses termos “corretos” não são capazes de dizer quem as pessoas são. Se não sei como me referir a alguém, pergunto o nome dela, procuro saber quem e não o que ela é. Já me perguntaram o que eu me considero. Eu definitivamente não sei. O que tento fazer é saber quem eu sou. No começo deste texto (ou desabafo?) falei em evitar intenções ofensivas e discriminatórias, mas esse trabalho não cabe às palavras. Preconceitos, ofensas e discriminação partem das pessoas. Eu quero combatê-los, mas, algumas vezes, me pego as voltas com todos eles. Eu quero acabar com os erros do mando e sou tão errado. Eu sempre penso sobre tudo isso e quero mudar. Ser Politicamente correto? Não! Eu espero que chegue o dia em que politicamente correto seja cumprir as promessas feitas nas campanhas eleitorais.

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Pelo crepúsculo que eu espero a cada amanhecer e entardecer…

18/02/2009 at 00:01 (Raphaela Potter)

Raphaela Potter

Edward e Eu

Edward e Eu

Fascinada. Esta é a palavra que mais pode descrever o meu estado quando terminei de ler o livro Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Confesso que, antes de mergulhar nas páginas desta obra surpreendente, havia certo preconceito de minha parte para com o primeiro livro da série de Meyer. O que não combina comigo é claro, afinal, uma pessoa que adora ler Best-sellers e que não se envergonha de assistir – e adorar – High School Musical, não dever ter um perfil preconceituoso. Deixando de lado a palavra preconceito, apelo para o antigo ditado popular de que “gosto não se discute”. Mas, voltando ao assunto principal deste artigo, não acreditava que Crepúsculo pudesse ser tão bom como muitos leitores me diziam. Pois bem, eu estava totalmente enganada.

Minha – pouca, é verdade – experiência na vida amorosa não me traz boas lembranças… Por isso não a especificarei aqui. Apenas posso dizer que o amor, no sentido de encontrar um completo desconhecido e, em pouco tempo, se dar conta de que parece o conhecer sua vida toda, sentir-se segura ao seu lado, não temer nenhum perigo quando se está perto dele, sentir aquele frio percorrendo seu corpo inteiro com uma simples troca de olhares… Enfim, o amor neste sentido, para mim, não existe. Pelo menos não por muito tempo, ou, quem sabe, pela vida inteira. Mas quando li Crepúsculo senti uma esperança renascer dentro de mim.

Não foi pelo fato, fantasioso é verdade, de que, em meio a muitas dificuldades, uma garota perdesse todo o senso de perigo ao apaixonar-se e ser correspondida por um vampiro. Foi porque a autora, por meio de suas palavras estonteantes, conseguiu convencer aos leitores que amores impossíveis não existem. O que existe na verdade é o nosso lado racional sobrepondo-se ao emocional, fazendo-nos acreditar muitas vezes que, lutar pelo amor não vale à pena.

A personagem principal da história, Bella Swan, com sua forma simples de encarar a vida, consegue nos mostrar que o amor vale sim a pena, não importa em qual circunstância ele se encontra. E isso ela consegue provar quando faz com que Edward, o incrivelmente irresistível vampiro por quem ela se apaixonou, esqueça todos os seus instintos não humanos. Esqueça de que, por causa de sua natureza, a única coisa que lhe interessa em Bella é seu sangue. Esqueça de desistir dela. E, através de diversos momentos junto dela, onde o instinto e o lado “humano” de Edward entravam em conflito, ele pode perceber que não era o sangue que ele queria, mas sim, a presença de Bella ao seu lado, pois os minutos sem ela, duravam mais do que a eternidade em que ele estava condenado a viver.

Por fim, as personagens acabam se apaixonando. O que resultaria num amor incondicional, que faz valer a pena quebrar qualquer racionalidade possível. Um amor pelo qual eu espero. Acredito que todos nós esperamos. Mas enquanto ele não chega vou correr para ler os outros livros da série! E se você que leu meu artigo que mais se parece com o diário de uma adolescente quiser ler também… Eu recomendo!

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Cara nova?

17/02/2009 at 10:23 (Enquetes)

Enquete reformulada. Vote quantas vezes quiser. Os votos da enquete anterior serão computados.

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Alguém pode pisar no freio?

15/02/2009 at 01:26 (Eduardo Lyvio)

            Estava eu navegando pela internet, despreocupadamente, quando me deparei com a seguinte manchete: “Banda Calypso canta em inglês e investe em carreira internacional”. Risos. Pausa pra respirar. Mais duas horas de risos e lágrimas – de tanto rir. Quando eu já tinha me controlado, vi que no final da matéria havia um vídeo com a interpretação de tal preciosidade (http://www.youtube.com/watch?v=9GiEjRSiZJM), ou seja, voltei a rir. Só que troquei o choro por soluços…

            A canção em si é uma versão de Acelerou, que virou Accelerate my heart – muito poético, por sinal. A dupla dinâmica está super orgulhosa, pois a grandiosa peça musical fará parte da trilha sonora de um filme americano. Nessas horas me dá um orgulho de ser brasileiro! Eu chego a ficar emocionado! É que a nossa fama lá fora já é boa: carnaval, mulheres gostosas, futebol… Aí aparece o (ou a, sei lá) Calypso e coloca a cereja no sundae da imagem do nosso país. Como diz o glorioso filósofo-poeta-jornalista, Datena: “Isso é um tapa na cara do povo brasileiro!”. Mas, talvez, haja uma esperança: se a participação da música no filme for tão significante quanto aqueles personagens que o Rodrigo Santoro fez em Hollywood, aí tudo bem. Talvez passe despercebido.

            O sucesso do Calypso só revela uma coisa: a forma como a música é tratada no Brasil (e no mundo) é ridícula. O lado comercial tem crescido cada vez mais, deixando a verdadeira arte de lado, jogada para os ratos do cenário underground. Já o mainstream, em que a moda prevalece, tomou conta do mundo. Esse negócio de “artista de uma música só” tem crescido: “Ahh… Eu adoro Vitor e Léo!”. Aí, quando você pergunta sobre as músicas deles, essa é a resposta: “Aquela das borboletas é muito legal!”. Mas também acontece o contrário: “Odeio Los Hermanos!”; tudo por causa da garota que todos vocês conhecem bem. No começo, a maioria das pessoas ia a um show deles apenas para ouvir Anna Júlia; só no segundo CD que eles começaram a criar um público fiel. E isso acontece frequentemente: muitas pessoas vão a um show X para ouvir uma música Y, porque ela toca na novela das oito, ou seja lá aonde for.

            Vários brasileiros já gravaram em inglês, seja para alcançar o mundo ou pelo fato de que a língua inglesa se encaixa melhor em alguns estilos, como o Heavy Metal (Angra) ou o Hard Rock (Sepultura). Voltando ao Calypso, a tal de Accelerate my heart (http://letras.terra.com.br/banda-calypso/1426373/accelerate-my-heart-print.html) demonstra o desejo da dupla de fazer sucesso internacionalmente. Mesmo que a Joelma não demonstre ter senso de ridículo com a sua pronúncia pífia e digna de riso.   

            Apesar de tudo, essa atitude da banda Calypso é compreensível. Eu até queria pedir desculpas aos fãs, que, certamente, ficaram incomodados com esse texto. Perdoem-me, de coração. Afinal de contas, se tantos artistas brasileiros cantam em inglês, por que a Joelma não pode fazer o mesmo, não é? O domínio da língua inglesa é apenas um mero detalhe: enquanto a Jô (perceberam a intimidade?) estiver chacoalhando o cabelo e alcançando aqueles agudos “perfeitos”, tudo é carnaval.

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